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Israel diz que vai manter soldados em Jenin após operação – 29/01/2025 – Mundo

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Igor Gielow

O governo de Israel afirmou nesta quarta (29) que irá manter presença militar no campo de refugiados da cidade palestina de Jenin após terminar a operação que iniciou na Cisjordânia na semana passada.

“O campo de refugiados de Jenin não será mais o que era. Depois que a operação estiver completa, forças da IDF permanecerão no campo para garantir que o terrorismo não retorne”, disse o ministro Israel Katz (Defesa), em referência à sigla inglesa para Forças de Defesa de Israel.

Questionado posteriormente, o ministério não detalhou o plano, que afronta o arcabouço sobre o qual foi criada a Autoridade Nacional Palestina, a ANP, nos anos 1990. Na Cisjordânia, região dominada pela entidade, desde 1995 há três tipos de áreas: A para controle árabe, B para controle misto e C, para controle militar israelense.

Jenin, uma das maiores cidades da Cisjordânia com cerca de 50 mil pessoas, é uma área A. Na prática, contudo, há anos os israelenses operam na região a bel prazer, sem contudo estabelecer uma presença estatal —a ocupação ilegal tem sido patrocinada por Tel Aviv, mas quem a executa são colonos judeus.

A chancelaria da ANP divulgou nota dizendo que considerava a fala de Katz uma “provocação” e instou a comunidade internacional a tentar impedir Israel. França e países árabes vêm condenando a atual operação militar na região.

O campo, que Katz visitava quando deu a declaração, não é um campo há muito tempo. Ele foi fundado em 1953 por refugiados palestinos da guerra de independência de Israel, em 1948, mas hoje é um bairro, pobre e de urbanização caótica.

Lá moram antigos refugiados e seus descendentes, mas também outros palestinos —ao todo, cerca de 15 mil pessoas. Há pelo menos dois anos o governo de Binyamin Netanyahu vem apertando o cerco sobre a região, alegadamente para destruir células terroristas abrigadas por lá.

Se não há dúvidas de que grupos como o Hamas, que controlava a Faixa de Gaza até atacar Israel no dia 7 de outubro de 2023, ou a Jihad Islâmica mantém uma rede de militantes imiscuída entre a população civil de Jenin e outras cidades, o impacto das operações vai além disso.

Como a Folha mostrou em outubro, o processo de inviabilização da vida na Cisjordânia está avançado, com ações de Israel espremendo comunidades e tornando o vaivém impossível: ruas são destruídas, postos de controle impedem a passagem de quem vai trabalhar em outras cidades ou no Estado judeu.

O fator subjacente é a política da ultradireita israelense, que é o sustentáculo parlamentar do governo de Netayahu. Com o 7 de Outubro, várias frentes foram abertas para um acerto de contas contra o Irã e seus aliados, como o Hamas e o Hezbollah libanês.

Na Cisjordânia, a tibieza política da ANP, de resto um resultado de anos de divisão entre as lideranças palestinas e a fossilização de seu comando, visto amplamente pela população como corrupto, abriu caminho tanto para o estabelecimento dos terroristas quanto para as políticas ilegais de Israel.

Os assentamentos hoje ocupam pontos onde não poderiam estar, e a ONU sistematicamente denuncia as novas construções. Originalmente, as áreas A deveriam equivaler a 18% da Cisjordânia; hoje há vilas cortadas de suas vizinhas por bloqueios e colônias judaicas.

O cessar-fogo em Gaza, em vigor há duas semanas e meia, possibilitou a ampliação do escopo das ações na Cisjordânia. Em troca de manter o apoio ao governo, a ala radical do ministro Bezalel Smotrich exigiu a inclusão de operações antiterror na região como um dos objetivos de guerra do gabinete de segurança de Netanyahu.

Ato contínuo, colunas de blindados e escavadeiras militares, apoiadas por centenas de soldados e policiais, entraram na cidade e começaram a operação, que empregou drones e helicópteros. Até aqui, ao menos 17 palestinos morreram, e há registros diários, mas decrescentes, de trocas de tiros.

Na véspera, Israel também disse que manterá presença militar indefinida na região que ocupou quando a ditadura de Bashar al-Assad, aliada do Irã, caiu no fim do ano. Contíguo às anexadas Colinas de Golã, o território aumenta o tampão entre o Estado judeu e os sírios, agora comandados por extremistas muçulmanos.

No Líbano, os israelenses decidiram não respeitar o prazo de retirada do sul do país, acordado para o domingo passado (26) com Beirute no escopo do cessar-fogo com o Hezbollah em novembro. Todos se acusaram e houve mortes, e por fim foi dado até 18 de fevereiro para que o Exército libanês ocupe as posições hoje com Israel.

Tudo isso ocorre em um momento de inflexão nos conflitos do Oriente Médio, que coincide com a chegada de Donald Trump ao poder nos EUA —o mais poderoso ator da região.

O republicano já sugeriu o que chamou sem muitos pudores de de limpeza de Gaza, com a retirada da maioria da população e seu exílio em locais como Jordânia e Egito.

Na terça (28), ele fez de Netanyahu o primeiro chefe de governo estrangeiro a ser convidado à Casa Branca desde sua posse, na segunda retrasada. Se o cessar-fogo em Gaza foi precipitado por pressão de Trump, agora ele dá uma mostra inequívoca de prestígio ao aliado, independentemente do que será discutido.



Leia Mais: Folha

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Cerimônia do Jaleco marca início de jornada da turma XVII de Nutrição — Universidade Federal do Acre

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No dia 28 de março de 2026, foi realizada a Cerimônia do Jaleco da turma XVII do curso de Nutrição da Universidade Federal do Acre. O evento simbolizou o início da trajetória acadêmica dos estudantes, marcando um momento de compromisso com a ética, a responsabilidade e o cuidado com a saúde.

 

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a aula inaugural da turma especial do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática (MPCIM) no município de Epitaciolândia (AC), também atendendo moradores de Brasileia (AC) e Assis Brasil (AC). A oferta dessa turma e outras iniciativas de interiorização contam com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 27.

O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital. 

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”

 



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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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