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No AC, bombeiros registraram 33 mortes por afogamento em 2019
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6 anos atrásem
No ano passado, foram 49 mortes por afogamento. Negligência e autoconfiança contribuem para acidente, diz major.
Foto de capa: No AC, bombeiros registraram 33 mortes por afogamento em 2019 — Foto: Gledisson Albano/Rede Amazônica Acre.
O Corpo de Bombeiros do Acre atendeu, só em 2019, 33 mortes por afogamento. O número é menor do que o registrado em 2018, quando 49 pessoas pessoas morreram afogadas, mas ainda preocupa pela quantidade de casos registrados no Acre.
Das 33 mortes, 25 foram atendidas pelo batalhão de Rio Branco, que atende Bujari, Porto Acre, Senador Guiomard e Plácido de Castro. As outras 5 foram atendidas pelos bombeiros do interior do estado.
Os casos mais recentes de afogamentos foram do professor Gleisson Oliveira, de 33 anos, que sumiu no Rio Juruá no dia 9 de dezembro, quando tomava banho com duas meninas.
Oliveira sumiu no trecho da travessia da balsa entre os municípios de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, no interior do Acre. O corpo dele não foi achado, mesmo após buscas dos bombeiros e Marinha.
O segundo caso próximo ao do professor, foi do pequeno Paulo Henrique, de 6 anos, que caiu no Rio Acre na noite de Natal, na quarta-feira (25). Ele brincava com o irmão às margens do rio, quando caiu no manancial e também não foi mais achado.
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Irmão de Paulo Henrique olha para bombeiros fazendo buscas pelo garoto em dezembro de 2019 — Foto: Clodovildo Nascimento/Rede Amazônica Acre.
O terceiro caso trágico de afogamento também envolveu uma criança. João Gabriel, de 6 anos, morreu afogado em um igarapé [curso d’água constituído por um ‘braço’ longo de rio ou canal], na sexta-feira (27), durante uma festa de confraternização no município de Mâncio Lima, interior do Acre.
A festa era da Creche Municipal Vovô Aureliano, onde ele estudava. O corpo do menino foi levado ao IML da cidade após familiares e amigos tentarem socorrê-lo.
Negligência
A média de afogamentos no estado por ano, segundo o major do Corpo de Bombeiro Cláudio Falcão, é de 400 casos. O militar explica que muitas vezes as pessoas acabam tendo uma autoconfiança e negligência que acabam contribuindo para que os acidentes ocorram.
“As pessoas acham que não vão se afogar, então acabam entrando em locais que não conhecem, não fazem o dimensionamento do perigo e da profundidade do local. Muitas vezes aqueles que não sabem nadar, acabam entrando na água, tem também a ingestão de bebida alcoólica, os saltos impróprios quando vão se banhar no seu lazer. E, em crianças, a falta de vigilância, 80% das crianças se banham sem ter uma supervisão de adulto, então normalmente acontecem acidentes”, pontua.
Ainda segundo o major, os homens têm seis vezes mais chance de morrerem afogados do que as mulheres.
“Em determinadas faixas etárias, passa para 19 vezes mais chance. Em questão de afogamentos que ocorrem em embarcações é por conta da falta de equipamentos de segurança, como colete salva-vida e boias”, explica.
Segurança
Para as crianças, o ideal é o colete e não as boias que geralmente estão no braço ou soltas do corpo. Falcão explica que há seis níveis de afogamento e os únicos que não deixam sequelas são o 1 e 2. Fora isso, a pessoa pode ter sequelas ou até morrer.
“A dica é não negligenciar a segurança. Saber onde estão indo, não se aventurar em rios ou represas que não conhece a profundidade, se ingerir bebida alcoólica evitar entrar na água, não pode deixar criança sozinha em represas, rios, piscina. Tem que ter bastante cuidado, porque 65% acontece em rios e represas e um pequeno percentual em piscinas. Precisam ter cuidado com isso, usar equipamentos de segurança e não se portar com essa autoconfiança”, orienta.
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Alguns corpos não conseguem ser achados pelos bombeiros devido à dificuldade das buscas em rio — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros do Acre. Por Tácita Muniz, G1 AC.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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