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mais de 100 mil pessoas deslocadas em uma semana, segundo a ONU

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Crianças do campo de deslocados em Buhimba, norte de Goma (RDC), 22 de dezembro de 2024.

Combates recentes em partes do leste República Democrática do Congo (RDC) deslocou mais de 100.000 pessoas na semana passada, estimou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) na terça-feira, 7 de janeiro. “Entre 1é e em 3 de janeiro de 2025, intensos confrontos entre o exército congolês e um grupo armado não estatal no centro de Masisi, província de Kivu do Norte, deslocaram cerca de 102 mil pessoas, segundo relatórios locais »indicou o OCHA.

O Movimento 23 de Março (M23), um grupo armado apoiado pelo Ruanda, que continua a ganhar terreno, assumiu no sábado o controlo de Masisi, uma localidade chave no leste da RDC. Esta cidade, que tem uma população de 40.000 habitantes, está localizada a cerca de 80 quilómetros a norte de Goma, a capital da província do Kivu do Norte.

Foi observada relativa calma nesta localidade no domingo, levando algumas famílias deslocadas a começarem a regressar, informou o OCHA. “Atores humanitários alertam que o afluxo de pessoas deslocadas pode piorar a terrível situação em Masisi, com mais de 600 mil deslocados até 30 de novembro de 2024”acrescentou.

Trinta anos de conflito

Entre sexta e segunda-feira, equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) e do Ministério da Saúde trataram 75 feridos no hospital Masisi e no centro de saúde de Nyabiondo, anunciou Stéphane Goetghebuer, chefe de missão de MSF, na terça-feira. “Além destes cuidados, estas duas estruturas de saúde acolheram durante alguns dias centenas de civis que aí vieram refugiar-se para beneficiarem de proteção reforçada”ele enfatizou.

Desde Novembro de 2021, os rebeldes do M23 tomaram grandes extensões de território no leste da RDC, rico em recursos naturais e devastado por conflitos durante trinta anos.

Em Dezembro de 2024, os presidentes congoleses, Félix Tshisekedi, e os presidentes ruandeses, Paul Kagame, reunir-se-iam para uma cimeira organizada em Luanda pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço, designado mediador da União Africana (UA) no conflito entre Kigali e Kinshasa. Um acordo “pela restauração da paz e da estabilidade no leste da RDC” deveria ser colocado sobre a mesa, mas os dois lados não conseguiram chegar a acordo sobre os termos, levando ao cancelamento de última hora da cimeira.

O mundo com AFP

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3ª Semana Acadêmica de Sistemas de Informação

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Ciências Contábeis debate auditoria e perícia em semana acadêmica — Universidade Federal do Acre

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3ª Semana Acadêmica de Ciências Contábeis-2026 (2).jpg

O curso de Ciências Contábeis da Ufac realizou, na terça-feira, 3, no anfiteatro Garibaldi Brasil, a abertura da sua 3ª Semana Acadêmica (Semacon), com o tema “Auditoria e Perícia Contábil: Conectando Conhecimentos e Práticas Profissionais”. O evento continua até sábado, 7, com palestras, mesa-redonda, atividades práticas e oficinas. A programação visa aproximar a teoria acadêmica das demandas reais do mercado.

“Preparamos uma programação diversificada para ampliar as perspectivas de nossos acadêmicos e reforçar o compromisso da universidade”, disse o coordenador do evento, Marconde Silva. “Queremos que essa semana seja um marco de valorização do curso e da profissão.”

Também compuseram o dispositivo de honra na abertura do evento o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro (representando o reitor Josimar Ferreira); a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o diretor do CCJSA, Francisco Raimundo Neto; a coordenadora do curso de Ciências Contábeis, Oleides de Oliveira; a presidente do CA de Ciências Contábeis, Hanara Ferreira; e o presidente do CRC-AC, Edberto Gomes.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

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Extensão do PZ da Ufac conquista 1º e 2º lugares em Feira do Mel — Universidade Federal do Acre

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Meliponicultores dos seringais Porongaba e Filipinas, na reserva extrativista (Resex) Chico Mendes, obtiveram o 1º e o 2º lugares na 1ª Feira do Mel, ocorrida de sábado, 31, a segunda-feira, 2, no Horto Florestal, em Rio Branco. Os premiados participaram de atividades de extensão desenvolvidas pelo Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac para implantação e manutenção de meliponários em propriedades rurais na Resex.

A premiação ocorreu na categoria Melhor Mel de Abelha sem Ferrão. O 1º lugar foi concedido ao mel da espécie ‘Melipona crinita’, conhecida como uruçu-amarelo; o 2º lugar ficou com o mel de ‘Melipona eburnea’, conhecida como uruçu-roxo. No concurso, também houve participação de outras duas variedades de mel de abelhas sem ferrão, provenientes do meliponário didático do PZ, das espécies ‘Melipona titania’ (uruçu-boi) e ‘Melipona grandis’ (uruçu-cinzenta).

O trabalho da equipe do PZ teve início no seringal Porongaba, foi ampliado para o seringal Filipinas e, atualmente, também alcança o seringal Venezuela. As ações envolvem acompanhamento técnico e troca de conhecimentos com os produtores. Na feira, foram expostos méis de abelhas ‘Apis mellifera’, com ferrão, e de abelhas sem ferrão, além de outros produtos.

A diferença de preço entre os tipos de mel evidencia o potencial econômico da meliponicultura. Na feira, o mel de ‘Apis mellifera’ foi comercializado de R$ 100 a R$ 120 por litro, enquanto o mel do gênero ‘Melipona’ alcançou média de R$ 300 por litro. A valorização varia conforme a produtividade entre os tipos comercializados. Uma colônia de abelhas ‘Apis mellifera’, como as italianas, pode alcançar aproximadamente 50 quilos anuais em condições favoráveis. Já para as melíponas abordadas, uma colônia pode produzir cerca de dois a quatro litros de mel por ano.

Estiveram presentes na 1ª Feira do Mel os servidores do PZ Nilson Alves Brilhante, responsável pelo setor de Entomologia e pelo Meliponário Didático; Plínio Carlos Mitoso; e Wanderson da Silva Gomes, coordenador administrativo.



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