POLÍTICA
Menos países e muito mais cidades brasileiras: as…
PUBLICADO
1 ano atrásem
Gustavo Maia
No segundo ano do seu terceiro mandato, o presidente Lula viajou para 13 países, quase metade dos 24 que visitou em 2023 [veja as listas completas abaixo]. Ao todo, foram 32 destinos internacionais diferentes até o momento, uma vez que ele repetiu viagens para sete deles.
A redução nas idas ao exterior foi ainda mais acentuada em razão do acidente doméstico sofrido pelo presidente no dia 19 de outubro, quando ele bateu a cabeça no banheiro do Palácio da Alvorada. Por orientação médica, o presidente teve que cancelar viagens para Rússia, Azerbaijão e Peru.
Se a frequência das viagens internacionais diminuiu em 2024, o contrário ocorreu dentro do Brasil. Neste ano, Lula visitou 65 cidades diferentes, muitas delas mais de uma vez. Já no ano passado, em que ele priorizou a política externa, o petista foi a 36 destinos nacionais.
Veja a seguir a lista de destinos de Lula em 2024 (em ordem alfabética):
Internacionais
- Bolívia
- Chile
- Colômbia
- Egito
- Estados Unidos
- Etiópia
- Guiana
- Itália
- México
- Paraguai
- São Vicente e Granadinas
- Suíça
- Uruguai
Nacionais
- Alcântara (MA)
- Araraquara (SP)
- Araucária (PR)
- Arcoverde (PE)
- Arroio do Meio (RS)
- Belém (PA)
- Belford Roxo (RJ)
- Belo Horizonte (MG)
- Buri (SP)
- Camaçari (BA)
- Campinas (SP)
- Campo Grande (MS)
- Canoas (RS)
- Caucaia (CE)
- Contagem (MG)
- Corumbá (MS)
- Cuiabá (MT)
- Curitiba (PR)
- Diadema (SP)
- Cruzeiro do Sul (RS)
- Feira de Santana (BA)
- Florianópolis (SC)
- Fortaleza (CE)
- Goiana (PE)
- Goiânia (GO)
- Guariba (SP)
- Guarulhos (SP)
- Hortolândia (SP)
- Iguatu (CE)
- Ipojuca, na Refinaria Abreu e Lima (PE)
- Itaboraí (RJ)
- Itaguaí (RJ)
- Itajaí (SC)
- João Pessoa (PB)
- Juiz de Fora (MG)
- Lajeado (RS)
- Maceió (AL)
- Magé (RJ)
- Manaus (AM)
- Manaquiri (AM)
- Natal (RN)
- Niterói (RJ)
- Nova Lima (MG)
- Osasco (SP)
- Porto Alegre (RS)
- Recife (PE)
- Riachão do Poço (PB)
- Rio de Janeiro (RJ)
- Salto (SP)
- Salvador (BA)
- Santa Maria (RS)
- Santos (SP)
- São Bernardo do Campo (SP)
- São João da Tapera (AL)
- São José dos Campos (SP)
- São José dos Pinhais (PR)
- São Luís (MA)
- São Leopoldo (RS)
- São Paulo (SP)
- Serra do Salitre (MG)
- Tefé (AM)
- Teixeira de Freitas (BA)
- Teresina (PI)
- Uberlândia (MG)
- Várzea Grande (MT)
Veja a lista de destinos do presidente em 2023:
Internacionais
- África do Sul
- Alemanha
- Angola
- Arábia Saudita
- Argentina – 2x
- Bélgica
- Cabo Verde
- Catar
- China
- Colômbia
- Cuba
- Emirados Árabes Unidos – 2x
- Espanha
- Estados Unidos – 2x
- França
- Índia
- Itália
- Japão
- Paraguai
- Portugal
- Reino Unido
- São Tomé e Príncipe
- Uruguai
- Vaticano
Nacionais
- Abaetetuba (PA)
- Aracaju (SE)
- Araraquara (SP)
- Bacabal (MA)
- Belém (PA)
- Boa Vista (RR)
- Crato (CE)
- Fortaleza (CE)
- Foz do Iguaçu (PR)
- Gavião Peixoto (SP)
- Goiana (PE)
- Ilhéus (BA)
- Itaguaí (RJ)
- Juazeiro do Norte (CE)
- Luís Eduardo Magalhães (BA)
- Luís Gomes (RN)
- Macapá (AP)
- Maruim (SE)
- Parintins (AM)
- Porto Alegre (RS)
- Recife (PE)
- Rio de Janeiro (RJ)
- Rondonópolis (MT)
- Salvador (BA)
- Santa Luzia (PB)
- Santarém (PA)
- Santo Amaro (BA)
- Santos (SP)
- São Bernardo do Campo (SP)
- São Paulo (SP)
- São Sebastião (SP)
- Serra (ES)
- Teresina (PI)
- Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR)
- Trizidela do Vale (MA)
- Viamão (RS)
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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