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MG planta mais café conilon, e ES aumenta área de arábica – 21/01/2025 – Vaivém
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Minas Gerais, tradicional produtora de café arábica, amplia área do produto do tipo conilon. Já o Espírito Santo, tradicional produtor de café conilon, aumenta a área de café arábica. É o que mostra a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) nesta terça-feira (21). Segundo o órgão do governo, os mineiros tinham 47% a mais de área de café conilon em formação no ano passado
Os capixabas aumentaram as apostas no arábica e ampliaram a área em formação para 17,3 mil hectares, 20% a mais do que no ano anterior. Ao todo, o país tinha 354 mil hectares de áreas de café em formação em 2023 e 1,9 milhão em fase produtiva.
Mato Grosso elevou o plantio, mas Goiás diminuiu. Em Minas Gerais, a área de canéfora (conilon ou robusta) em formação ainda é restrita, somando 1.542 hectares.
Em um novo prognóstico de safra, a Conab estimou em 54,2 milhões de sacas a produção de café em 2024, uma queda de 2% sobre a do ano imediatamente anterior. A produção de arábica subiu 2%, para 39,6 milhões de sacas, e a de conilon recuou para 14,6 milhões de sacas, 10% a menos.
Com pouco crescimento na oferta de café arábica e queda na de conilon, o Brasil ajudou a influenciar fortemente os preços internacionais. A queda no Brasil se somou à do Vietnã, principal produtor de conilon no mundo.
Foi um ano de bolso cheio para os produtores que ainda tinham produto para comercializar. A saca de café arábica, que está sendo negociada a R$ 2.275 neste mês, fechou dezembro com média de R$ 2.155, uma evolução de 44% sobre os valores de 2023.
Folha Mercado
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A menor oferta mundial de conilon fez com que os preços dessa bebida superassem os do café arábica em setembro, um fato raro no mercado, conforme o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
O VBP (Valor Bruto de Produção) do café deverá atingir R$ 108 bilhões neste ano, com crescimento de 104% em dois anos. O valor representa as receitas recebidas pelos produtores dentro da porteira. É o resultado do volume comercializado e do valor recebido por saca.
Bom para o produtor, mas nem tanto para o consumidor brasileiro, que teve de pagar 43% a mais pelo café em 2024, segundo pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Os números da OIC (Organização Internacional do Café) não apontam alívio para o mercado. A safra 2023/24, que tem produção de 178 milhões de sacas, mostra um superávit de 1 milhão em relação ao consumo, mas o déficit acumulado nos últimos cinco anos é de 14 milhões de sacas.
Mesmo com uma redução na produção, o Brasil exportou o correspondente a 50,4 milhões de sacas de café, obtendo receitas de US$ 12,5 bilhões, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Só os Estados Unidos levaram 8,1 milhões de sacas, seguidos da Alemanha, que ficou 7,6 milhões.
Mais pressão Os produtores europeus estão sendo convocados para mais uma rodada de protestos contra o acordo Mercosul-União Europeia nesta quarta-feira (22), em Estrasburgo, na França.
Polinizadores A utilização elevada de fertilizantes reduz pela metade o número de polinizadores e de flores disponíveis para eles, segundo cientistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido.
Polinizadores 2 Os fertilizantes permitem que as plantas de rápido crescimento dificultem o desenvolvimento de variedades de flores, essenciais à biodiversidade, afirmam eles.
Cana A produtividade da cana-de-açúcar na região centro-sul recuou para 78 toneladas por hectare na safra de 2024, 11% a menos do que no ano anterior, segundo o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira).
Quebra na soja Números ainda preliminares indicam uma possível quebra de 21% na produtividade da soja no Rio Grande do Sul. Segundo a Fecoagro, a produtividade recuaria para 47,8 sacas por hectare.
Safra A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) elevou a estimativa de produção de soja para 171 milhões de toneladas em 2024/25.
Safra 2 A entidade refez também as expectativas de exportação, apostando em um volume de 106 milhões de toneladas.
Safra 3 O processamento interno sobe para 57 milhões, e as divisas externas caem pelo terceiro ano seguido. Nesta safra, as exportações vão render US$ 52,4 bilhões. Em 2023, foram US$ 63 bilhões.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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58 minutos atrásem
4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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