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Leonie Fiebich da Alemanha busca o título da WNBA – DW – 15/10/2024

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Faltando um minuto e meio para o fim do jogo 2 das finais da WNBA entre o New York Liberty e o Minnesota Lynx, Leonie Fiebich dá uma rápida olhada no cesta antes de acertar uma cesta de três pontos. A vantagem de Nova York foi restaurada para nove pontos – e o cruzeiro Liberty para uma vitória por 80-66.

Isso aconteceu quando seu time parecia estar prestes a explodir diante de uma multidão recorde de 18.040 espectadores no Barclays Center do Brooklyn – assim como no jogo 1, quando Nova York deixou uma vantagem de 18 pontos escapar por suas mãos no caminho para uma perda de 95-93 na prorrogação.

Não desta vez, porém, já que Leonie Fiebich garantiu que Nova York empatasse a série em um para cada na série melhor de cinco.

Estrada sinuosa para a WNBA

A ascensão acentuada do atacante alemão surgiu essencialmente do nada. Quando Fiebich se mudou para o New York Liberty na entressafra, ela era uma pessoa desconhecida e a princípio recebeu pouca atenção de seus oponentes. Ela aproveitou sua liberdade na quadra, tornando-se parte importante de sua equipe.

“Ninguém me conhecia no início”, disse o jovem de 24 anos à emissora pública alemã Deutschlandfunk. “Isso foi muito legal, consegui usar um pouco os meus pontos fortes. Ninguém sabia que eu conseguia arremessar a bola muito bem.”

O 1,93 m. (6’4″) é agora titular do New York Liberty, favorito contra o Lynx.

O caminho para o WNB A não foi nada fácil para o jogador alemão. Aos 14 anos ela já jogava com as mulheres de seu clube no estado da Baviera, no sul do país. Mas não foi de forma alguma um salto direto da pequena cidade de Landsberg am Lech para a Big Apple.

“Sim, parece uma boa história, não é?” Fiebich disse. “Mas não foi assim. Tive muitas paradas no meio. A quantidade de trabalho necessária foi e é muito exaustiva.”

‘Eles não tinham utilidade para mim’

Fiebich estava jogando pelo TSV Wasserburg, ex-campeão feminino alemão, em 2020, quando o Los Angeles Sparks a selecionou em 22º lugar geral no draft da WNBA. Um ano depois, os Sparks trocaram seus direitos da WNBA pelo Chicago Sky. No entanto, nenhuma das equipes tentou contatá-la.

“Acho que eles não tinham utilidade para mim”, disse recentemente Fiebich. “Eles agiram como se eu nem pertencesse.”

Em vez da WNBA, sua carreira a levou para Les Flammes Carolo Basket, na França, antes de se mudar para o Warwick Senators, em Perth, Austrália. Em 2022, ela assinou com o Basket Zaragoza, onde Fiebich foi eleito duas vezes o Jogador Mais Valioso da liga espanhola antes de receber a ligação do New York Liberty, que já havia adquirido seus direitos WNBA.

Leonie Fiebich chuta na linha de lance livre para a Alemanha
Leonie Fiebich foi destaque da Alemanha nos Jogos de ParisImagem: Roger Buerke/Eibner-Pressefoto/aliança de fotos

Não demorou muito para que a alemã alcançasse seu ritmo, terminando a temporada regular com +7 e sendo nomeada para o WNBA All-Rookie Team.

“Eu progredi, sou titular nos playoffs”, disse Fiebich à emissora pública alemã ARD, observando que há “muitos” europeus na WNBA que “quase não têm tempo de jogo”.

Jogador de equipe calmo e controlado

Os seus colegas jogadores e treinadores estão maravilhados com o forte desempenho de Fiebich, que foi um dos melhores jogadores da Alemanha no Jogos Olímpicos de Paris em julho e agosto.

A estrela do Liberty, Breanna Stewart, descreve Fiebich como um jogador de equipe.

“Ela realmente faz tudo o que pode para dar ao seu time uma chance de vencer”, disse Stewart.

Sabrina Ionescu, três vezes All-Star da WNBA, acrescentou: “Ela é provavelmente a nossa melhor atiradora.

“O fato de ela jogar assim como estreante e se colocar a serviço do time é impressionante.”

Filha de Sabally e Leonie Fiebich
Nyara Sabally e Leonie Fiebich esperam seguir os passos de Marlies AskampImagem: Pamela Smith/AP Aliança de fotos/fotos

O técnico do Nova York, Sandy Brondello, aprecia particularmente a compostura e consistência de Fiebich.

“Nada a perturba”, disse Brondello após as quartas de final da WNBA. “É isso que amamos nela. Seja na temporada regular ou nos playoffs, ela sempre traz a mesma mentalidade.”

Até Becky Hammon, técnica do Las Vegas Acers que perdeu para o Liberty nas semifinais, elogia muito o alemão.

“Eu amo Fiebich, sou um grande fã”, disse Hammon. “Ela está perto o suficiente de seu oponente para que você não possa simplesmente jogar a bola sobre ela, mas ao mesmo tempo longe o suficiente para que você não possa simplesmente driblar por ela. E ela é mortal em arremessos de três pontos.”

Os números comprovam isso; Fiebich marcou 43,3% de suas tentativas de três pontos na temporada regular. Este foi o segundo melhor número para um estreante nos 27 anos de história da liga.

Apenas um alemão já ganhou o campeonato WNBA – Marlies Askamp com o Los Angeles Sparks em 2020. Fiebich e a companheira de equipe do Liberty, Nyara Sabally, podem estar prestes a se juntar a ela.

Este artigo foi publicado originalmente em alemão.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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