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Flip 2024: Casa Folha exalta português e matemática – 11/10/2024 – Ilustrada

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Anna Virginia Balloussier

Lidar com matemática ou língua portuguesa é um prazer danado, e eles podem provar.

A Casa Folha abriu sua programação da Flip nesta sexta (11) com “dois homens apaixonados”, Sérgio Rodrigues pela língua portuguesa, Marcelo Viana pela matemática, como definiu a repórter Paola Ferreira Rosa, mediadora da mesa “ABC, 123”.

A dupla de colunistas da Folha escreve sobre esses campos que tantas vezes assustam alunos, e também marmanjos, dado o grau de complexidade que podem alcançar.

Rodrigues começou sua fala elogiando a iniciativa de juntar duas tribos que muitas vezes se tomam por antípodas, as galeras “de humanas” e “de exatas”.

“Jornalistas têm essa missão até civilizatória de serem pontes entre um saber muito especializado, que tende a criar seus próprios códigos e jargões que dificultam acesso de leigos”, disse. “Em casos mais extremos, repelem mesmo o leigo.”

Claro que também cabe à academia fazer a lição de casa e reverter “o déficit grande de comunicação com a sociedade”. Falando agora da sua turma: “Existe autocrítica forte e severa nos meios linguistas de que alguma coisa falhou. Há concepções fechadas e pouco generosas, muito carrancudas, muito ligadas à cultura do erro, da pegadinha, do que vai tirar ponto na prova”.

Assim fica difícil. “Como se a língua fosse uma gincana chata, quando a meu ver é um parque de diversões.”

Não deveria ser. O método pedagógico “mata muito inicialmente a ideia de prazer”, e aí “a alegria vai sendo esterilizada pelo ensino”, apontou.

Viana comentou sobre um estudo que revelou como bebês menores de um ano já têm capacidade para assimilar noções matemáticas. “Existe uma concepção já desbancada de que as pessoas nascem com predisposição a alguma área”, disse. “Isso é falso.”

Ninguém nasce com vocação para uma coisa ou outra, sustentou o autor de “Histórias da Matemática” (Tinta da China). O cérebro é plástico, “e você faz com ele o que você quiser”. São as experiências que temos nos primeiros anos de vida que nos impactam e moldam nossas preferências futuras.

Para provar como a matemática é útil no dia a dia, e até intuitiva, Viana saca exemplos como a criança que mede se o tamanho da pizza do irmão está maior.

O desafio, afirmou, é “convencer as pessoas de que não é difícil”. “Quem tem medo de usar matemática e trava na hora de fazer um cálculo de juros não está exercendo sua cidadania de forma plena.

Ele também falou sobre o ChatGPT —que não usa— e outras inteligências artificiais criadas em parte com contribuição do seu campo. “A matemática tem um bocado de culpa por estar onde estamos”, disse.

O diretor-geral do Impa, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, lembrou de quando especialistas achavam que “nunca uma máquina ia ganhar de um humano jogando xadrez”, porque ela “nunca seria melhor que o professor”, e foi o homem que ensinou o computador. “Você sabe onde foi parar essa certeza absoluta.”

Bastaram nove horas para que um algoritmo novo virasse campeão mundial de xadrez, e sem nenhum humano que o ensinasse as manhas do jogo. A máquina aprendeu jogando o equivalente a 200 milhões de partidas consigo mesmo. “O potencial da IA para invadir todos os segmentos é enorme.”

A prosa de Rodrigues versou sobre os vaivéns da língua portuguesa, passando pela origem africana de muitas palavras incorporadas à versão brasileira dela. Vide “fofoca”. “Nosso modo de pronunciar palavras tem muito a ver com o banto.”

O autor de “Viva a Língua Brasileira!” (Companhia das Letras) criticou trupes conservadoras que veem na reapropriação da língua herdada dos colonizadores como destruição de patrimônio. Passados dois séculos da independência do país, ainda há “quem se veja como falantes de segunda ordem de uma língua, como se a gente estivesse aqui estragando a lingua portuguesa”, disse. “Caramba, essa língua é nossa.”



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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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