POLÍTICA
Marçal confirma interesse de Gusttavo Lima: ‘Nova…
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1 ano atrásem
Ramiro Brites
O terceiro colocado nas eleições de São Paulo, Pablo Marçal, disse nesta sexta-feira, 3, que telefonou para o cantor Gusttavo Lima, que declarou nesta semana interesse em concorrer à Presidência da República, em 2026.
Segundo o coach, o país terá um cenário econômico conturbado e disse que viria o que chamou de “nova safra de políticos”, em que ele e o astro sertanejo estariam inclusos.
“Nova safra de políticos. Liguei para o Gusttavo Lima e ele realmente está com o coração disposto a servir o nosso povo”, disse Marçal. “Viveremos o pior momento econômico da nossa história nesses próximos dias e depois disso virá uma nova safra política. Bem-vindo, Gusttavo!”, seguiu o filiado ao PRTB.
Na quinta-feira, 2, o presidente do partido de Marçal, Leonardo Avalanche, disparou um vídeo em tom de campanha do coach à disputa presidencial de 2026. No mesmo dia, em entrevista ao site Metrópoles, Gusttavo Lima falou da sua intenção de ser candidato ao Planalto. Avalanche revelou a VEJA, no fim de novembro, o interesse em filiar o artista sertanejo ao PRTB, além de outros nomes que geram engajamento na internet, como o funkeiro MC Gui e o senador Cleitinho, de Minas Gerais. A VEJA Marçal disse que teria interesse em se filiar ao União Brasil e estaria “aparando arestas” com o presidente da legenda, Antonio Rueda.
Sem partido, Gusttavo Lima teria despertado o interesse de várias legendas. Aliados de Ronaldo Caiado (União Brasil) dizem que, tempos atrás, o governador de Goiás convidou o cantor sertanejo, que é goiano, a ingressar na vida pública — o que não se sabia era o interesse de concorrer ao Palácio do Planalto.
Lima e Caiado são amigos e o governador chegou a ir no aniversário de 35 anos do cantor, em um barco ancorado numa ilha grega. A proximidade de ambos fez com que o União Brasil também fosse considerado como um possível destino político para Gusttavo Lima.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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