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Novo relatório de gestão fiscal revela impedimento legal do Estado para conceder reajustes salariais a servidores
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1 ano atrásem
Da Redação
Por Lamlid Nobre
Pelo terceiro quadrimestre consecutivo, o governo do Acre conseguiu reduzir o limite de gasto com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LFR), contudo, continua acima do limite permitido para que sejam concedidos benefícios remuneratórios aos servidores públicos, dadas as condições fiscais temporárias que impedem de atender aos pleitos dos diversos sindicatos de servidores que estavam pressionando por novo aumento salarial neste início de 2025 e pela revisão de Planos de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).

O Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do Estado referente ao último quadrimestre de 2024, publicado nesta quinta-feira, 30, revela o impedimento legal de aumentar o gasto com pessoal, uma vez que o índice está em 46,77%, quando o máximo permitido pela LRF é 46,55%.
O secretário de Estado de Fazenda, Amarísio Freitas, explica que o percentual, apesar de menor que o do quadrimestre anterior, que era de 46,85%, ainda indica que a despesa com pessoal superou o limite prudencial previsto no parágrafo único do Art. 22 da LRF. “O governo vem a cada quadrimestre reduzindo o percentual de gasto com pessoal, mas ainda está 0,08% acima do limite prudencial, o que impede de avançar ainda mais nas negociações com as categorias e servidores do Estado. Reconhecemos e valorizamos, dentro do permitido pela legislação, todos os nossos servidores, não só com salários em dia, mas com auxílios, promoções, desenvolvimento profissional e outros investimentos, como a saúde do servidor”, diz.
O secretário de Estado de Governo, Luiz Calixto, que também é auditor da Fazenda estadual, acrescentou que, apesar do esforço de arrecadação do governo com o objetivo de aumentar o orçamento, o Estado ainda permanece acima do limite prudencial. Dessa forma, com o índice acima do limite legal, o Estado fica impedido de aplicar reajustes e correções nos planos de carreiras e salários dos servidores.
“Ainda que o governo venha paulatinamente reduzindo esse número, não é o suficiente, para a segurança fiscal e jurídica, que possibilite aos cofres do Estado a concessão de qualquer percentual de aumento salarial que impacte no percentual de gastos com pessoal sobre a receita corrente líquida, no momento”, relata.
De acordo com o secretário Amarísio Freitas, o índice apontado no RGF pode exigir do Poder Executivo medidas urgentes que ajustem a contenção de gastos para evitar o descumprimento da LRF, tais como suspensão de novas contratações, redução de despesas temporárias ou cargos comissionados e outros cortes.
Apesar desses fatores, o secretário Luiz Calixto lembrou que o governo seguirá honrando o compromisso do governador Gladson Cameli de pagar a parcela do reajuste linear de 20,32% concedido a todas as categorias na última permissão fiscal aberta, no terceiro quadrimestre de 2022.
“Quando o Estado teve condições, foi acordado com os sindicatos e concedido o aumento em quatro parcelas, que estão sendo pagas desde de junho de 2023 e no próximo mês de junho será paga mais uma das quatro parcelas de 5,08% de aumento salarial para todos os servidores do Estado, conforme compromisso do governador”, garante.
O secretário Amarísio Freitas acrescentou que esse reajuste concedido pelo governo em 2023, que contempla 51 mil servidores e que ainda está sendo pago em quatro parcelas, contribui para o índice elevado, apesar do esforço e do compromisso da gestão em melhorar a arrecadação com objetivo de reduzir o percentual de gastos com pessoal sobre receita líquida do Estado e, assim, se enquadrar no limite prudencial.
“Temos melhorado a arrecadação para tentar diminuir o índice e toda a equipe de governo está imbuída na busca da redução, todavia o reajuste de 20,32%, bem como as convocações de concursados e cadastros de reservas, promoções entre outras ações de valorização do servidor contribuem diretamente para o índice elevado, mas continuamos firmes no propósito de reduzir, para poder contemplar ainda mais aqueles que mais contribuem para o desenvolvimento, que é são os servidores públicos”, observa.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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