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Médicos do Hospital do Juruá podem pedir rompimento do contrato de trabalho
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8 anos atrásem
Sem receber a remuneração há dois meses, os médicos do Hospital Geral do Juruá podem rescindir de forma definitiva o contrato de trabalho, deixando de atender o serviço público, podendo causar até o encerramento de todo o atendimento. A possibilidade de desassistência veio depois que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) passou a ameaçar os profissionais, resultando em desestímulo em continuar com os atendimentos.
Alguns médicos chegaram a sofrer represálias em outros vínculos, existindo transferências de profissionais e até o corte no pagamento de salários em outros contratos, como forma de pressionar pelo fim do movimento de paralisação, iniciado no dia 23 de novembro.
A própria representante da Sesacre, Suely Melo, teria ameaçado entrar na Justiça para obrigar a retomada dos serviços sem o pagamento das remunerações.
“Sesacre age com descaso com a Saúde do Juruá, morrendo pessoas por falta de especialistas (neurocirurgia), por falta de medicamentos (trombolíticos) e pela falta de transporte do TFD. Recentemente um empresário local fretou uma aeronave UTI, para transladar o filho de 4 anos, vítima de acidente de trânsito, para ser acompanhado pelo serviço de neurocirurgia. Isso se deu por um lado por falta de profissionais e pelo outro a suspensão do translado aéreo via TFD. A problemática se agrava mais ainda com a retirada da carga horária dos profissionais, neuropediatria, neurologia, que atendiam as crianças e adultos”, respondeu o representante do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) em Cruzeiro do Sul, Theobaldo Dantas.
Sem cumprir com os contratos e com um segundo mês já sem pagamento, a classe acredita que os gestores, em fim de mandato, não terão competência para quitar os débitos, podendo ampliar ainda mais o caos na saúde pública.
“Deve piorar mais! Há um movimento para quebrar definitivamente o contrato entre as empresas que prestam serviços médicos e a Anssau, o que é lamentável, depois de tantos anos de prestação de serviços para a comunidade”, lamentou o sindicalista.
O presidente do Sindmed-AC, Ribamar Costa, informou que deverá repassar o caso para as autoridades que fiscalizam os recursos públicos para que os atuais gestores sejam responsabilizados, além de buscar alternativas com os gestores que assumirão o comando da Sesacre a partir de janeiro. Assessoria.
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publicado:
09/09/2026 10h59,
última modificação:
09/09/2026 11h03
As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do 5º Simeco.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)