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Nihon Hidankyo, incansável organização antinuclear, recebe o Prêmio Nobel da Paz
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Concedido num contexto de conflito crescente no mundo e da ameaça renovada do uso de armas atômicas, o Prêmio Nobel da Paz foi concedido a Nihon Hidankyo. A maior organização japonesa de sobreviventes dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki em 1945 é homenageada “pelos seus esforços para alcançar um mundo livre de armas nucleares e por demonstrar através de testemunhos que as armas nucleares nunca deveriam ser usadas novamente”explicou o comitê norueguês do Nobel na sexta-feira, 11 de outubro.
“É um sonho dentro de um sonho. Eu não posso acreditar”reagiu, em lágrimas, Toshiyuki Mimaki, hibakusha (sobrevivente do bombardeio) e membro do Nihon Hidankyo, que acompanhou o anúncio ao vivo na Prefeitura de Hiroshima.
“Os sobreviventes da bomba atômica foram martirizados pelos Estados Unidos e abandonados pelo governo japonês durante muitos anos. Vejo novamente os rostos dos nossos antecessores que trabalharam para evitar novas hibakushasenquanto lutam para superar seu sofrimento”acrescentou Kiichi Kido, secretário-geral da organização.
Atualmente em visita ao Laos, o primeiro-ministro Shigeru Ishiba elogiou os esforços de longa data de Nihon Hindankyo, chamando o prêmio de um“extremamente significativo”. Esta é a primeira vez que o Japão ganha o Prémio Nobel da Paz desde o atribuído em 1974 ao ex-primeiro-ministro Eisaku Sato (1901-1975). Foi recompensado por ter afirmado três princípios fundamentais sobre a energia nuclear no Japão: não fabricar, não possuir e não introduzir armas atómicas em território japonês. Ele também assinou o Tratado de Não Proliferação (TNP).
“Não reviva nosso sofrimento”
A Nihon Hindankyo foi fundada em 1956, onze anos depois dos bombardeios perpetrados pelos Estados Unidos em 6 e 9 de agosto de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, que deixaram 140 mil mortos em Hiroshima e 74 mil em Nagasaki e alimentaram uma poderosa população. corrente pacifista levada pelo hibakushas.
Sua criação ocorreu em plena campanha contra as bombas atômicas e de hidrogênio num Japão chocado com a tragédia da tripulação do atuneiro Daigo Fukuryuexposto em 1954 à radiação do teste americano da bomba de hidrogênio no Atol de Bikini, no coração do Pacífico. “A humanidade não deve reviver os nossos sacrifícios e o nosso sofrimento”afirmou a organização desde a sua criação.
Durante a Guerra Fria, Nihon Hidankyo enviou delegações à ONU três vezes. Em 1982, Senji Yamaguchi (1930-2013) foi o primeiro hibakusha para falar na sessão especial das Nações Unidas sobre desarmamento. Ele havia chamado para “não crie mais Hiroshima, Nagasaki, guerra, hibakushas”.
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Extensão do PZ da Ufac conquista 1º e 2º lugares em Feira do Mel — Universidade Federal do Acre
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4 de novembro de 2026Meliponicultores dos seringais Porongaba e Filipinas, na reserva extrativista (Resex) Chico Mendes, obtiveram o 1º e o 2º lugares na 1ª Feira do Mel, ocorrida de sábado, 31, a segunda-feira, 2, no Horto Florestal, em Rio Branco. Os premiados participaram de atividades de extensão desenvolvidas pelo Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac para implantação e manutenção de meliponários em propriedades rurais na Resex.
A premiação ocorreu na categoria Melhor Mel de Abelha sem Ferrão. O 1º lugar foi concedido ao mel da espécie ‘Melipona crinita’, conhecida como uruçu-amarelo; o 2º lugar ficou com o mel de ‘Melipona eburnea’, conhecida como uruçu-roxo. No concurso, também houve participação de outras duas variedades de mel de abelhas sem ferrão, provenientes do meliponário didático do PZ, das espécies ‘Melipona titania’ (uruçu-boi) e ‘Melipona grandis’ (uruçu-cinzenta).
O trabalho da equipe do PZ teve início no seringal Porongaba, foi ampliado para o seringal Filipinas e, atualmente, também alcança o seringal Venezuela. As ações envolvem acompanhamento técnico e troca de conhecimentos com os produtores. Na feira, foram expostos méis de abelhas ‘Apis mellifera’, com ferrão, e de abelhas sem ferrão, além de outros produtos.
A diferença de preço entre os tipos de mel evidencia o potencial econômico da meliponicultura. Na feira, o mel de ‘Apis mellifera’ foi comercializado de R$ 100 a R$ 120 por litro, enquanto o mel do gênero ‘Melipona’ alcançou média de R$ 300 por litro. A valorização varia conforme a produtividade entre os tipos comercializados. Uma colônia de abelhas ‘Apis mellifera’, como as italianas, pode alcançar aproximadamente 50 quilos anuais em condições favoráveis. Já para as melíponas abordadas, uma colônia pode produzir cerca de dois a quatro litros de mel por ano.
Estiveram presentes na 1ª Feira do Mel os servidores do PZ Nilson Alves Brilhante, responsável pelo setor de Entomologia e pelo Meliponário Didático; Plínio Carlos Mitoso; e Wanderson da Silva Gomes, coordenador administrativo.
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Projeto do Hospital Universitário da Ufac tem continuidade garantida — Universidade Federal do Acre
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4 de novembro de 2026O reitor Josimar Ferreira se reuniu com o presidente da HU Brasil (novo nome da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), Arthur Chioro, para tratar da retomada do projeto do Hospital Universitário da Ufac. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 4, em Brasília.
“Está garantida a continuidade do nosso Hospital Universitário”, afirmou Josimar após a reunião. Ele comemorou o resultado das discussões e classificou o momento como uma retomada de uma ação importante para a instituição.
Para o diretor do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto, professor Carlos Viga, a retomada do planejamento do Hospital Universitário é resultado das articulações conduzidas pela gestão superior. “O hospital é extremamente importante para nossa sociedade, em especial para comunidade acadêmica da universidade”, disse.
Também participaram da reunião o professor do curso de Medicina, Nilton Ghiotti de Siqueira; e o professor João Batista Francalino da Rocha, coordenador do curso de bacharelado em Enfermagem e coordenador pró-tempore do PPG em Ciências da Saúde na Amazônia Ocidental.
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Reitor da Ufac participa de encontro sobre censo da educação superior — Universidade Federal do Acre
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4 de novembro de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, participa do 11º Encontro Nacional do Censo da Educação Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quarta-feira, 4, e quinta-feira, 5, em Brasília. O evento visa discutir procedimentos de coleta, qualidade das informações e indicadores utilizados no planejamento e na avaliação da educação superior brasileira.
“Enquanto reitor, conhecer o censo e os sistemas de coleta de dados é importante, considerando que nós estamos alimentando as informações que gerarão relatórios técnicos, tanto para o MEC [Ministério da Educação] quanto para o orçamento”, afirmou Josimar.
Segundo ele, a qualidade das informações depende da integração entre as coordenações de cursos, os setores de registro acadêmico e as unidades administrativas responsáveis pela alimentação dos sistemas institucionais. Ele ressaltou a necessidade de acompanhar os fluxos de informações desde o ingresso e a matrícula dos estudantes até a integralização curricular e a conclusão dos cursos.
Além disso, Josimar lembrou que os dados do levantamento integram indicadores relacionados à matriz orçamentária das universidades federais. Para ele, o aperfeiçoamento dos procedimentos internos de coleta e conferência das informações é fundamental para que os dados encaminhados ao Inep representem a realidade institucional da Ufac.
Realizado anualmente pelo Inep, o Censo da Educação Superior reúne informações sobre instituições, cursos, vagas, matrículas, ingressantes, concluintes, docentes e infraestrutura. Os dados subsidiam a produção de estatísticas e indicadores utilizados no acompanhamento, na avaliação e no planejamento da educação superior brasileira.
A programação do primeiro dia do encontro contempla a avaliação do Censo-2025, o novo cronograma de preenchimento, as boas práticas de coleta, a evolução da classificação Cine Brasil e os indicadores da educação superior. Nesta quinta-feira, 5, os debates abordam as perspectivas para o Censo-2026, o sistema e-MEC, o diploma digital, a qualificação dos dados de cor/raça e o Censo da Pós-Graduação Stricto Sensu, além da apresentação de experiências institucionais.
O coordenador da Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, Alex Souza Mello, da Pró-Reitoria de Planejamento, também está no evento, onde estão participando da programação representantes do Inep, do MEC, do IBGE, da Capes e de instituições de ensino superior de diferentes regiões do país.
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