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CRISE

Governo prorroga situação de calamidade pública por falta de profissionais na Saúde no A

G1AC, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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O governo do estado do Acre prorrogou a situação de calamidade pública no serviço de saúde por mais 90 dias por falta de profissionais. O documento, assinado pelo governador Gladson Cameli, foi publicado na edição desta segunda-feira (27) do Diário Oficial do Estado (DOE).

No primeiro decreto, publicado no dia 15 de fevereiro deste ano, o governo apontava que mais de 600 servidores tinha sido aposentados e mais de 1,7 mil exonerados, entre 2015 e 2018 no estado.

O decreto que entrou em vigor em fevereiro tinha validade de 90 dias e poderia ser prorrogado pelo mesmo período. A justificativa usada para prorrogação foi a permanência do deficit na saúde.

Falta de profissionais

Conforme o documento publicado originalmente, existe “grave comprometimento” da execução dos trabalhos e serviços oferecidos pela saúde estadual por conta da insuficiência de profissionais para atendimento da demanda.

Além das exonerações e aposentadorias dos servidores, a abertura de 12 setores após concurso público de 2013/2014 também é um dos motivos para a falta de servidores públicos na área da saúde, segundo alega o governo.

O governo afirma que a abertura das unidades aumentou consideravelmente a demanda por servidores em relação ao planejado. Outro motivo seria a obrigação do desligamento de 1,8 mil profissionais de saúde que prestam serviços nas unidades do estado e exoneração “abrupta” de mais de 300 servidores com contratos temporários vencidos.

Com o decreto, a Secretaria de Estado da Saúde fica autorizada a contratar pessoal, por tempo determinado, para atender as necessidades.

Concurso cancelado

Após denúncias de irregularidades, aSecretaria de Saúde do Acre (Sesacre) cancelou o processo seletivo para mais de 300 vagas para os níveis médio e superior. Com isso, a Saúde afirmou que prepara outro processo seletivo com aplicação de provas.

O processo seletivo que foi cancelado teve mais de 20 mil inscritos no total. A Saúde não detalhou as denúncias recebidas sobre o processo.

As supostas irregularidades são apuradas por uma comissão formada por membros da Secretaria de Gestão Administrativa, Controladoria Geral do Estado, e Sesacre. Caso sejam comprovadas, os responsáveis vão ser submetidos a um processo disciplinar.

Ainda segundo a Saúde, um novo edital está em elaboração com as normas de outro processo seletivo. O governo do Acre também negocia a contratação de uma empresa especializada em aplicação das provas.

As vagas eram ofertadas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Rio Branco e mais nove cidades do Acre.

CRIME

Áudio de suposto membro do CV mostra como funciona a guerra de facções no Acre

Ac24horas, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Um áudio que passou a circular em grupos de WhatsApp mostra como a população de alguns bairros vivem em meio ao fogo cruzado provocado pela guerra de facções criminosas em Rio Branco.

Na conversa, um suposto criminoso do CV que estaria no presídio, fala sobre sua volta e de outros comparsas ao bairro Taquari. Ele afirma para uma moradora antiga e diz que outros moradores da comunidade podem ficar tranquilos que ninguém vai “mexer” com eles. O homem, ao que parece, em uma conversa por áudio de um aplicativo explica que ninguém que mora no Taquari vai sair e promete proteger os moradores.

O criminoso afirma que a briga é com integrantes de outras facções criminosas que estariam matando e humilhando os moradores. “Eu sou quero voltar. Quem mora no Taquari ninguém vai sair. Agora, os caras que são do Calafate que estão aí matando e humilhando as pessoas do bairro, nós vamos cair pra dentro”, diz no áudio.

O faccionado faz uma ameaça sobre moradores do bairro que estariam rasgando a camisa da facção que pertence. “Eu sempre desviei a minha comunidade de confusão. Agora se vocês aí da minha rua forem rasgar camisa eu tenho condições de colocar 15 armas e mais de 60 homens fortemente armados aí na parte alta”, diz o criminoso.

A culpa é da juíza, diz Iapen

Em nota, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) afirmou que as fotos divulgadas em redes sociais são de um pavilhão do presídio Francisco de Oliveira Conde. Após uma revista, foram encontros 8 aparelhos celulares e drogas.

Segundo a nota, os detentos estavam no pavilhão “P” que não tem bloqueio de celulares.

Para evitar o uso de celular pelos presos, o pavilhão foi entregue sem tomadas. Porém, uma decisão da Vara de Execuções Penais, através da Juíza Luana Campos, obrigou a permissão do uso de ventiladores nas celas do pavilhão “P”, o que obrigou, por consequência, a instalação de tomadas no pavilhão.

O Iapen afirma que está tomando medidas para revogar a decisão da magistrada

Leia a nota:

NOTA

Na noite desta quinta-feira, 21, foram expostas em redes sociais fotos de detentos no interior de um pavilhão do Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde. Deste modo, os presos foram identificados, extraídos da cela e encaminhados ao isolamento cautelar na madrugada desta sexta-feira, 22.

Com eles, foram encontrados 08 aparelhos  celular e drogas.

Os apenados estavam no pavilhão “P”, obra entregue neste ano de 2019 e sem cobertura contratual do bloqueio de celulares, pois os aparelhos foram instalados no complexo no ano de 2017, quando as obras do pavilhão “P” não tinham sequer iniciado.

Sem cobertura de bloqueador de celular, a alternativa foi entregar o pavilhão sem tomadas.

Contudo, decisão da Vara de Execuções Penais, através da Juíza Luana Campos, obrigou a permissão do uso de ventiladores nas celas do pavilhão “P”, o que obrigou, por consequência, o uso de tomadas no pavilhão.

Diante dos fatos o IAPEN está tomando medidas para revogar a decisão da magistrada. De igual modo, tem trabalhado para reforçar as revistas na entrada dos presídios, a exemplo de portaria recente que possibilita que todos sejam submetidos a aparelho de scanner corporal – inclusive servidores.

Além de medidas de ordem e disciplina como os procedimentos operacionais padrão (POP), o IAPEN tem trabalhado incessantemente no combate à corrupção, seja através da mudança de normas e procedimentos, seja pela abertura de processos administrativos e demissões de servidores que não representam a maioria honrada e honesta.

Rio Branco – Acre, 22 de Novembro de 2019.

Lucas Gomes

Presidente IAPEN

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CRISE

La Paz fica sem frango, ovo e gasolina após partidários de Evo bloquearem estradas

Folha de São Paulo, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Partidários do ex-presidente bloquearam trechos de estradas para protestar contra Jeanine Añez, senadora de oposição que assumiu o cargo.

Flávia Mantovani e Bruno Santos.

Está acabando a carne em La Paz. Tanto o frango quanto o boi, ingredientes muito usados na culinária boliviana, já são difíceis de serem encontrados em mercados e restaurantes. Os ovos também escasseiam, assim como algumas verduras, leite e pão. Além disso, acabou a gasolina e o diesel nos postos de combustível, que estão fechados.

Trata-se do último efeito na sede do governo da crise política que se instalou no país desde as últimas eleições, seguidas da renúncia de Evo Morales após denúncias de fraude. Partidários do ex-presidente, que defendem que o país sofreu um golpe de estado, bloquearam trechos de estradas para protestar contra Jeanine Añez, senadora de oposição que assumiu o cargo. Caminhões-tanque e veículos que trazem alimentos, especialmente da região leste do país, estão bloqueados.

Em um grande supermercado do centro, cenoura, cebola e tomate acabaram; leite e pão estão no fim. A geladeira de carnes está totalmente vazia.

Na foto, geladeira de carnes vazia em supermercado na zona central de La paz, onde há desabastecimento.
Devido aos bloqueios nas estradas bolivianas que acontecem desde o início do mês, La Paz sofre com o desabastecimento de alimentos e combustível – Bruno Santos / Folhapress

Um supervisor conta que até sexta-feira (15) havia ainda algumas opções e os clientes faziam filas para comprá-las, mesmo com preços mais altos que o normal — o kg de frango subiu de 13,50 (cerca de R$ 8) bolivianos para 16,50 (R$ 10) e o preço do ovo, que era 80 centavos (R$ 0,50), quase dobrou e foi para 1,50 (R$ 0,90). Neste sábado (16) não havia sobrado nada.

“Estocamos uma quantidade de carne em casa. Mas agora está no fim”, diz a dona de casa Nataly Flores, 32. “As pessoas estão recorrendo a comida enlatada, tipo sardinha e atum.”

“Ironicamente lá em Santa Cruz, de onde vem a maioria dos alimentos, os preços baixaram, porque não conseguem escoar os produtos”, diz o marido dela, Ubaldo Jimenez, 42.

Sem matéria-prima, alguns restaurantes fecharam as portas e outros reduziram o horário de funcionamento. Em um centro comercial, o proprietário de um deles, German Sandoval, 30, não está servindo nenhum prato com frango. O local, que antes abria das 10h às 22h, agora funciona das 11h às 16h apenas.

No momento da visita da Folha, não havia quase ninguém na praça de alimentação, que geralmente lota no sábado à tarde. “Não há clientes. Além de tudo os bancos estão fechando por medo de saques nas manifestações e as pessoas não têm dinheiro vivo.”

O bloqueio do combustível acontece em El Alto, área nos arredores de La Paz que concentra muitos evistas. Na quinta-feira (14), havia filas nos postos. Agora, eles estão fechados, a não ser os que vendem gás natural, ainda disponível. Mas também houve problemas com esse produto: após a ruptura de um gasoduto perto de Cochabamba e sem poder fazer o reparo devido aos bloqueios, o governo suspendeu o abastecimento de indústrias para garantir o gás domiciliar.

Com tudo isso, taxistas aumentaram o preço das corridas e tornou-se quase impossível conseguir um carro pelo Uber.

O novo ministro de Hidrocarbonetos, Victor Hugo Zamora, empossado por Añez, disse que solucionaria a crise e dialogaria com o grupo que promove os bloqueios. Uma solução cogitada por empresários é enviar a carne por ponte aérea, em voos fretados de Santa Cruz para La Paz. Os frangos de um caminhão que a Folha encontrou abastecendo uma lanchonete já tinham vindo de avião, contou um funcionário.

Morador de La Paz, o motorista Johnny Ortega, 55, teve a família afetada duas vezes pelo desabastecimento. A esposa é dona de um restaurante que está fechado há dois dias por falta de ingredientes. Ele dirige um táxi e só tinha gasolina para terminar mais uma jornada de trabalho.

Pai de três filhas, pensava em comprar no mercado negro para continuar tendo renda. “Mas nem lá estamos encontrando”, afirmou. Segundo ele, o litro no mercado paralelo custa 15 bolivianos (cerca de R$ 9,10), quatro vezes mais que o valor original nos postos, que era de 3,70 (R$ 2,25).

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