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François Damiens, um pai que enfrenta a jihad, sob a estrela da sorte do Ocidente

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Alain (François Damiens) em “Les Cowboys” (2015), de Thomas Bidegain.

FRANÇA 4 – SÁBADO, 11 DE JANEIRO ÀS 21h – FILME

Começa como o Velho Oeste, em uma pradaria verde e ensolarada, com cowboys, cavalos, rodeio, música country, garotas dançando e sorrindo. Mas estamos algures numa França rodeada de montanhas, no início da década de 1990, num encontro de fãs do mito americano das origens.

Leia a história (em 2015): Artigo reservado para nossos assinantes Quando “The Cowboys” colidem com a jihad

Partindo da nostalgia de um modelo desaparecido, a ação caminha, como que logicamente, para o desaparecimento repentino de um personagem. Alain (François Damiens) e sua esposa, Nicole (Agathe Dronne), não conseguem mais encontrar a filha, Kelly, uma adolescente que o espectador viu dançando com o pai alguns segundos antes. Este último passará o resto da sua existência à procura dela pelo vasto mundo, sacrificando a sua vida ao mesmo tempo que a juventude do seu filho, Kid, que leva consigo.

Este é o ato inaugural do primeiro longa-metragem de Thomas Bidegain, que será, consequentemente, um filme de busca. Busca pela jovem, busca por uma integridade familiar perdida e uma identidade agora comprometida: Kelly fugiu, por sua própria vontade, com um jovem islâmico chamado Ahmed, comprometido com o caminho da jihad internacional.

Um contra-emprego arriscado

Numa viagem de cerca de quinze anos, Os vaqueiros desdobra-se, não sem elipses, em duas partes. O primeiro é atribuído ao pai. Com um François Damiens num contra-emprego no mínimo arriscado, estética e politicamente, que parece querer tender para Charles Bronson d’Um vigilante na cidade. É o tempo da raiva, do confronto brutal, do choque de culturas e civilizações.

A segunda parte, dada a partir do ponto de vista de um filho que finalmente conquista seu status de personagem, leva a história para o lado da redenção e da parábola, progredindo, correndo o risco da implausibilidade, segundo a lei do desgrenhado mais romântico. . Descobrimos o Paquistão como uma planície do Extremo Oeste, a irrupção do ator americano John C. Reilly como pagador de resgate e caçador de recompensas providencial, e também uma troca simbólica de mulheres que quebra o ciclo de vingança e toma nota da heterogeneidade do mundo…

Tudo isso filmado em grande escala, sob os signos do picaresco, do exótico e da aventura. Uma história sobre a impureza do mundo contemporâneo, com um Ocidente agora danificado na sua integridade e na sua carne, contada sob a estrela da sorte do Ocidente. Neste caso, o maior de todos: O Prisioneiro do Deserto (1956), de John Ford, em que John Wayne interpreta um soldado sulista que retorna da Guerra Civil, que embarca em uma longa busca para encontrar sua sobrinha, sequestrada pelos Comanches.

Os vaqueirosfilme de Thomas Bidegain (fr., 2015, 114 min). Com François Damiens, Finnegan Oldfield, Agathe Dronne. Transmitido na França 4 e disponível em replay em France.tv até 18 de janeiro.

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.

Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”

Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.

Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.

A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.

Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.



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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

O grupo de pesquisa Elos: Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional, da Ufac, realiza o minicurso Escrita Científica em 12 de fevereiro, em local ainda a ser definido. A ação visa proporcionar uma introdução aos fundamentos da produção acadêmica. A carga horária do minicurso é de duas horas e os participantes receberão certificado. As inscrições estão disponíveis online.

Serão ofertadas duas turmas no mesmo dia: turma A, às 13h30, e turma B, às 17h20. A atividade é coordenada pela professora Graziela Gomes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas.

A metodologia inclui exposição teórica e atividades práticas orientadas. A atividade abordará técnicas de citação, paráfrase, organização textual e ética na escrita científica, contribuindo para a redução de dificuldades recorrentes na elaboração de trabalhos acadêmicos e para a prevenção do plágio não intencional.

 

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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