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Gladson Cameli, do PP, é reeleito governador do Acre

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Gladson Cameli, do PP, foi reeleito neste domingo (7) governador do Acre para os próximos quatro anos. Ele toma posse em 1º de janeiro de 2023, e terá como vice a senadora Mailza Gomes (PP).

Com 56,75% dos votos válidos, Cameli teve 242.100 votos , contra 24,21%, sendo 103.265 votos de Jorge Viana, PT.

Ainda em Cruzeiro do Sul, Gladson garantiu que vai cumprir com suas promessas de campanha e falou, especificamente, sobre as áreas da educação e saúde.

“Vamos continuar respeitando a democracia, a liberdade de imprensa e, ao mesmo tempo, cumprir com o que falamos em relação à redução do alto índice de desemprego para que a gente possa, além de gerar emprego, aquecer a economia. Queremos também criar mais oportunidades em todas as áreas como universalizar, por exemplo, um prato extra em todas as escolas estaduais. Temos um programa criado no primeiro ano de governo onde nós vamos comprar tudo aquilo que o pequeno produtor produzir nas suas localidades para que a gente possa utilizar nas refeições dos nossos alunos. Na saúde queremos acabar com as filas eletivas e humanizar mais a saúde, além do atendimento através da telemedicina.”

Quando chegou em Rio Branco Gladson recebeu a imprensa e agradeceu ao povo que o elegeu e disse que a caminhada continua.

“Em primeiro lugar, quero agradecer por esta caminhada. Tentamos levar uma mensagem às pessoas, aos lugares mais difíceis levando em conta que eu, como governador, ainda tinha as obrigações governamentais. Quero agradecer meu chefe maior, que é Deus, à Mailza, o Ney e o meu povo que reconheceu o que fizemos, cobrou o que ainda não fizemos, e, principalmente, confiou em tudo o que ainda vamos fazer.”

Gladson comemorou ao lado de sua vice, Mailza Gomes  — Foto: Aline Nascimento/g1

Gladson comemorou ao lado de sua vice, Mailza Gomes — Foto: Aline Nascimento/g1

O governador eleito agradeceu também à família e a todos os que o ajudaram a ser reeleito.

“Quero agradecer a minha família, meu filho, a Ana Paula, que estão em Cruzeiro, e a todos os coordenadores, os que balançaram bandeira, porque foram essas pessoas as responsáveis por levar a mensagem ao eleitor que estava indeciso. As urnas não mentem, a votação deu a cada um o tamanho que realmente tem. Para mim, o recado foi claro mais uma vez, o recado foi claro, o povo me deu oportunidade de seguir à frente a agora com a responsabilidade dobrada de promover os avanços que o nosso Acre necessita. Aos meus adversários com mandato quero assegurar que a eleição termina agora, já nessa segunda-feira a gente vai sentar para unir as forças para melhorar de fato a vida das pessoas parabéns.”

Apuração no Ac

  • Gladson Cameli (PP) – 56,75% – votos;
  • Jorge Viana (PT) – 24,21% – votos;
  • Mara Rocha (MDB) – 11,06% – votos;
  • Petecão (PSD) – 6,42% – votos;
  • Marcio Bittar (União Brasil) – 1,12% – votos;
  • Professor Nilson (Psol) – 0,26% – votos;
  • David Hall (AGIR) – 0,18% – votos.

Perfil

Gladson, que tem 43 anos, já ocupou o cargo de Senador da República. Ele entrou na vida pública aos 28 anos, quando foi eleito pela primeira vez deputado federal com 18.886 votos. Em 2010, foi eleito pela segunda vez deputado federal com 32.623 votos.

Filho de Eládio Messias Cameli e Maria Lindomar de Lima Cameli, Gladson de Lima Cameli é natural de Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do Acre, é casado com a advogada Ana Paula Correia da Silva Cameli e pai de Guilherme Correia Cameli, de 8 anos.

O governador nasceu no dia 26 de março de 1978. É bacharel em engenharia civil desde 2001 e formado pelo Instituto Luterano de Ensino Superior de Manaus Ulbra, no Amazonas. Sua trajetória política vem de família, já que é sobrinho do ex-governador do estado Orleir Cameli.

Em seu segundo mandato como deputado federal, se destacou à frente da Comissão da Amazônia, através da indicação da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra).

Foi filiado ao PFL durante (2000-2003) e ao PPS durante (2003-2005). É filiado ao Progressistas desde 2005 permanecendo até os dias atuais.

No Senado Federal, Gladson Cameli é membro de várias comissões, entre elas a Comissão de Serviços de Infraestrutura, Comissão Senado do Futuro, Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional, Comissão de Educação, Cultura e Esporte, entre outras. Tem sido um dos maiores articuladores junto ao setor empresarial de debates para saídas da crise econômica que vive o Acre e o país.

Propostas

Ao todo, durante a campanha, Gladson afirmou que pretende levar à frente 23 propostas durante seu governo, dentre elas: Para ver as propostas clique aqui.

  • Emprego – a principal proposta é tentar diminuir o alto índice de desemprego no estado e fortalecer o agronegócio, através da infraestrutura, geração de emprego no lançamento de obras e conclusão de obras
  • Infraestrutura – reformar o presídio de Tarauacá.
  • Segurança – fazer concurso para a polícia penal.
  • Saúde – concurso público para contratação de pessoal.
  • Assistência Social – retornar com o cartão do Bem, mas com abrangência maior para a população de baixa renda, logo após o período eleitoral o candidato garantiu que voltar com o programa.
  • Saúde – fazer com que o TFD [Tratamento Fora do Domicílio] diminua o máximo de atendimentos. Para isso, vai ser criada a telemedicina no interior para facilitar a presença da saúde no estado. Além disso, concurso na saúde para contratar mais profissionais.
  • Saneamento básico – assumiu um compromisso em relação à na falta de esgoto e de obras isso vai ser tratado como prioridade. Vão ser feitas parcerias com prefeituras, para tentar resolver o problema na saúde .

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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