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Lula embarca na campanha de aliados no 2º turno

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Depois de sinalizar aos aliados que não pretendia se envolver diretamente na disputa municipal no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desenhou uma agenda que envolve encontros com candidatos que terão apoio do Palácio do Planalto em pelo menos duas capitais, São Paulo (SP) e Fortaleza (CE). Além disso, existe ainda uma discussão sobre a possibilidade de o petista visitar outras duas capitais: Natal (RN) e Belo Horizonte (MG).

“Lula vai estar presente naquilo que é possível enquanto presidente da República”, disse o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais. O chefe do Executivo se reuniu nesta segunda-feira (7) com seus ministros e líderes da base no Congresso para fazer um balanço dos resultados das urnas no primeiro turno. 

A avaliação é de que, mesmo com Lula na Presidência da República, o PT teve um desempenho frágil nas eleições municipais após não ter conseguido eleger nenhum prefeito em capitais nesta primeira rodada. O partido vai para o segundo turno em quatro capitais: Fortaleza, Cuiabá, Natal e Porto Alegre. Em São Paulo, o candidato Guilherme Boulos, do Psol, apoiado por Lula, está no segundo turno.

No entanto, em nenhuma delas o candidato de Lula terminou a primeira rodada de votação na frente. Além disso, o Partido dos Trabalhadores não conseguiu chegar ao segundo turno em outras capitais onde havia expectativas de vitórias, como em Goiânia e em Teresina. 

O PT também fracassou no berço político de Lula, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde o candidato do partido, Luiz Fernando, não conseguiu avançar para o segundo turno. O petista terminou a votação com um pouco mais de três pontos atrás do segundo colocado, o deputado federal Alex Manente (Cidadania). 

A cidade do ABC, onde o presidente iniciou sua vida sindical, foi administrada pelo PT durante 24 anos. A sigla, no entanto, foi derrotada em 2016, quando o PSDB elegeu Orlando Morando. O tucano foi reeleito também em 2020.

“É preciso entender que a gente vive um processo de recuperação, reorganização. A eleição de 2016 foi difícil, a de 2020 foi difícil e, agora, a de 2024 mostra um processo de reconstrução do PT no processo eleitoral local, o que é muito importante”, minimizou a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Diante desse cenário, a expectativa é de que Lula escolha em quais regiões vai atuar e foque em apenas uma região onde o PT terá candidatos no segundo turno, a região Nordeste. A justificativa oficial do Planalto é de que a viagem do presidente à Rússia no final deste mês inviabiliza agendas com os demais candidatos.

O petista vai participar da cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã) entre os dias 21 e 23 de outubro. A viagem a Kazan acontece uma semana antes do segundo turno, marcado para 27 deste mês. 

“Sabemos da força dessa “extrema-direita” no país, ninguém nega essa força, ninguém nega a capilaridade nacional dessa força. Agora acreditamos que, no segundo turno, essas lideranças que compõem essa frente ampla do presidente Lula têm todas as condições de derrotar, inclusive, essas lideranças de extrema-direita”, disse o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, depois da reunião com Lula. Padilha chama genericamente a direita de “extrema-direita” em tom pejorativo.

Aliados querem visita de Lula no Nordeste antes do 2º turno 

Das quatro capitais onde o PT estará no segundo turno, existe uma expectativa de que Lula participe de agenda ao menos em Fortaleza e em Natal. A avaliação é de que por estarem no Nordeste, a presença de Lula nessas cidades pode influenciar diretamente no eleitorado. 

Em Fortaleza, o partido ficou em segundo lugar ao receber 34,30% dos votos para Evandro Leitão. O petista vai concorrer contra André Fernandes (PL), que obteve 40,37% dos votos e conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A visita ao estado cearense vem sendo costurada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e deve acontecer ainda nesta semana. A previsão é de que Lula faça uma agenda institucional na quinta-feira (11) para entregas de casas do Minha Casa, Minha Vida e na sexta-feira (12) realize uma caminhada no centro da cidade com Evandro Leitão. 

Ainda na cidade, o presidente pretende gravar peças publicitárias para o horário eleitoral do candidato petista da capital cearense. Além de Fortaleza, o Palácio do Planalto desenha uma viagem de Lula para a cidade de Natal, onde Natália Bonavides (PT) chegou ao segundo turno após receber 28,50% dos votos.

A petista ficou atrás de Paulinho Freire (União), que recebeu 44,13% dos votos. A pressão para que Lula entre na campanha da capital do Rio Grande do Norte veio depois que a petista conseguiu avançar na disputa mesmo diante da ausência do presidente. 

“Ainda não falei com Lula, mas ele vai vir. Ele ia vir no primeiro [turno], mas vimos o que aconteceu em relação às queimadas, e ele não conseguiu estar aqui. Já falei com a presidente do PT, Gleisi [Hoffmann], e está todo mundo animado. O presidente será um importante reforço”, afirmou a candidata após o resultado das urnas. 

Lula cancelou uma visita que faria à região na véspera do primeiro turno, depois que o avião presidencial enfrentou problemas técnicos em uma viagem do México para o Brasil. Agora, além de uma agenda pela cidade, a expectativa dos aliados é de que o presidente também grave materiais de campanha para o segundo turno.

“Enfrentaremos desafios, mas vamos traçar um caminho claro e com o apoio fundamental do presidente Lula e o meu”, afirmou a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra. 

Na contramão do Nordeste, Lula deve se ausentar da disputa de duas capitais onde o PT também terá candidatos: Porto Alegre, com Maria do Rosário, e Cuiabá, com Lúdio Cabral. Segundo integrantes do Planalto, o período curto da campanha inviabiliza a presença do presidente nessas cidades. 

Aliados das campanhas, no entanto, ainda buscam junto ao governo a possibilidade de agendas antes do fim da disputa.  

Presidente vai reforçar campanha de aliados no Sudeste 

Em outra frente, Lula pretende participar de agendas ao lado de Guilherme Boulos (Psol), em São Paulo. A avaliação dentro da campanha de Boulos é de que o presidente fez uma participação tímida no primeiro turno e precisa fortalecer sua presença nessa reta final. 

O candidato do Psol vai disputar contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que conta com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do ex-presidente Bolsonaro. Apesar de reconhecerem o favoritismo do emedebista, alguns integrantes do PT avaliam que Lula possa atrair votos para o candidato do Psol nas regiões mais pobres da capital paulista. 

Além de São Paulo, os petistas acreditam que Lula deve se envolver pessoalmente na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte para apoiar Fuad Noman (PSD) contra Bruno Engler (PL). Ainda durante as costuras de alianças, o presidente chegou a trabalhar para que o PT indicasse o vice na chapa de Noman, tendo em vista sua aliança com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), no estado de Minas Gerais. 

O diretório mineiro do PT, no entanto, acabou bancando a candidatura própria de Rogério Correia. O candidato petista acabou ficando em sexto lugar com pouco mais de 4% dos votos.  

“O Fuad apoiou o presidente Lula [em 2022]. Agora que foi ao segundo turno, já inclusive conversou com ele [o presidente]. Lula reforçou o apoio ao nome do Fuad, que estará no segundo turno contra um ícone dessa “extrema-direita”. Ele [Lula] já tinha dito isso antes, que se Fuad fosse ao segundo turno, iria apoiar ele”, afirmou Padilha.

Reservadamente, petistas admitem preocupação com a capital na disputa pelo eleitorado em Minas Gerais, considerado o colégio eleitoral que mais se assemelha com o perfil de voto nacional. Avaliação é de que a eleição de Bruno Engler poderia impactar no avanço do sentimento antipetista em todo o estado, mas ainda não foi acertado uma visita do petista à região.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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