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Lideranças indígenas e ativistas debatem em Manaus futuro da Amazônia
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2 anos atrásem
Rafael Cardoso -Enviado especial*
A cidade de Manaus recebe, a partir de hoje (29), um evento com lideranças indígenas, ativistas e pesquisadores que têm a Amazônia como fonte natural e intelectual de vida. É a 3ª edição do TEDxAmazônia, que vai até domingo (1º) e visa a conectar elementos da floresta com a sabedoria dos habitantes e defensores dela. As outras edições ocorreram em 2010 e 2023.
A abertura será no Teatro Amazonas, com a participação da cantora Fafá de Belém, da curandeira A-yá Kukamíria, da cantora amazonense Marcia Siqueira e de uma orquestra de câmara.
O tema central do evento este ano é “ancestralidade coletiva e a necessidade do seu equilíbrio com os elementos naturais que sustentam a vida – terra, fogo, água”. São esperadas propostas e soluções para o enfrentamento da crise climática no país e na região amazônica.
Mais de 300 pessoas se inscreveram para acompanhar a programação nesses três dias. Estão previstas rodas de conversa e experiências imersivas. O evento também poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal oficial no YouTube.
“A Amazônia é o epicentro de discussões sobre o futuro do planeta. O TEDxAmazônia é uma plataforma para amplificar as vozes que estão moldando o presente e o futuro dessa região única. Nossa missão é inspirar ações transformadoras por meio do poder das ideias”, disse Rodrigo Cunha, curador do evento.
Cerca de 30 pessoas vão apresentar as palestras no TEDxAmazônia. Alguns destaques são a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara; a líder indígena Marciele Albuquerque Munduruku; Thiago Silva, pesquisador da National Geographic; o arqueólogo Eduardo Neves, a linguista Altaci Kokama, a cientista ambiental Luciana Gatti e a líder indígena Iskukua Yawanawá.
O principal patrocinador do TEDxAmazônia é o Grupo CCR, que vai ter um espaço específico para debates. Estão previstas as participações dos líderes indígenas Francisco Pyako e Txai Suruí. Outras instituições que apoiam o evento são Mercado Livre, Suzano, Latam e o Ministério da Cultura.
“O TEDxAmazônia é um espaço para geração de ideias, conhecimento, inspiração e soluções com enorme potencial para fortalecer o protagonismo de nosso país visando à COP30, em Belém. O Brasil, detentor da maior floresta tropical do mundo, da maior biodiversidade, das maiores reservas de água doce e da matriz energética mais limpa do planeta, tem posição central na agenda climática global. Precisamos ocupar nosso lugar de destaque também na proposição de soluções”, disse a presidente do Instituto CCR, Renata Ruggiero.
TEDx
O TED é uma organização sem fins lucrativos e ficou conhecida por apresentar reflexões e experiências na forma de palestras curtas por pensadores e líderes. Os eventos ocorrem em diferentes partes do mundo.
O TEDx é um programa de eventos locais e auto-organizados. A Conferência TED fornece orientação geral para o programa TEDx, mas os eventos TEDx individuais são independentes.
Serviço
TEDxAmazônia – Manaus, Amazonas
29/11 – Abertura no Teatro Amazonas – 18h
30/11 – Palestras no Palácio Rio Negro – 10h até 19h20
01/12 – Palestras no Palácio Rio Negro – 9h até 14h
Transmissão ao vivo pelo canal oficial no YouTube.
O repórter viajou a convite do Grupo CCR.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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21 horas atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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