POLÍTICA
Nos corredores do STF, já existe um ultimato sobre…
PUBLICADO
11 meses atrásem
Matheus Leitão
O ex-presidente Jair Bolsonaro, agora réu em ação penal por tentativa de golpe contra o estado democrático de direito, começou finalmente a pagar pelos crimes que é acusado. E começou justamente pelo mais grave deles.
Nos corredores do Supremo Tribunal Federal, há uma outra certeza: assim como se sabia que o ex-presidente ia se tornar réu nesta quarta, 26, sabe-se também que o líder da extrema direita deverá ser condenado por liderar a trama golpista até o fim de 2025.
Não pela teoria da conspiração bolsonarista de perseguição da Justiça, mas pela conspiração feita pelo ex-presidente e seus comparsas, como mostra a acusação.
Alexandre de Moraes, o ministro relator que é tratado por Bolsonaro como algoz, errou na mão no vídeo editado com som dramático, fortemente criticado pelos advogados de defesa dos acusados, mas antes disso havia sido impecável em sua explanação.
O magistrado respondeu a todos os argumentos usados pelas defesas do “núcleo crucial”, e explicou a participação de cada um dos denunciados – mostrando de forma didática porque o crime de abolição do estado de direito é tão grave.
O ministro foi desmontando argumentos de cada um enquanto ia indicando o seu voto pelo recebimento da denúncia da trama golpista. E, inclusive, que o ex-presidente é o líder da organização criminosa que tentou um golpe de Estado.
Depois, os colegas de toga de Moraes foram, um a um, acompanhando na íntegra o voto de Moraes, incluindo o mais recente chegado na corte, o ministro Flávio Dino.
“No dia 1º de abril de 1964 também não morreu ninguém. Mas centenas e milhares morreram depois. Golpe de Estado mata”, disse o magistrado, acompanhado no raciocínio pela decana da primeira turma, a ministra Cármen Lúcia: “Ditadura vive da morte”.
Estava dada a sentença. Ou está!
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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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