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Instruções de guerra na Ucrânia: ofensiva da Rússia ‘mostra sinais de escalada’, alerta o principal comandante de Kiev | Ucrânia
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Guardian staff and agencies
A Ucrânia enfrenta dificuldades crescentes na sua luta contra a invasão de Moscovo, disse no sábado o principal comandante militar do país, coronel-general Oleksandr Syrskyi., enquanto as forças russas avançam e as tropas norte-coreanas se preparam para se juntar à campanha do Kremlin. Escrevendo no Facebook, Syrskyi disse que disse ao chefe do comando europeu dos EUA, general Christopher Cavoli: “A situação continua desafiadora e mostra sinais de escalada. O inimigo, aproveitando a sua vantagem numérica, continua as ações ofensivas e concentra os seus principais esforços nas direções Pokrovsk e Kurakhove.”
O Estado-Maior da Ucrânia, num relatório no final da noite de sábado, disse que 40 confrontos armados ocorreram em torno de aldeias perto de Kurakhove.. Blogueiros militares ucranianos e russos disseram na sexta-feira que as forças russas tentaram cercar a cidade. “Temos numerosos relatos de soldados norte-coreanos que se preparam para participar em operações de combate ao lado das forças russas”, disse Syrskyi.
O chefe da política externa da UE, Josep Borrell, prometeu apoio “inabalável” à Ucrânia em Kiev, no sábado. Ele disse que “o propósito claro” da sua visita à Ucrânia é “expressar o apoio da União Europeia à Ucrânia – este apoio permanece inabalável”. “Este apoio é absolutamente necessário para que continuem a defender-se contra a agressão da Rússia.”
A prioridade da administração Trump na Ucrânia seria estabelecer a paz e não restaurar territórios perdidos, incluindo a Crimeia, um assessor sênior do presidente eleito dos EUA disse. Bryan Lanza, estratega de longa data do Partido Republicano, disse à BBC que a administração de Donald Trump iria pedir ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, uma “visão realista para a paz”. “E se o Presidente Zelenskyy se sentar à mesa e disser: ‘bem, só poderemos ter paz se tivermos a Crimeia’, ele mostra-nos que não está a falar a sério. A Crimeia acabou”, disse Lanza.
A equipe de transição de Trump distanciou o novo presidente de Lanza. “Bryan Lanza foi o contratante da campanha”, disse um porta-voz. “Ele não trabalha para o presidente Trump e não fala por ele.”
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse que Kiev está pronta para trabalhar com a administração Trump. “Lembrem-se de que o Presidente Zelenskyy foi um dos primeiros líderes mundiais… a cumprimentar o Presidente Trump”, disse Sybiha aos jornalistas. “Foi uma conversa sincera (e) uma troca de ideias sobre uma maior cooperação. Ainda durante a conversa telefónica, foram discutidos outros passos para estabelecer a comunicação entre as equipas e este trabalho também já foi iniciado. Portanto, estamos abertos a mais cooperação e tenho certeza de que um objetivo unificado de alcançar a paz justa une todos nós.”
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse que Moscou e Washington estavam “trocando sinais” sobre a Ucrânia através de “canais fechados”., sem especificar se a comunicação foi com a administração atual ou com a próxima administração de Donald Trump. A Rússia está pronta para ouvir as propostas de Trump sobre a Ucrânia, desde que estas sejam “ideias sobre como avançar na área de colonização, e não na área de bombear ainda mais o regime de Kiev com todos os tipos de ajuda”, disse Ryabkov. no sábado, em entrevista à agência de notícias estatal russa Interfax.
Sergei Ryabkov disse que a doutrina nuclear atualizada da Rússia tornaria possível “voltar-se para a opção nuclear” se houvesse uma crise aguda nas relações com o Ocidente e na situação na Ucrânia, informou a Interfax.. “Este processo será finalizado”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia. “O presidente da Federação Russa, como comandante-em-chefe supremo, sem dúvida tomará decisões que significarão a melhoria dos fundamentos conceituais de nossas atividades nesta esfera.”
Um possível acordo entre Donald Trump e Vladimir Putin para acabar com a guerra na Ucrânia representa “um sério desafio para todos”, alertou o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk. “Não há dúvida de que este novo cenário político é um sério desafio para todos, especialmente no contexto de um possível fim da guerra russo-ucraniana como resultado de um acordo entre, por exemplo, o presidente da Rússia e o novo presidente dos Estados Unidos”, disse Tusk enquanto se preparava para se reunir com o chefe da OTAN, Mark Rutte, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Drones ucranianos atingiram uma fábrica de munições no centro da Rússia em um ataque noturno, disse uma fonte do serviço de segurança SBU da Ucrânia à Reuters no sábado. O ataque à fábrica química de Aleksinsky, que produz pólvora, munições e armas na região de Tula, cerca de 200 quilómetros a sul de Moscovo, fez parte de uma estratégia para atingir fábricas que apoiam a guerra de Moscovo contra a Ucrânia, disse a fonte. “Os ataques a armazéns de armas, aeródromos militares e empresas, que fazem parte do complexo militar-industrial russo, reduzem a capacidade da Rússia de aterrorizar o nosso país”, disse a fonte da SBU.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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