OPINIÃO
Não sei administrar um negócio. Consigo abrir uma empresa?
PUBLICADO
8 anos atrásem
Por Cláudio Cohol
A ideia de abrir um próprio negócio ronda o seu campo mental e, para isso, você está propenso a usar as reservas que tem, aquele dinheiro que receberá do FGTS, da rescisão de trabalho; ou até pegar um empréstimo no Banco? Sinal amarelo! Devido a transição de Governo, que está prestes a acontecer, é preciso ficar atento e ter alguns cuidados.
Nesse momento, em que estamos entre muitas mudanças, tanto economicamente quanto politicamente, a não ser que você já tenha um plano bem definido e estruturado para se lançar no mercado, e esteja na área atuante que pretende investir, conhecendo o setor e suas suscetibilidades, é possível delimitar uma estratégia e usá-la para alavancar e estabelecer-se como pessoa jurídica com sucesso.
A partir desse cenário, no qual o empreendedor tem um ponta pé inicial, é muito importante ter a assistência ou consultoria de um profissional para que tudo fique bem claro e definido na sua cabeça, e assim evitar as contrariedades, famosos aborrecimentos, que muitos de nós, empresários, estamos suscetíveis. Afinal, investir hoje requer colocar todas as ideias no papel, dedicar-se com total profissionalismo, discutir inovações, orçamentos, planilha de funcionários, equipamentos, tecnologia…
Observo, no setor em que atuo, logística, e na administração de outras empresas por meio da Cohol, que existem os que se aventuram em um novo negócio, apenas porque hoje virou moda essa palavra, assim como a “febre” das startups. Claro, que muitas delas, perceberam a necessidade do consumidor, do mercado em que atuam, e usaram de maneira exemplar a criatividade para apresentar inovações em diversos setores no mercado. Inclusive, esse estilo de negócio, transformou, e ainda está transformando, os hábitos de consumo da sociedade, uma vez que trazem maior economia, conforto e segurança para os usuários.
Um exemplo, é a área de beleza, que oferece a praticidade para mulheres e homens, ao ter como aliado os diversos aplicativos para unha, cabelos, maquiagem – faça tudo sem sair de casa. Com apenas um clique, ache um profissional perto de você. E, para isso, quem quer investir nesse segmento, precisa enxergar a necessidade dele, como no caso da Diamonds, que viu uma oportunidade de criar produtos diferenciados para o uso exclusivo de profissionais de beleza.
No entanto, é preciso tomar o algumas precauções antes de lançar-se de corpo e alma num negócio. A dica é preparar-se e se informar, conhecer a fundo o que pretende empreender, sem esquecer que há empresas especialistas em consultoria, que podem auxiliar no percurso para o sucesso do empreendimento. Além disso, há inclusive instituições como o Sebrae, no qual se pode consultar antes, principalmente, de colocar a mão no bolso.
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OPINIÃO
Opinião: Uma parlamentar trans como presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara Federal
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4 semanas atrásem
28 de março de 2026O caso da deputada federal trans Erika Hilton (SP), eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal e contestada por algumas parlamentares de origem biológica feminina, merece reflexão.
Há distinção entre condição biológica e identidade de gênero. O sexo biológico refere-se a características naturais como cromossomos, órgãos reprodutivos e hormônios. Já a identidade de gênero diz respeito à forma como a pessoa se reconhece e se apresenta socialmente.
No campo jurídico, o Brasil assegura às pessoas trans o direito de serem tratadas conforme sua autopercepção de gênero. Isso significa que, legalmente, uma mulher trans é reconhecida como mulher — embora essa definição não corresponda à esfera biológica.
É legítimo — e não proibido — que algumas pessoas não se sintam representadas por indivíduos trans, como demonstrou a deputada federal Chris Tonietto (RJ).
O bom senso sugere que cargos de representação feminina sejam ocupados por mulheres de origem biológica feminina, e o mesmo princípio poderia valer para os homens. A identidade de gênero, embora deva ser respeitada, não pode se sobrepor à maioria formada por homens e mulheres em sua essência biológica.
A sociedade avançou ou retrocedeu ao acolher pessoas trans em espaços de destaque? Eis a questão. É fato que hoje há maior visibilidade de indivíduos trans, mas isso ainda constitui uma situação particular, não uma regra. Por outro lado, é compreensível que muitas mulheres se sintam desconfortáveis em dividir espaços íntimos, como banheiros, com pessoas trans.
Representantes do movimento LGBTQIA+ afirmam que os seres humanos são complexos. Outros, porém, questionam se não seria mais complexo o pensamento de quem rejeita sua própria condição biológica. É evidente que psicologicamente ninguém é igual.
A sociedade brasileira, composta por mais de 221 milhões de habitantes, não foi consultada sobre o reconhecimento das mulheres trans. O que existe é uma construção jurídica que garante seus direitos. Trata-se, portanto, de uma minoria socialmente reconhecida.
Se alguém se identificar psicologicamente como uma loba, por exemplo, não há obrigação de aceitarmos essa identidade no convívio social. O argumento filosófico de que “tudo muda”, inspirado em Heráclito, é apenas uma perspectiva entre tantas. Ou seja, um ponto de vista.
Mudanças de paradigmas sociais não podem ignorar o equilíbrio e a natureza humana: para muitos, homem continua sendo homem e mulher continua sendo mulher. Ou seja, a base biológica deve ser considerada.
Filosofar como se houvesse obrigação de aceitar todas as transformações comportamentais propostas por grupos minoritários é um equívoco diante da maioria que se posiciona contrária à equiparação plena das pessoas trans.
Não se trata de nostalgia por tecnologias antigas, como a máquina de escrever, visto que ela permanece útil quando falta energia elétrica, mas de rejeitar a ideia de que uma exceção possa ser transformada em regra.
Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC
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8 de fevereiro de 2026Plenário da Câmara: deputados aprovaram reajustes a servidores da Casa e do Senado Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A votação dessas duas propostas foi definida na reunião de líderes feita na manhã desta terça-feira, 3, e passou também pela aprovação de outro projeto que cria institutos federais de ensino – um deles em Patos (PB), cidade de nascimento e reduto eleitoral de Hugo Motta (Republicanos-PB).
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