POLÍTICA
O acordo entre Mercosul e União Europeia e a crise…
PUBLICADO
1 ano atrásem
Marcela Rahal
Após 25 anos de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi anunciado oficialmente nesta sexta-feira, 6, após reunião de líderes dos blocos em Montevidéu, no Uruguai. Em entrevista coletiva, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o “acordo com Mercosul é vitória para Europa”. O tratado tem o objetivo de reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação entre os dois blocos. Para entrar em vigor o processo ainda levará algumas etapas, precisa passar o texto final pela aprovação dos Legislativos dos países do Mercosul, do aval do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu. Em discurso na Cúpula, Lula disse que o acordo de hoje é bem diferente daquele anunciado em 2019. Segundo o presidente, as condições eram inaceitáveis e agora o texto está equilibrado.
Em São Paulo, a crise aberta após os recentes casos de abuso de violência pela PM continua. O ouvidor das polícias de São Paulo, Cláudio Silva, afirmou, em entrevista ao programa Os Três Poderes, de VEJA, que a política de segurança pública do estado ‘chegou ao ponto de colapsar’ e que o modelo implementado pelo secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, “efetivamente faliu”. Segundo Silva, a mudança no comando da secretaria seria uma boa “sinalização” e o novo posicionamento do governador Tarcísio de Freitas sobre as câmeras é bem-vindo, mas não é suficiente para responder à crise. Acompanhe o Giro Veja.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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