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Folha Top of Mind: Oscar das marcas reúne PIB nacional – 23/10/2024 – Painel S.A.

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Diego Felix

O varejo e a indústria, carros-chefes da economia nacional, compareceram em peso à festa de premiação da 34ª edição da Folha Top of Mind, que revela o poder das marcas no imaginário do brasileiro a partir de pesquisa Datafolha. Somente a Petrobras, campeã na categoria Top Marca que Representa o Brasil, responde por 13% do PIB.

A cerimônia fechada reuniu 1.500 convidados no Tokio Marine Hall, em São Paulo, nesta terça (22), e teve como mestres de cerimônia Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

Campeã absoluta do Top do Top, com 32 conquistas em 32 edições, Omo é a primeira marca que vem à cabeça de 8% dos entrevistados que têm entre 45 e 59 anos. O sabão da companhia britânica Unilever busca agora conquistar o público mais jovem e, para isso, reiventa sua comunicação. Ao completar 20 anos do icônico slogan “Porque se sujar faz bem”, a marca fez uma grande jogada e lançou a tagline “Bota sua roupa pra jogo porque se sujar faz bem”, com Vinicius Junior como estrela.

“Estamos nos aproximando do território do esporte por entendermos que o segmento é importante para os nossos novos e antigos consumidores”, disse Yasmine Antacli, diretora de marketing da Omo Brasil.

A Unilever ainda ganhou prêmios com as marcas Comfort (Top Amaciante de Roupa), Dove (Top Sabonete) e Hellmann’s (Top Maionese).

Para a Nike, Top do Top pela 13ª vez, empatada com a Omo neste ano, a pesquisa serve de referência de negócio. “Ela nos ajuda com insights, principalmente saindo de mercados que são mais óbvios, como São Paulo”, disse Gustavo Viana, diretor de marketing da Nike.

“Conseguimos conhecer um pouco mais os hábitos e preferências dos brasileiros”, afirmou. De olho nessas tendências, a companhia se aproximou do público feminino e se engajou na luta contra o racismo no esporte, algo que traz mais valor para a marca, especialmente entre os mais jovens.

Empatada com Shopee, a Petrobras foi a vencedora na categoria Top Performance. A estatal também foi eleita a marca que representa o Brasil. Ana Claudia Esteves, gerente de publicidade e mídia da companhia, disse que o sucesso foi conseguir regionalizar as campanhas e estabelecer o novo posicionamento de transição energética —tema considerado novo e que começa a ganhar tração na economia. “A Petrobras foi criada, buscou petróleo, achou o pré-sal e tem capacidade para fazer e puxar o movimento da transição no Brasil.”

A preocupação com a transição energética, presente no plano de ação de quase todas as empresas que disputaram o prêmio, já é exigência dos brasileiros, um dos motivos que levou a chinesa BYD a se firmar como uma das marcas mais conhecidas no país com seus veículos elétricos e híbridos.

A fabricante, que ainda não iniciou sua produção na Bahia, já emplacou mais de 50 mil unidades neste ano e faz sucesso entre os homens (19%, ante 6% das mulheres entrevistadas) e os que têm de 25 a 34 anos (18%).

“Crescemos muito, investimos em uma fábrica, em centro de distribuição, expandimos a rede concessionária, infraestrutura e mostramos ao povo brasileiro que a BYD veio para ser brasileira. Ela não está se aventurando”, disse Alexandre Baldy, head da montadora no país.

A gigante do ecommerce Shopee como Top Site de Compras galgou quatro pontos percentuais neste ano, passando de 19% das lembranças, em 2023, para 23% neste ano.

“A Shopee chegou há menos de cinco anos no Brasil. “Hoje são mais de 3 milhões de vendedores brasileiros cadastrados no aplicativo e mais de 90% das vendas são de vendedores brasileiros. Isso mostra que a gente caiu na graça do consumidor brasileiro”, disse Rodrigo Farah, head de marca e “live commerce” da empresa.

Apesar de possuir a liderança de mercado em número de conexões de internet em banda larga, Vivo e Claro estão empatadas no Top Comunicação, o que reflete quão acirrada é a competição entre as duas maiores operadoras do país.

“No início de 2024, lançamos uma nova fase da nossa comunicação, que evidenciou a importância da internet de qualidade para conectar nossos clientes ao que eles mais amam”, afirmou Ane Lopes, diretora de marketing, branding e comunicação da Claro.

Por trás da geração de valor para as marcas, as agências Africa, AlmapBBDO, Publicis, BTC Havas e Talent estavam entre as mais premiadas. De janeiro a julho, a publicidade brasileira movimentou R$ 10,6 bilhões, um aumento de 16% na comparação com 2023, segundo o Conselho Executivo das Normas-Padrão.

A Folha Top of Mind acompanha, há mais de três décadas, quais são as marcas favoritas dos brasileiros. A pesquisa, feita pelo Datafolha desde 1991, é a maior do gênero na América Latina. Para realizá-la, os pesquisadores viajam pelas cinco regiões do país e entrevistam, presencialmente, pessoas a partir dos 16 anos e de todas as classes sociais. Ao longo desse período, foram analisadas cerca de 200 categorias de setores importantes da economia.

Com Pedro Strazza e Roberto de Oliveira


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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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