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Governo pede reforço das Forças Armadas para evitar bloqueios ilegais que isolam Acre pela BR-364
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O governador do Acre, Gladson Cameli pediu, nessa terça-feira (22), reforço das Forças Armadas para evitar bloqueios ilegais que ocorrem na BR-364 no lado rondoniense e que tem prejudicado o abastecimento no estado. Até essa terça-feira (22), a Polícia Rodoviária Federal confirmava vários pontos de bloqueio feitos por bolsonaristas na BR-364, em Rondônia. Alguns itens, como gasolina, cimento, alimentos perecíveis e cerveja chegaram a ficar escassos na capital. No final da tarde dessa terça, a PRF informou que havia desbloqueado todos os pontos em Rondônia e que as cargas paradas na estrada começavam a ser enviadas ao Acre.
Em nota, o governo do Acre informou que solicitou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para atuar no desbloqueio das rodovias.
“Diante a possibilidade de crise de abastecimento do Estado de alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais à população, em decorrência de bloqueios na BR 364, nessa terça-feira (22), o governo do Estado encaminhou um ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Secretaria Nacional de Segurança Pública solicitando o envio da Força Nacional para atuar no desbloqueio de vias e estradas que porventura estiverem obstruídas nos estados de Rondônia e de Mato Grosso, e, assim, viabilizar a normalização do tráfego de veículos”, diz a nota.
Deputados se posicionam
O líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado estadual Pedro Longo (PDT), afirmou que o pedido foi feito após o estado já sofrer com desabastecimento de vários itens por conta das manifestações ilegais na estrada federal que liga o Acre ao restante do país. Ele afirmou que outros pedidos já tinham sido feitos anteriormente junto às autoridades federais, como a PRF.
“Nós entendemos que esse protesto da forma como está se dando é lamentável, o estado já pediu, inclusive, reforço do Exército para que a haja prontamente a abertura das estradas. Não é justo que a população do Acre está sofrendo desabastecimento de combustível, gás de cozinha, medicamentos, e muito em breve perecíveis. Isso não faz nenhum sentido. O governo cobra das autoridades providências e nós, políticos, estamos cobrando também da nossa bancada federal, especialmente, dos senadores, que se mobilizem em Brasília por providências mais enérgicas. Porque a impressão que nós temos é que o governo federal não está observando a situação precária que o Acre está passando nesse momento”, afirmou Longo.
O deputado acrescenta que, como os pedidos feitos junto às autoridades federais “não estão surtindo efeito”, o governador do Acre decidiu recorrer ao Exército.
“É uma reiteração de pedidos anteriores que já tem sido feitos junto às autoridades federais, como a PRF. Como parece que não está surtindo efeito necessário, o governador resolveu pedir que o próprio Exército propicie mais segurança para que as autoridades policiais possam assegurar o livre trânsito, que é um direito constitucional de todos. Aqui na Aleac, nós formamos um grupo e estamos acompanhando os bloqueios. Diariamente, a gente avalia se houve evolução ou não e estamos fazendo o contatos junto bancada federal.”
O deputado Edvaldo Magalhães (PC do B) disse que o estado precisa tomar “medidas urgentes e emergentes” para resolver a situação.
“As consequências que estamos vivendo fazem parte de uma estratégia de conivência, de um certo ‘fazer de conta que não está acontecendo nada’, de instituições, inclusive, da área de segurança pública federal. Portanto, permitir que o prejuízo aumente, que pessoas em tratamento de saúde sejam impedidas de fazerem seus exames, e inclusive quimioterapia, é um crime contra a convivência pacífica entre as comunidades. Portanto, o estado tem que agir com a força da lei”, afirmou.
O parlamentar criticou ainda a atuação do governo no enfrentamento da crise.
“Nós temos cobrado uma posição clara do governo, apenas hoje no DOE foi publicado a instituição de um gabinete de crise, ou seja, a crise está instalada e agora que o gabinete foi instalado, portanto, tardiamente.”
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Posto sem combustível em Rio Branco nesta quarta-feira (23) — Foto: Rodilson Bardales/Rede Amazônica
Ainda falta combustíveis e cerveja
Nesta quarta-feira (23), mesmo com a liberação da rodovia, muitas carretas chegaram ao Acre com combustíveis e outros materiais, mas ainda não é suficiente para normalizar a situação.
Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac), vários caminhões conseguiram chegar em Rio Branco e outros em Porto Velho (RO), no entanto, ainda falta combustível em muitos postos da capital. A previsão é que, se não houver novos bloqueios nos próximos dias, até sexta-feira (25), todos os postos devem estar abastecidos e a situação normalizada.
A Associação de Bares, Restaurantes, Conveniências, Distribuidoras e Eventos do Acre (Abrace), informou que desde o desbloqueio da rodovia, nessa terça, chegaram duas carretas de bebidas no estado, mas que ainda é “limitado” o estoque de cerveja. Segundo o presidente da associação, Leôncio Castro, para normalizar precisa em torno de uma semana.
“Para normalizar, precisa chegar no mínimo 30 carretas, sendo que são cerca de 3 dias para ir e 3 para voltar. Então, a previsão é que normalize só mês que vem, se realmente não acontecer mais nenhum tipo de emprevisto”, afirmou Castro.
O g1 tentou contato com a Associação Comercial do Acre (Acisa) e com a Federação das Indústrias do Acre (Fieac) para saber se os setores de comércio e indústria já sentem alguma mudança desde a liberação da estrada nessa terça, mas ainda aguarda resposta.
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Postos ainda registram filas nesta quarta-feira (23) — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica Acre
Gabinete de crise
O governo do Acre montou um gabinete de crise para discutir e tomar as devidas medidas com relação aos prejuízos causados pelos bloqueios ilegais na BR-364, em Rondônia, que dá acesso ao estado acreano. O decreto com a criação do grupo foi publicado na edição desta quarta-feira (23) do Diário Oficial do Estado (DOE) e tem validade de 15 dias.
Os bloqueios feitos por bolsonaristas em trechos da rodovia federal, que é a única estrada que liga o Acre ao restante do país, começaram ainda no dia 30 de outubro, após o resultado das eleições presidenciais.
Essas manifestações ilegais causam desabastecimento no mercado acreano. Segundo associações e entidades, já faltam alimentos perecíveis, combustíveis, cerveja e cimento. Nessa terça, filas quilométricas se formaram nos postos de combustíveis da capital por conta da falta de combustíveis.
Outro setor afetado com a falta de combustível é o transporte público. Dos 101 veículos que circulam diariamente na zona urbana e rural da capital, apenas 71 estão atendendo a população a partir desta terça para economizar combustível. A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) anunciou a redução na frota nessa segunda (21).
Cameli também considerou, para criação do gabinete de crise, a informação do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) e Defesa Civil Municipal de que, a partir do dia 28 de novembro, a capital pode passar a ter problemas no abastecimento de sua população. Isso caso os produtos químicos de tratamento de água não consigam chegar a Rio Branco.
O gabinete de crise vai monitorar, mobilizar e coordenar as atividades dos órgãos públicos estaduais para adoção de medidas necessárias para amenizar os prejuízos causados pela obstrução das rodovias federais.
O gabinete de crise será composto por representantes dos seguintes órgãos:
- Secretaria de Estado da Casa Civil – SECC, que o coordenará;
- Secretaria Extraordinária de Assuntos Governamentais – Segov;
- Gabinete do Governador;
- Procuradoria-Geral do Estado – PGE;
- Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública – Sejusp;
- Secretaria de Estado da Fazenda – Sefaz;
- Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão – Seplag;
- Secretaria de Estado de Saúde – Sesacre.
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Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16/08 — Universidade Federal do Acre
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14 de julho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, desenvolvido entre a Ufac e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), realizou a abertura do 21º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública. A cerimônia ocorreu nesta terça-feira, 14, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e marcou o início da programação, que segue até 16 de agosto, reunindo estudantes, professores, pesquisadores e profissionais interessados no assunto.
Durante a programação, serão debatidos temas relacionados ao desenvolvimento regional, mobilidade urbana, educação, empreendedorismo e gestão pública. As atividades incluem palestras, mesas de discussão e apresentações acadêmicas voltadas à troca de experiências e à divulgação de pesquisas desenvolvidas no âmbito do programa.
Na abertura do evento, a reitora Guida Aquino destacou a expansão da pós-graduação na universidade e o fortalecimento das parcerias institucionais voltadas à qualificação de servidores e profissionais. Ela também ressaltou a importância da cooperação entre a Ufac e a UTFPR para a oferta do programa de pós-graduação.
O coordenador do programa, Rogério Duenhas, disse que o curso contribui para formação de profissionais e pesquisadores na área de planejamento e governança pública, especialmente na região Norte.

A presidente da comissão organizadora, discente Ana Caroline, destacou que o seminário busca promover discussões sobre desafios estruturais enfrentados pelo Acre e incentivar reflexões sobre políticas públicas e planejamento. Segundo ela, a proposta é ampliar o debate sobre temas que impactam diretamente o desenvolvimento do Estado e das instituições públicas.
Também participaram da mesa de abertura o vice-reitor e reitor eleito, Josimar Batista; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho; a pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Alana Chocorosqui Fernandes, do Ifac; além de representantes da UTFPR, convidados e integrantes da comunidade acadêmica.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre
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13 de julho de 2026O projeto “Agricultura Tropical e Subtropical, Pecuária e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, coordenado pela Ufac, realizou visitas técnicas em Minas Gerais, entre 26 de junho e 5 de julho. Aprovado em chamada pública do programa Capes/Cofecub, o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil, o projeto está no segundo ano de execução, num total de quatro anos.
A missão ocorreu no Centro de Pesquisa de Cana-de-açúcar da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa); na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Melhoramento Genético e Sistemas de Produção de Palmáceas e Outras Oleaginosas; na Universidade Federal de Viçosa (UFV); nas fazendas São Pedro, Guimarinho, Santa Cruz e Serra das Cabeças, além do sítio Jardim.
É a primeira vez na história do programa Capes/Cofecub, iniciado na década de 1970, que uma instituição acreana coordena um projeto aprovado, cuja execução fica a cargo de professores e pós-graduandos das Universidade Federais do Acre, de Viçosa e do Paraná, além do Instituto Agrícola de Dijon (Agro Dijon, França).
Participaram das visitas os pesquisadores Almecina Balbino e Eduardo Mattar, da Ufac; Natalia Torres, do PPG em Produção Vegetal, da Ufac; Luís Cláudio da Silveira, Denise Cunha, Raquel Barro e Aziz da Silva Junior, da UFV; Ridha Ibidhi e Christelle Phileppeau, do Agro Dijon.
Rede de trabalho
O projeto formou uma rede de trabalho internacional que objetiva propor sistemas integrados de produção focados em uma sustentabilidade econômica, social e ambiental, através de proposição de sistemas e execução de pesquisas aplicadas. Até o momento, estão sendo executados estes projetos de pesquisa em cooperação:
– Early Development of Trichanthera Gigantea Under Different Light Conditions;
– ‘Cratylia argentea’ (Desv.) Kuntze: Da Prospecção de Acessos à Conservação Ex Situ na Amazônia Ocidental;
– Caracterização Ecológica de Espécies Forrageiras Não Convencionais Arbóreas e Arbustivas para Uso de Sistemas Silvipastoris;
– Representação Dasimétrica da Lotação Animal Bovina: Um Estudo de Caso no Acre;
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– Ecosystem Services in Livestock-Based Integrated Systems in South America: A Bibliometric and Qualitative Review;
– Agroecological Performance of Dairy Farms in the Brazilian Amazon: An Assessment Using the TAPE Methodology;
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