POLÍTICA
Lula não aprendeu nada, não esqueceu nada
PUBLICADO
1 ano atrásem
rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)
Desde o início do governo, Lula gasta como se não houvesse amanhã: joga bilhões na economia para forçar o crescimento do PIB.
O enorme desequilíbrio fiscal do governo e o crescimento (anabolizado) fazem disparar a dívida pública, o dólar e a inflação.
Pressionado, o governo anuncia um pacote para cortar despesas, mas junto avisa que vai cortar receitas. A mensagem contraditória faz o dólar bater seu recorde histórico.
Diante da inflação crescente e da irresponsabilidade fiscal do governo, o Banco Central eleva fortemente os juros. E sinaliza que vai continuar elevando.
O juro alto derruba a bolsa de valores, prenunciando a piora da atividade econômica. Mas o dólar não cai como deveria: quanto mais o Banco Central é obrigado a aumentar o juro, menos eficaz é esse aumento.
A política fiscal do governo e a política monetária do Banco Central estão em choque: a primeira cria um estrago e a segunda tenta consertá-lo. Se o governo não mudar de atitude, caminha-se para a explosão da inflação, fuga de capitais etc.
Mesmo assim, a pesquisa diz indica que Lula é o favorito para a eleição de daqui a dois anos.
Será mesmo?
Dilma conduziu uma política fiscal irresponsável, similar à de Lula hoje. Em 2013, o PIB cresceu 2,7%, e a popularidade de Dilma estava nas alturas. Em 2014, o crescimento foi a zero, a popularidade de Dilma caiu um pouco, mas ela conseguiu se eleger.
No ano seguinte, o Brasil entrou em recessão profunda, a popularidade desabou e começou a campanha do impeachment. Em 2016, Dilma caiu. É impressionante que Lula e o PT, que viram tudo isso de perto, não percebam a semelhança.
“Não aprenderam nada, não se esqueceram de nada”, disse Charles-Maurice de Talleyrand, primeiro-ministro de Luís XVIII. Referia-se aos Bourbon, a dinastia do rei a que servia.
Os Bourbon foram derrubados pela Revolução Francesa em 1792. Restaurados após a derrota de Napoleão, em 1814, foram derrubados de novo em 1830.
Pelos mesmos motivos.
(Por Ricardo Rangel em 13/12/2024)
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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