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Livro lembra reformas lideradas por Márcio Thomaz Bastos – 13/12/2024 – Poder
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Flávio Ferreira
Quem vai ao auditório da sede da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) em Brasília se surpreende ao ver que o local não foi batizado com o nome de um delegado da PF e sim com o de um advogado.
O fato de o lugar ter recebido o nome do criminalista Márcio Thomaz Bastos (1935-2014), ministro da Justiça de 2003 ao começo de 2007, dá uma dimensão da importância dele para a corporação.
A Polícia Federal como se conhece hoje é resultado das mudanças promovidas por Bastos, quando titular da Justiça e pelo seu escolhido para chefiar o órgão, o delegado Paulo Lacerda, no primeiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na década de 2000.
O recém-lançado livro “O Ministro que Mudou a Justiça: Márcio Thomaz Bastos” traz um capítulo escrito por Lacerda no qual o delegado conta bastidores de como a PF deixou de ser uma polícia marcada por subserviência política, sucateamento, casos de corrupção interna e até tortura para se tornar um caso de sucesso de reformulação na administração federal.
Avesso a entrevistas, Lacerda conta no livro, por exemplo, que antes da gestão dele as investigações de combate às drogas no Brasil contavam com apoio material e financeiro da Embaixada dos Estados Unidos e que, ao assumir a direção da PF, constatou que não havia respaldo legal para tal situação, o que levou as contribuições a serem interrompidas.
A obra que sai pela editora Civilização Brasileira traz uma coletânea de artigos escritos por amigos de Bastos e profissionais do direito que trabalharam com ele.
O livro em homenagem ao criminalista traz a perspectiva daqueles que atuaram na concretização de mudanças importantes no sistema da Justiça do país, capitaneadas ou que tiveram grande influência do advogado.
O jornalista Mario Cesar Carvalho, um dos organizadores da obra, traça no primeiro capítulo um panorama da trajetória de Bastos, cujas realizações são detalhadas nos textos seguintes com dados e memória afetiva.
O livro traz um histórico do empenho do advogado pela criação do órgão de controle externo do Poder Judiciário do país, que só viria a ser instalado em 2005 com o nome de CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Dois dos 11 capítulos da obra tratam desse tema, um escrito pelos advogados Pierpaolo Cruz Bottini, Sérgio Renault e Beto Vasconcelos e outro pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Luis Felipe Salomão.
O trabalho de Bastos no combate às práticas anticoncorrenciais, em especial o fortalecimento do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), é lembrado em texto do advogado Arthur Sanchez Badin.
A criação do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional) e do fórum de discussão da Enccla (Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro) e outras medidas para aumentar a eficácia da atuação contra a lavagem de dinheiro é o assunto do capítulo elaborado pelo advogado Antenor Pereira Madruga Filho e pela advogada da União Carolina Yumi de Souza.
Coube aos criminalistas Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, Dora Cavalcanti e Augusto de Arruda Botelho a tarefa de abordar mais especificamente a carreira dele como criminalista, ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) nacional e paulista e fundador do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa).
Ex-assessores de Bastos, os advogados Marcelo Behar e Pedro Abramovay discorrem sobre a criação da Força Nacional de Segurança Pública, a construção de presídios federais e a aprovação do Estatuto do Desarmamento pelo Congresso.
Bastos costumava comentar que uma das principais realizações sob sua gestão havia sido a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, tema de capítulo escrito pelo advogado Luiz Armando Badin.
Além de Carvalho, o livro tem como organizadores os advogados Celso Vilardi, Maíra Salomi e Sônia Ráo e o publicitário Tonico Galvão.
A obra tem prefácio do presidente Lula, que conheceu Bastos quando atuava como sindicalista no ABC e passou a ter o criminalista como amigo e advogado pessoal.
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Cerimônia do Jaleco marca início de jornada da turma XVII de Nutrição — Universidade Federal do Acre
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31 de março de 2026No dia 28 de março de 2026, foi realizada a Cerimônia do Jaleco da turma XVII do curso de Nutrição da Universidade Federal do Acre. O evento simbolizou o início da trajetória acadêmica dos estudantes, marcando um momento de compromisso com a ética, a responsabilidade e o cuidado com a saúde.

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre
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31 de março de 2026A Ufac realizou a aula inaugural da turma especial do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática (MPCIM) no município de Epitaciolândia (AC), também atendendo moradores de Brasileia (AC) e Assis Brasil (AC). A oferta dessa turma e outras iniciativas de interiorização contam com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 27.
O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital.
A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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