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Grávida, menina de 13 anos diz que avô abusava dela e das irmãs de 6 e 10 anos no AC: ‘muito abalada’, diz polícia
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5 anos atrásem
Um idoso de 73 anos foi levado à delegacia de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, suspeito de estuprar e engravidar a neta de 13 anos. O homem teria ainda abusado de outras duas netas, de 6 e 10 anos.
O caso foi denunciado pela família no domingo (14) para um servidor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de Cruzeiro do Sul, que tem contato com os moradores das comunidades rurais.
O servidor buscou a polícia da cidade, que montou uma equipe e encaminhou os policias para Marechal Thaumaturgo. A família mora na Comunidade Triunfo, zona rural de Marechal Thaumaturgo. Ao chegar no local, os policiais verificaram a situação, viram a menor grávida e levaram o idoso para a delegacia na noite de segunda-feira (15).
Menina vai ser acompanhada por psicóloga: ‘abalada’
Nesta terça (16), a Polícia Civil levou a menina ao médico para exames de conjunção carnal e ficou comprovado o abuso. Além disso, o exame mostrou que a menina está no segundo mês da gravidez. Ela foi acompanhada da inspetora especial da Polícia Civil Charla Barboza.
Ao G1, a inspetora contou que a adolescente vai se consultar com uma enfermeira na quarta (17) para iniciar os procedimentos de pré-natal e o acompanhamento com uma psicóloga. Segundo Charla, a menina está muito abalada e contou que era ameaçada de morte pelo avô se contasse sobre os abusos.
“Estou fazendo primeiro a oitiva dela, exames de conjunção carnal e acompanhamento psicológico. Ela vai ser acompanhada por uma psicóloga porque está muito abalada com essa situação, grávida do próprio avô”, contou Charla.
O caso vai ser acompanhado pelo delegado Heverton Roberto Bandeira de Carvalho. A Polícia Civil informou que o delegado já pediu a prisão preventiva do suspeito ao Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) e aguarda o resultado.
Abusos
À polícia, a menina contou que os abusos começaram aos 6 anos. Ao completar 12 anos, a vítima falou que o suspeito forçou a primeira relação sexual. A partir de então, a menina relatou que era obrigada diariamente a ter relações sexuais com o avô sob ameaças de morte.
A vítima morava com os avós maternos desde os três anos. A mãe dela mora na mesma comunidade e próximo da casa dos pais. A mulher é mãe de outras duas meninas de 6 e 10 anos. O avô também teria abusados das crianças.
Ainda segundo a vítima, os abusos ficaram mais constantes quando a avó morreu há dois anos. Ela passou a morar apenas com o avô e um tio, que trabalha no roçado, e na ausência dele o idoso aproveitava para abusar da neta.
“Em janeiro deste ano, no dia 11, ela [adolescente de 13 anos] falou que foi a última vez que a menstruação dela veio. Passou fevereiro, março e ela deduziu que estaria grávida e contou para a mãe o que tinha acontecido. Disse que não relatou os fatos antes porque ele ameaçava de morte e depois se mataria, caso ela contasse para alguém. Dizia que preferia morrer a ser preso”, explicou Charla.
Na quinta (11), a menina deixou a casa do avô e se mudou para a casa da mãe. Após saber do crime, a mulher falou com os irmãos dela e todos decidiram denunciar o caso.
“Se viu encurralada porque todo mundo ia ver que a barriga ia crescer e contou para a mãe dela. Após ser descoberto sobre a neta que morava com ele, ela informou que ele também já tinha aliciado as irmãs dela, uma de 10 e outra de 6 anos”, complementou.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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