POLÍTICA
Ministério do Esporte quer punir crime em ‘jogo do…
PUBLICADO
1 ano atrásem
Ricardo Chapola
A Secretaria Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte (SNAEDE) enviou nesta semana um ofício ao Ministério da Justiça que a existência de graves irregularidades em torno de contas e páginas do Youtube que estimulam apostas em jogos de azar na internet, em especial na plataforma que ficou conhecida como “jogo do tigrinho” – um programa que simula uma máquina caça-níquel.
Para ganhar, o jogador precisa ter uma combinação de três figuras iguais em três fileiras que aparecem na tela. O “jogo do tigrinho” se popularizou no Brasil devido ao grande número de influenciadores digitais que divulgam a plataforma em suas páginas. A SNAEDE listou 53 contas e 25 canais que têm feito esse tipo de promoção durante transmissões ao vivo.
Ligada ao Ministério do Esporte, a secretaria pediu à Polícia Federal que entre no circuito e aprofunde as investigações sobre essa modalidade de jogo. No ofício, o órgão destacou que canais no Youtube prometem ao jogador lucro rápido e fácil, sem, no entanto, alertá-lo para a existência de riscos. A SNAEDE localizou algumas transmissões com mais de 200 mil espectadores. Jogos de azar são ilegais e proibidos no Brasil. A divulgação tem sido realizada em páginas mantidas por crianças e adolescentes.
Fraude e crime
No levantamento, a secretaria também indicou que plataformas divulgadas por influenciadores recebem o dinheiro dos apostadores e desaparecem. Para a SNAEDE, desenvolvedores, influenciadores e anunciantes se beneficiam do esquema fraudulento.
“Esses sites se escondem atrás de plataformas de redes sociais para aplicar golpes. Eles iludem as pessoas por meio de influenciadores, prometendo ganhos rápidos e dinheiro para pagar contas, ou ir ao mercado. Mas isso não é aposta, é crime contra a economia popular”, afirmou Giovanni Rocco, que comanda a secretaria do Ministério do Esporte. Usar crianças e adolescentes para a divulgação de jogos de azar também é crime.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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