Foi um ano difícil para o exército ucraniano. Mesmo que os tanques russos já não estejam às portas de Kiev como nas primeiras semanas da invasão, em 2022, “a intensidade dos combates é muito alta” na Frente Oriental e “a situação é muito tensa nos 1.130 quilômetros da linha de frente”reconhece sem escrúpulos o comandante-em-chefe das forças armadas ucranianas, general Oleksandr Syrsky, que concordou em elaborar para O mundo uma avaliação militar do ano passado.
Encontrado numa cave em Kharkiv, sexta-feira, 13 de dezembro, enquanto a Rússia acabava de realizar de madrugada mais um ataque contra a infraestrutura energética ucraniana, o general Syrsky recordou que tinha sido nomeado chefe do exército em 8 de fevereiro, em substituição do general Valeri Zalouzhny, enquanto o a batalha foi travada pelo controle da cidade de Avdiïvka, que cairia uma semana depois nas mãos dos russos. Um primeiro teste, anunciando um ano de progresso russo no Donbass.
Desde que assumiu o comando, tem sido, diz o general, “um ano de combates intensos, em dez setores operacionais, enfrentando um inimigo que utiliza forças significativas para derrubar defesas” Ucranianos, e quem também quer, através dos seus ataques com mísseis e drones contra cidades e infra-estruturas, “arruinar o país”.
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