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Moldávios vão às urnas para decidir se o futuro está na Rússia ou no Ocidente | Moldávia

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Pjotr Sauer

Os moldavos vão às urnas no domingo para uma eleição presidencial e um referendo da UE que marcarão um momento crucial no cabo de guerra entre a Rússia e o Ocidente sobre o futuro do pequeno país sem litoral do sudeste europeu com menos de 3 habitantes. milhões de pessoas

A presidente pró-ocidental, Maia Sandu, espera fazer avançar a sua agenda ao ganhar um segundo mandato e garantir um “sim” num referendo para afirmar a adesão à UE como um objectivo “irreversível” na Constituição.

Desde o desmembramento da União Soviética, a Moldávia tem oscilado entre rumos pró-ocidentais e pró-Rússia, mas sob Sandu o país empobrecido acelerou o seu esforço para escapar da órbita de Moscovo no meio da guerra na vizinha Ucrânia.

Sandu, ex-funcionário do Banco Mundial, foi eleito presidente em novembro de 2020aproveitando uma onda de popularidade como reformador anticorrupção com uma agenda pró-europeia.

As pesquisas indicam que Sandu vencerá no primeiro turno e sugerem que até 65% apoiam a adesão à UE, embora o presidente em exercício possa enfrentar um caminho mais difícil se for forçado a um segundo turno.

Sandu e os seus aliados alertaram que os resultados eleitorais podem ser afectados por uma campanha de influência em grande escala de compra de votos e desinformação orquestrada pela Rússia e pelos seus representantes.

Em particular, acusam o empresário fugitivo pró-Rússia Ilan Shor, um forte opositor à adesão à UE, de conduzir uma campanha desestabilizadora a partir de Moscovo.

Olga Roşca, conselheira de política externa de Sandu, disse: “A Rússia está a despejar milhões em dinheiro sujo para sequestrar os nossos processos democráticos. Isto não é apenas intromissão – é uma interferência total que visa desestabilizar o nosso futuro. E é alarmante.”

Numa conferência de imprensa no início deste mês, o chefe da polícia nacional, Viorel Cernăuțanu, acusou Shor e Moscovo de estabelecerem um esquema complexo de compra de eleitores ao “estilo mafioso” e de subornar 130.000 moldavos – quase 10% da participação eleitoral normal – para votarem contra a referendo e a favor de candidatos amigos da Rússia, no que chamou de “ataque direto e sem precedentes”.

Autoridades na capital da Moldávia, Chișinău, também acreditam que Moscovo está por trás de uma onda de ataques de vandalismo pré-eleitorais a edifícios governamentais e tem planos para causar agitação no país nos dias após as eleições.

Cernăuțanu disse que seus oficiais detiveram cerca de 300 pessoas que supostamente foram à Rússia para receber treinamento sobre como quebrar os cordões policiais e criar o caos público. Alguns receberam formação militar – incluindo utilização de drones e explosivos DIY – na Bósnia e na Sérvia.

Para combater a influência russa, as autoridades da Moldávia disseram ter bloqueado dezenas de canais do Telegram e chatbots ligados a uma campanha para pagar aos eleitores para votarem “não” no referendo da UE.

Num grande impulso para Sandu, a Moldávia oficialmente iniciou negociações de adesão à UE em junho. No entanto, permanece elevado o cepticismo quanto à capacidade do país para implementar as reformas democráticas e judiciais necessárias num futuro próximo.

Embora a invasão da Ucrânia pela Rússia tenha chocado muitas pessoas em Chișinău, a apenas algumas horas de carro da cidade portuária ucraniana de Odesa, no Mar Negro, a sombra do Kremlin ainda paira sobre o país.

Moscovo tem 1.500 soldados estacionados na Transnístria, uma região governada por separatistas pró-Rússia que se libertaram do controlo do governo da Moldávia numa breve guerra na década de 1990.

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A guerra na Ucrânia mergulhou a Moldávia numa crise financeira mais profunda, à medida que dezenas de milhares de refugiados ucranianos fugiram para o país, colocando imensa pressão sobre o seu sistema de saúde, serviços públicos e infra-estruturas. A inflação aumentou até 40%, à medida que o comércio com Moscovo e Kiev diminuiu acentuadamente.

As dificuldades financeiras da Moldávia galvanizaram os opositores ao afastamento do país da Rússia. Estão a utilizar a crise como uma oportunidade para defender laços renovados com o Kremlin, enquadrando as dificuldades da Moldávia como uma consequência das suas políticas de orientação ocidental.

O candidato com maior probabilidade de empurrar Sandu para um possível segundo turno é Alexandr Stoianoglo, amigo da Rússia, um ex-procurador-geral de fala mansa que foi demitido por Sandu e está com 10% de votos.

Falando ao Guardian, ele instou as pessoas a boicotarem o referendo ou a votarem “não”, descrevendo-o como uma medida “cínica” para aumentar a popularidade de Sandu.

Stoianoglo negou que estivesse trabalhando em nome da Rússia. Mas recusou-se a criticar o Kremlin pela invasão da Ucrânia e apelou à melhoria das relações com Moscovo.

“O nível de interferência russa na Moldávia é altamente exagerado”, acrescentou.

Entretanto, os aliados de Sandu consideram que a votação de domingo é uma oportunidade única para a Moldávia fazer uma ruptura decisiva com o seu passado soviético.

“Temos uma oportunidade única: a Moldávia tem um presidente, um parlamento e um governo pró-europeus. A UE está aberta à nossa adesão, com todos os países a apoiarem as negociações de adesão em junho passado”, disse Roşca, conselheiro do presidente. “A sobrevivência da Moldávia como democracia está em jogo e os riscos geopolíticos são mais elevados do que nunca.”



Leia Mais: The Guardian

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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre

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A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.

LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS

1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR

Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.

Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.



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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.

Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.

“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”

O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”

Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”

Educação básica, pesquisa e projetos

Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”

O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.

A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”

Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.

Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.

 



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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.” 

Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.” 

Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”

Mudanças e gestão documental

Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.

“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.

A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.

Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.

 



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