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Mercado frustrado com corte e dúvidas com Trump explicam dólar recorde

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Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

O dólar chegou a bater R$ 6,10 no início desta sexta-feira (29). Desde quarta-feira (27), a moeda norte-americana tem acumulado recordes de alta.

Para economistas consultados pela Agência Brasil, uma das explicações para esse aumento é a incerteza do cenário internacional marcado, entre outros fatores, pelo futuro governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, que promete taxar concorrentes comerciais. Outro fator predominante foram os anúncios de corte de gastos e de reforma tributária sobre o Imposto de Renda (IR) anunciados pelo governo federal.


Brasília (DF) 28/11/2024 Os ministros, Esther Dweck (Gestão), Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Paulo Pimenta (Sec.Comunicação), durante coletiva para explicar o pacote de corte gastos do governo Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 28/11/2024 Os ministros, Esther Dweck (Gestão), Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Paulo Pimenta (Sec.Comunicação), durante coletiva para explicar o pacote de corte gastos do governo Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Brasília (DF) 28/11/2024 – Anúncio do pacote de cortes de gastos do governo federal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os principais agentes do mercado financeiro esperavam um corte maior que os R$ 70 bilhões em dois anos e os R$ 327 bilhões em cinco anos propostos pelo Executivo, segundo avaliação do diretor-executivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI) e professor de economia licenciado da Universidade de Brasília (UnB), André Roncaglia.

“O mercado esperava um pacote de cortes e o que veio foi um pacote de contenção do crescimento dos gastos. O mercado ficou frustrado porque esperava um caminho mais austero no sentido de efetivamente reduzir a quantidade de dinheiro gasto no agregado pelo governo e o que o governo entregou foi diminuir o quanto vai aumentar o gasto”, explicou.

O economista e professor da UnB, César Bergo, avaliou à Agência Brasil que é preciso considerar ainda o cenário global marcado por incertezas, em especial, devido a gestão de Donald Trump, eleito presidente dos EUA, que tem prometido aumentar a taxação das importações.

“Sobretudo em função das medidas que Trump vem anunciando, com o protecionismo e a questão da taxação dos comércios e seu discurso de fortalecimento do dólar. Tudo isso tem afetado o preço do dólar. Contribui também a política monetária americana, que na dúvida não reduz a taxa de juros, então também fortalece o dólar no mundo inteiro”, disse.

Instabilidade do real

O professor André Roncaglia também alerta para o fator externo, em especial, a instabilidade do real no mundo que, segundo o especialista, é a terceira moeda mais usada no mercado de derivativos, que é um tipo de ativo financeiro ligado à especulação. O real fica atrás apenas do dólar e do euro nesse mercado.

“Isso faz do real uma moeda excessivamente volátil. Qualquer espirro que aconteça no plano internacional se traduz aqui com um resfriado, uma gripe ou até algo mais grave como uma pneumonia”, explicou.


Presidente dos EUA, Donald Trump, chega de Camp David à Casa Branca em Washington
Presidente dos EUA, Donald Trump, chega de Camp David à Casa Branca em Washington

Eleito presidente dos EUA, Donald Trump promete gestão protecionista – Foto: REUTERS/Eric Thayer/Direitos Reservados

Para Roncaglia, como há uma incerteza em relação à política dos Estados Unidos, os juros por lá tendem a se manter elevados.  

“Quando os juros nos EUA estão altos a gente tende a perder muito mais dólares proporcionalmente aos nossos pares da periferia do sistema por essa característica específica do real. Ou seja, a combinação desses elementos externos faz com que a reação associada ao pacote fiscal interno agrave um processo que já está ocorrendo no plano internacional, que é o dólar se valorizar perante todas as moedas, particularmente as moedas dos países em desenvolvimento”, enfatizou.

Renda dos ricos

Para o economista Paulo Gala, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo (SP) e economista-chefe do Banco Master, além do corte ter sido mais tímido do que o mercado financeiro queria, os agentes entraram em “pânico” quando conheceram a proposta de isentar os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil.

“O ajuste no arcabouço fiscal demorou quatro semanas e quando veio, veio junto com uma medida que pode onerar os cofres públicos em mais R$ 50 bilhões se nenhuma medida compensatória for feita. Ou seja, se misturou um pacote de isenção de tributação, que não estava no radar, e foi uma surpresa. Agora, fica o medo de que nem venha o corte de gastos e, se vier, ele seja compensado com corte de imposto”, destacou em uma rede social.

O governo federal sustenta que toda isenção de IR dos que ganham até R$ 5 mil será compensada com o aumento da tributação dos que ganham acima de R$ 50 mil. De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a reforma da renda será neutra, ou seja, não terá impacto sobre a arrecadação do governo.

Após a alta do dólar desta sexta, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), veio a público afirmar que a isenção do IR dependerá das condições fiscais do país. “Só poderá acontecer se, e somente se, tivermos condições fiscais para isso. Se não tivermos, não vai acontecer”, disse o senador. 

Para o economista André Roncaglia, essa foi uma reação defensiva dos principais agentes de ativos financeiros do mercado que temem ter que pagar mais impostos.

“A mensagem foi mal recebida por parte do mercado financeiro que, de repente, estava pedindo corte de gastos e viu que vai ter que participar do ajuste por meio de um aumento na tributação sobre os rendimentos do topo da pirâmide. Os investidores acabam jogando contra o real, não porque eles querem jogar contra a moeda, mas porque é uma reação defensiva, já que eles não sabem para onde vai a política tributária”, explicou.



Leia Mais: Agência Brasil

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Ufac celebra Dia do Servidor com entrega de crachás institucionais — Universidade Federal do Acre

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2026.10.29 Dia do Servidor-Ufac (2).jpg

A Ufac entregou crachás institucionais nessa quinta-feira, 29, durante a comemoração do Dia do Servidor Público (28 de outubro), no Teatro Universitário, campus-sede. Seis servidores com mais tempo de casa, das diferentes categorias profissionais da universidade, receberam os documentos de forma simbólica.

A Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep) escolheu os homenageados pelo critério de antiguidade. A iniciativa buscou reconhecer a trajetória dos trabalhadores e apresentar os novos documentos de identificação como símbolo de pertencimento à instituição.

Entre os técnico-administrativos, foram homenageados Maria Perpétua Socorro Noronha Mendonça, servidora desde 1978, e Carlos Araújo de Assis, desde 1979. No magistério superior, os representantes foram os professores Lindinalva Messias do Nascimento Chaves, docente desde 1980, e Manoel Coracy Saboia Dias, desde 1989. Os docentes do ensino básico, técnico e tecnológico foram representados pelos professores Simone Delgado Tojal, desde 2004, e Arivaldo d’Ávila de Oliveira, desde 2012.

“Hoje é um dia histórico. Comemoramos o Dia do Servidor e, ao mesmo tempo, a conquista do nosso adicional de fronteira. É uma comemoração em dose dupla”, disse o reitor Josimar Ferreira. Ele se referiu à medida provisória n.º 1.375/2026, aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado nos dias 27 e 28, que inclui docentes e técnico-administrativos das instituições federais de ensino entre os beneficiários do adicional, pago a servidores em localidades estratégicas, como municípios da Amazônia Legal. O texto aguarda sanção presidencial.

Segundo o reitor, a medida reconhece a necessidade de fixar profissionais em regiões de fronteira e de difícil acesso, como o Acre. “A partir de agora, vamos atrair muitos servidores interessados em vir para a Amazônia, em especial para as regiões de fronteira, já que esse adicional fortalece a permanência e a fixação de profissionais”, afirmou.

Para o técnico-administrativo em educação Gilvan Martins do Nascimento, a data também é uma oportunidade de reconhecer o trabalho feito diariamente pelos profissionais da universidade. Ele destacou a satisfação de contribuir com a instituição e com a comunidade universitária. “Sou muito grato por poder servir sempre, da melhor forma possível.”

A programação teve recepção aos servidores, café da manhã, exibição de vídeo em homenagem aos trabalhadores da instituição, pronunciamentos de representantes da comunidade universitária e sorteios. Também participaram da comemoração integrantes da gestão superior da Ufac e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau do Acre.

Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus Floresta

Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus-sede (1) 

Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus-sede (2)



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Ufac e Ifac se reúnem para fortalecer relações e formalizar acordo — Universidade Federal do Acre

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2026.10.29 Reunião entre Ufac e Ifac (2).jpg

A Ufac recebeu a visita de cortesia do reitor do Instituto Federal do Acre (Ifac), Fábio Storch. O encontro teve como objetivo o fortalecimento das relações institucionais e a formalização do 1º Termo de Apostilamento ao Acordo de Cooperação Técnica n.º 2/2024. A reunião ocorreu nessa quinta-feira, 29, na Reitoria, e contou com a participação das equipes de gestão de ambas as instituições.

Durante a visita, o reitor da Ufac, Josimar Ferreira, enfatizou a importância da união entre as instituições no processo de expansão do ensino no interior do Estado. “Ufac e Ifac caminham juntos na qualificação profissional e na pós-graduação, com docentes do instituto atuando na pesquisa e extensão da universidade. Nossa meta é fortalecer ainda mais essa parceria na interiorização do ensino superior, unindo a infraestrutura do Ifac nos municípios ao suporte acadêmico e científico da Ufac para impulsionar o desenvolvimento do Acre.”

Para o reitor do Ifac, Fábio Storch, o trabalho integrado garante avanços práticos e sociais para a comunidade acadêmica. “Ufac e Ifac são os guardiões da educação pública federal no nosso Estado”, disse. “Essa visita reafirma nossos projetos em comum e abre espaço para novas ações conjuntas, como a defesa do transporte acadêmico em Cruzeiro do Sul, parcerias na pós-graduação e cooperação administrativa para entregar mais qualidade à população.”

Pela Ufac, participaram a chefe de Gabinete, Lucilene Ponciano; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Miranda de Souza; o pró-reitor de Administração, Tone Eli da Silva Roca; a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o diretor de Pós-Graduação, José Genivaldo do Vale Moreira; o diretor de Inovação, Paulo André Trazzi; e o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia, Fernando Souza.

Pelo Ifac, estiveram presentes a chefe de Gabinete, Aldenisa Rossetto; o diretor sistêmico de Relações Internacionais, Luiz Eduardo Guedes; o pró-reitor de Extensão em exercício, Wemerson Fittipaldy de Oliveira; a pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Alana Chocorosqui Fernandes; o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Ubiracy Dantas; o assessor especial da Reitoria, José Claudemir Alencar do Nascimento; a pró-reitora de Ensino, Ana Cláudia de Souza Garcia; e a pró-reitora de Administração, Bárbara Alessandra Vieira de Brito.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Projeto da Ufac leva saúde e educação à Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Saúde e educação na Resex Cazumbá-Iracema-2026 (2).jpg

A Ufac realizou mais uma etapa do projeto de extensão Tecendo Teias de Aprendizagem, na Reserva Extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, localizada em Sena Madureira (AC). A ação ocorreu entre os dias 15 e 18 de outubro e está vinculada à etapa 5: Educação Ambiental e Saúde Única, desenvolvida em parceria com o projeto EcoSaúde Amazônia, reunindo 19 extensionistas, entre professores, profissionais de saúde, mestrandos e doutorandos da universidade.

A iniciativa teve como objetivo identificar as principais necessidades de saúde das comunidades e oferecer assistência multiprofissional aos moradores, aproximando a universidade da realidade das populações tradicionais. As atividades foram realizadas com a participação de profissionais de diferentes áreas, incluindo medicina, enfermagem, nutrição, fisioterapia e psicologia.

Pelo projeto Tecendo Teias de Aprendizagem, participaram os professores Rodrigo Serrano e Alexsande Franco, além de Leandro Rosas, da área de Psicologia. A equipe do EcoSaúde Amazônia contou com as professoras Thatiane Amaral, Maura Bianca Barbary de Deus e Michelle Adler de Oliveira, entre outros integrantes da equipe multidisciplinar.

Atendimentos integrados

Durante a expedição, foram oferecidos serviços de saúde que incluíram consultas clínicas, coleta de sangue para exames laboratoriais, atendimentos nutricionais, realização de eletrocardiogramas e avaliação por bioimpedância. A equipe também realizou orientações sobre saúde digestiva, acompanhamento de tratamentos, cadastro familiar, aplicação de questionários e entrevistas para levantamento de informações sobre as condições de saúde dos moradores.

A ação contemplou ainda entrega de medicamentos e aplicação de vacinas, em articulação com a Secretaria Municipal de Saúde de Sena Madureira. As atividades estão vinculadas a uma iniciativa de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da Ufac, contribuindo para a produção de conhecimentos sobre as condições de saúde das populações que vivem em áreas rurais e de difícil acesso.

A assistência se estendeu aos animais domésticos da reserva, com avaliações e cuidados veterinários. A iniciativa considera a importância da prevenção de zoonoses e da atenção às condições sanitárias e ambientais para a promoção da saúde das famílias.

Saúde mental

A psicologia também integrou a programação, com atividades voltadas ao acolhimento e ao fortalecimento psicossocial dos moradores. Foram realizadas rodas de conversa, oficinas participativas com murais de post-its e atendimentos psicológicos individuais.

As ações buscaram criar espaços de escuta, diálogo e expressão, com atenção à saúde mental de jovens e adultos da comunidade. A proposta também relaciona educação e meio ambiente à qualidade de vida, reconhecendo a importância dos vínculos sociais e das experiências locais na construção de estratégias de cuidado.

Abordagem integrada

A atividade foi orientada pelo conceito de saúde única (one health), abordagem que reconhece a interdependência entre a saúde humana, a saúde animal, a saúde vegetal e o equilíbrio ambiental.

A perspectiva orienta o desenvolvimento de ações integradas de prevenção, assistência e educação em saúde, especialmente em territórios nos quais as condições de vida estão diretamente relacionadas ao ambiente natural e às atividades tradicionais de subsistência.

Nesse contexto, a atuação conjunta dos projetos Tecendo Teias de Aprendizagem e EcoSaúde Amazônia possibilitou reunir diferentes áreas do conhecimento para responder às demandas identificadas na reserva. A iniciativa também fortalece a integração entre ensino, pesquisa e extensão, aproximando a formação acadêmica das necessidades concretas da população.

Saúde e educação na Resex Cazumbá-Iracema-2026 (3).jpg

Parcerias

A realização da expedição exigiu planejamento prévio, reuniões de alinhamento entre as equipes, organização de materiais e insumos, articulação com os serviços locais e visitas técnicas à unidade básica de saúde. A logística incluiu o transporte de equipamentos e materiais até o interior da reserva, com deslocamentos por ramais de terra e organização da estrutura necessária para acolher os profissionais durante as atividades.

A receptividade dos moradores e a participação das comunidades do Núcleo e da colocação Seguro contribuíram para o desenvolvimento da ação. A experiência também reforçou a importância da continuidade das iniciativas de assistência, acompanhamento e educação em saúde nos territórios tradicionais.

Segundo os realizadores, a parceria da Ufac com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Associação de Moradores da Resex Cazumbá-Iracema e a Prefeitura Municipal de Sena Madureira foi fundamental para articulação e realização das atividades.



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