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Ministro da Polícia da África do Sul promete reprimir a mineração ilegal | Notícias sobre mineração
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2 anos atrásem
Numa entrevista à Al Jazeera, Senzo Mchunu disse que as autoridades não sabem quantas pessoas estão presas na mina de ouro abandonada em Stilfontein.
O ministro da polícia da África do Sul prometeu resgatar todas as pessoas que ainda estão presas num terreno abandonado mina de ouro na cidade de Stilfontein, no noroeste, “o mais rápido possível”.
Numa entrevista à Al Jazeera na sexta-feira, Senzo Mchunu disse que o número exato de pessoas no subsolo ainda não é conhecido.
As autoridades estão estacionadas há semanas fora da mina abandonada em Stilfontein, cerca de 150 quilómetros a sudoeste de Joanesburgo, impedindo intermitentemente os habitantes locais de enviarem comida e água para tentarem expulsar os mineiros.
A operação provocou indignação, com alguns temendo que os homens poderia estar morrendo de fome ou mesmo morrendo no subsolo.
A polícia havia indicado anteriormente que até 4.000 mineiros podem estar presos. Na quinta-feira, a porta-voz da polícia, Athlenda Mathe, disse acreditar que o número era exagerado e deu uma estimativa de 350 a 400 mineiros.
Descrevendo as condições no poço, que a polícia tem procurado verificar através de câmeras de vigilância, Mchunu disse que seis a sete pessoas que estão no topo do poço estão “comandando tudo”.
“A comida e a água que escorreriam estariam sob o controle dessas pessoas. … Eles comandam tudo lá, e as pessoas abaixo são mantidas contra sua vontade”, disse ele.
Três adolescentes que surgiram recentemente, um de 19 e dois de 16, contaram à Al Jazeera sobre os maus-tratos que enfrentaram.
“Os homens que nos contratam às vezes não nos dão comida. Mas nós os vemos comendo todos os dias. Se você reclamar, eles te batem”, disse um dos três que vem de Moçambique.
Os três disseram que não foram resgatados pelo governo, mas saíram porque foram autorizados.
Não está claro por quanto tempo os mineiros estive no subsolo porque muitas vezes ficam lá durante meses, dependendo do fornecimento de bens de primeira necessidade, como comida e água, provenientes do exterior.
A operação “Vala Umgodi”, ou “Feche o Buraco” da polícia cortou o abastecimento dos mineiros para forçá-los a regressar à superfície e serem presos.
Esta semana, 14 pessoas, incluindo um adolescente, que saíram sem ajuda foram presas.
O Presidente Cyril Ramaphosa defendeu a polícia por bloquear os fornecimentos numa tentativa de forçar a saída dos mineiros.
“Até agora, mais de 1.000 mineiros surgiram e foram presos”, disse Ramaphosa na semana passada, chamando o local em Stilfontein de “uma cena de crime”.
“Aqueles que gozam de boa saúde serão detidos e serão processados de acordo com a lei. Aqueles que necessitarem de cuidados médicos serão levados ao hospital sob escolta policial”, disse ele.
A mineração ilegal de ouro é generalizada na África do Sul, que já foi um gigante da mineração. Milhares de pessoas procuram rotineiramente depósitos de ouro em minas abandonadas que já não são consideradas viáveis ou seguras. Mais de mil milhões de dólares são perdidos anualmente em receitas devido à mineração ilegal, segundo o governo.
Mchunu observou que a pobreza e a falta de empregos na África do Sul muitas vezes obrigam as pessoas a explorar a mineração ilegalmente para ganhar a vida. Ele disse que a polícia deveria estudar opções para transformar a mineração ilegal em uma atividade legal.
Cidadãos do Lesoto, Zimbabué e Moçambique também são vítimas da mineração ilegal na África do Sul.
Mchunu recomendou conversar com os vizinhos da África do Sul sobre o assunto.
Deveriam “cuidar dos seus cidadãos criando empregos e não permitir que sejam migrantes ilegais para a África do Sul”, disse ele.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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