Apenados em presídio de segurança máxima pedem acesso a televisão, rádio e ventilador. Iapen-AC diz que suspensão de visita e de ‘amigas’ e transferência de presos motivaram protesto.
Foto: Detentos fazem greve de fome em seis presídios e exigem visita íntima a cada 15 dias (Foto: Quésia Melo).
Detentos de seis presídios do Acre iniciaram, nesta segunda-feira (13), uma greve de fome. Os apenados exigem um tempo maior durante as visitas de familiares, visitas íntimas a cada 15 dias e a volta da visita de ‘amigas’ que ocorriam todos os finais de semana e agora são liberadas apenas uma vez por mês. As detentas também exigem que possam receber a visita dos maridos.
Além disso, os chefes de facções que cumprem pena no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro, em Rio Branco, também pedem acesso a televisão, rádio e ventilador. As informações foram confirmadas pelo diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Aberson Carvalho.
“Todos os atendimentos que são feitos a eles [presos] estão dentro das determinações exigidas pela Vara de Execuções Penais. Alguns chefes de facções foram transferidos para o presídio de segurança máxima e esse é o principal fator que ocasionou isso e também a suspensão da visita das ‘amigas’. Essas amigas são pessoas indicadas que eles têm uma relação e não é para ser uma visita íntima, mas quando suspendemos acabou gerando todos esses efeitos”, explica Carvalho.
Os apenados também reclamam das medidas estabelecidas pelo Iapen-AC como a transferência de chefes de facções para o RDD, permuta de presos entre unidades que já têm novas vagas disponíveis após reformas, além das constantes revistas realizadas nas unidades por agentes penitenciários.
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Presos também decidiram fazer greve de fome no presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
Além do Antônio Amaro, a greve de fome também foi deflagrada nas unidades Francisco d’Oliveira Conde e Unidade Feminina, em Rio Branco. No interior, os detentos também aderiram ao protesto no Presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira, Moacir Prado, em Tarauacá e Manoel Néri, em Cruzeiro do Sul.
A Unidade Prisional 4, em Rio Branco, Unidade Prisional de Feijó e Unidade Prisional do Quinari (UPQ), no município de Senador Guiomard, não aderiram ao protesto.
Ainda conforme Carvalho, os presos também solicitam que a parte de visita dos filhos seja de 15 em 15 dias, que também é uma vez por mês.
“Então, estamos falando mais especificamente de três coisas, os chefes de facções cumprindo pena na segurança máxima, situação da visita das ‘amigas’ e implantação de procedimentos como as revistas nas unidades. Estamos cientes de que os direitos deles estão sendo cumpridos. Porém, não podemos ficar a mercê de reeducandos que precisam cumprir as penas, é claro, respeitando a legislação vigente”, finaliza. G1Ac.

