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Forças Armadas ajudam população que sofre com as enchentes no Acre
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Já são dez dias que mais de 200 militares das Forças Amadas vinculados ao Comando Conjunto da Amazônia atuam na “Operação Enchente” nas cidades acreanas afetadas pela alagação de rios e igarapés. Mais de 121 mil pessoas estão atingidas pelas cheias em dez cidades do Acre.
Os militares resgataram 537 famílias de 28 bairros de três municípios. O apoio se estende também às comunidades indígenas Kaxinawa e Kulina, que vivem aldeadas no município de Santa Rosa do Purus. Nessas localidades, 98 famílias receberam 100 cestas básicas.
Conforme o Ministério da Defesa, os militares montaram quatro abrigos, distribuíram 1.024 cestas básicas e 1.465 galões de 20 litros de água. As Forças Armadas trabalham em parceria com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, a pedido do governo estadual.
O Ministério informou ainda que no último dia 17 de fevereiro, o governador do Acre, Gladson Cameli, enviou um ofício às Forças Armadas pedindo apoio às vítimas da enchente no estado. No entanto, a informação é de que desde o último dia 16, o Exército, por meio do Comando de Fronteira Juruá / 61º Batalhão de Infantaria de Selva, já participava de uma operação da prefeitura de Cruzeiro do Sul que tinha decretado situação de emergência.
Com o transbordo dos rios, os militares atuam na transferência dos desabrigados e transporte de materiais, com auxílio de embarcações e viaturas.
Em Cruzeiro do Sul, município com quase 90 mil habitantes, cerca de 33 mil pessoas foram atingidas. Na capital, o Parque de Exposição foi adaptado para receber quem não pode voltar para suas casas, no local, até essa quinta (25) tinha 33 famílias abrigadas.
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Sena Madureira é uma das cidades mais atingidas pela cheia dos rios no Acre — Foto: Quésia Melo/G1
Situação dos rios no Acre
Após apresentar subida, as águas do Rio Acre voltaram a baixar nas últimas horas em Rio Branco, e o manancial chegou ao nível de 14,76 metros às 6h desta sexta-feira (25), sendo que a cota de transbordo é de 14 metros. Na última medição feita nessa quinta (24), às 21h, o rio estava com 14,90 metros.
Além da capital, rios de pelo menos mais cinco cidades acreanas continuam em vazante e outras quatro não apresentam leitura da medição dos rios na manhã desta sexta-feira (26). Dez municípios do Acre tiveram alagamento dos mananciais e igarapés, que atingiram centenas de famílias.
Os dados são divulgados pelo Corpo de Bombeiros diariamente com base em informações das Secretarias Municipais de Ação Social/Centro de Referência de Assistência Social e Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Comdec).
O Corpo de Bombeiros estima que ainda mais de 121 mil pessoas estejam atingidas pelas enchente. A Defesa Civil considera atingidas pela cheia casas onde a água chegou, desabrigando ou não os moradores.
Cruzeiro do Sul
Com maior número de pessoas atingidas com a cheia no Acre, Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do estado continua com cerca de 33 mil pessoas atingidas pelas águas do Rio Juruá e seus afluentes. O município decretou situação de emergência no último dia 15; o decreto é válido por 60 dias.
Conforme dados da prefeitura, Cruzeiro do Sul tem 259 famílias desabrigadas e mais de 3,9 mil desalojadas, que tiveram que deixar suas casas temporariamente. O Rio Juruá está com 13,62 metros nesta sexta-feira (25), são 16 centímetros a menos que nas últimas 24.
Tarauacá
O Rio Tarauacá, na cidade de mesmo nome, reduziu em mais de um metro o nível das águas nas últimas 24 horas e marcou 8,30 metros nesta sexta. A cidade teve uma das situações mais críticas do estado.
Com uma população estimada em 43.151 pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), a cidade de Tarauacá tem 28 mil moradores afetados com a enchente do rio. De acordo com a Defesa Civil, dos nove bairros que há na cidade, apenas um não foi atingido pelas águas. Cerca de 90% do município foi afetado pela enchente.
A cidade decretou calamidade pública no dia 18. O Corpo de Bombeiros informou que 77 famílias continuam desabrigadas e outras 38 desalojadas.
Feijó
O Rio Envira, em Feijó, chegou à cota de 13,15 metros nesta sexta, são 51 centímetros a menos em 24 horas. Apesar da vazante, ele segue acima da cota de transbordo, que é de 12 metros. A estimativa é que 3,2 mil pessoas estejam afetadas pela cheia, sendo 90 famílias desabrigadas e 47 desalojas.
Sena Madureira
O nível do Rio Iaco em Sena Madureira, no interior do Acre, continua baixando, mas o manancial segue acima da cota de transbordo, que é de 15,20 metros. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, o rio marcou 16,99 metros nesta sexta-feira (26).
A cheia do rio atinge mais de 27,6 mil pessoas do município. Essa é a maior cheia desde 1997, quando rio marcou 19,40 metros. Ainda conforme os dados, 1.707 mil famílias estão desalojadas, ou seja, foram levadas para casas de parentes e outras 299 estão desabrigadas.
Santa Rosa do Purus
Em Santa Rosa do Purus o Rio Purus continua baixando e nas últimas 24 horas teve uma vazante de mais de 1,6 metro, chegando à marca de 6,75. Com isso, o manancial também sai da cota de alerta, que é de 8 metros. Segundo os dados, a enchente atinge cerca de mais de 1,9 mil pessoas. Ao todo, 55 famílias estão desabrigadas e 18 desalojas.
Jordão
No município de Jordão não foi divulgada a medição do Rio Tarauacá, mas segundo o Corpo de Bombeiros, o manancial continua com visual bem abaixo da cota de alerta. Ainda de acordo com os dados, mais de 3 mil pessoas estão atingidas pela cheia na cidade, 11 famílias estão desabrigadas e outras 12 desalojadas.
Porto Walter
O Rio Juruá em Porto Walter também não teve leitura divulgada nesta sexta. De acordo com os dados, cerca de 4 mil pessoas estão atingidas e 55 famílias estão desabrigadas e outras 42 desalojadas. A prefeitura declarou calamidade pública em um decreto publicado no dia 17 no Diário Oficial do Estado.
Mâncio Lima
Em Mâncio Lima, as águas do Rio Juruá ainda atingem cerca de 3 mil pessoas, segundo informativo do Corpo de Bombeiros. Pelo menos 100 famílias estão desabrigadas. O rio também não teve leitura do nível nesta sexta.
Rodrigues Alves
Em Rodrigues Alves não houve leitura do nível dos rios Juruá e Paraná dos Moura nesta sexta. A cidade foi atingida pela cheia do Rio Paraná dos Mouras, que transbordou no dia 12 deste mês e atingiu pelo menos 56 famílias, em nove comunidades e também pelas águas do Rio Juruá.
Segundo informativo do Corpo de Bombeiros, cerca de 3,5 mil pessoas estão atingidas pela cheia na cidade, 68 famílias estão desabrigadas e outras 430 estão em casas de parentes.
Calamidade pública
O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu, nessa segunda-feira (22), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), estado de calamidade pública em 10 cidades do Acre atingidas por inundações causadas pela cheia dos rios no estado.
Os municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves enfrentam dificuldades com parte da população desabrigada (encaminhada para abrigos) e desalojada (levada para casa de parentes).
O governador do Acre, Gladson Cameli, havia decretado calamidade em uma edição extra do Diário Oficial do estado (DOE) também nesta segunda. Pelo menos em oito dessas cidades atingidas os rios estão com vazante (diminuição no nível das águas) e com estabilidade. Mesmo assim, a cheia é considerada histórica e atinge cerca de 118 mil moradores do estado acreano.
Pandemia, enchente, surto de dengue e crise migratória
O Acre registrou mais sete mortes por Covid-19 em apenas 24 horas. As informações são do boletim da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) dessa quinta-feira (25). São 376 novos casos da doença fazendo com que o número de pessoas infectadas passe de 55.881 para 56.257. O total de mortes agora é de 982.
Desde semana passada, alguns rios ultrapassaram a cota de transbordo atingindo milhares de família. A cidade de Tarauacá, no interior do Acre, chegou a ficar com 90% do território tomado pela água. Em número atualizados, a Defesa Civil estima ainda mais de 121 mil pessoas atingidas pelas enchentes, mas o Acre chegou a ter 130 mil pessoas atingidas de alguma forma pela cheia dos rios na capital e no interior do estado.
O Acre também mais de 7,5 mil casos suspeitos de dengue e outros 1.683 casos já confirmados da doença em menos de dois meses de 2021. Outro dado que chama atenção é que dos 22 municípios do Acre 20 estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti. A capital acreana já declarou situação de emergência devido o aumento no casos de dengue.
Também nos últimos dias se agravou o cenário dos imigrantes que estão retidos na fronteira do Acre com o Peru desde o ano passado, quando o país vizinho decidiu fechar as fronteiras e impedir a passagem deles para o lado peruano. Os imigrantes já estavam sendo atendidos pela prefeitura de Assis Brasil, mas no último dia 14 se rebelaram e ocuparam a ponte da cidade.
Pelo menos 60 imigrantes que fazem rota reversa pelo Acre e tentam entrar no Peru continuam a acampados na Ponte da Integração, mais de 10 dias depois de ocuparem o local. Ao todo a cidade ainda tem mais de 300 imigrantes depois de ter mais de 500.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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