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Angélica: Artista toma porrada mesmo sem falar nada – 09/11/2024 – Mônica Bergamo

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Karina Matias

Às vésperas de completar 51 anos no dia 30 de novembro, Angélica afirma estar “bem mais feliz do que aos 30 ou 40”. “É como se eu estivesse nascendo de novo”, diz. A apresentadora enumera alguns fatores para a boa fase: os três filhos que já estão maiores, uma visão “um pouco menos ansiosa” e uma segurança maior com o próprio corpo e com a forma como se posiciona. “Eu estou feliz também de não saber o que esperar”, diz.

De cara limpa, óculos de grau e com o cabelo ao natural, a apresentadora falou com a coluna por vídeo durante pouco mais de uma hora. Estava no jardim da sua casa no Rio de Janeiro e, vez ou outra, jogava uma bolinha para a cachorra pegar.

Nos últimos anos, Angélica afirma que vinha se sentindo com menos energia e buscando ficar um “pouco mais escondida”. “Estava numa fase assim querendo me proteger para me entender mais como pessoa.” Foi nessa época que decidiu trabalhar menos. E como não tinha como falar para a Globo, empresa da qual era contratada desde 1996, “me dá um ano sabático”, ela e a emissora decidiram encerrar o contrato fixo. “Acho que a gente também estava numa relação desgastada e eu não tinha muito o que fazer ali.”

O ano era 2019 e, desde então, Angélica vem desenvolvendo projetos por temporadas para a emissora. Esse tempo, diz ela, foi muito positivo para conseguir “olhar mais para dentro” e também para desenvolver uma outra forma de trabalhar, em acordo com os seus desejos e sem a “pressão de ter um empregador”.

Inicialmente, porém, ela admite que não foi fácil deixar o “muro protetor” que a Globo oferecia. “Se eu fizesse alguma coisa boa, alguma coisa ruim, ou não fizesse nada, tinha aquilo ali [a emissora de retaguarda]. Quando você sai, você se sente desamparado no início.”

Questionada se voltaria hoje a apresentar um programa diário na TV aberta, Angélica silencia por alguns segundos e responde que sim, desde que a proposta a agradasse. “Eu estou muito acostumada em fazer um projeto e entregar, e esse modelo é muito gostoso. Mas, por outro lado, sou um bicho de televisão. Me sinto acolhida nesse ambiente e me cobram muito [o público] para fazer mais coisas”.

Ela conta que vem conversando com a Globo sobre propostas para 2025. Uma delas já está definida: Angélica apresentará o Video Game em uma edição especial do Video Show, que será exibida em abril do ano que vem em comemoração aos 60 anos da emissora.

Um outro desejo de Angélica, em algum momento do futuro, é comandar uma atração ao vivo. “Gosto da ideia. Esses dias a gente estava conversando sobre projetos e um deles surgiu [sobre isso], fiquei pensando e falei: ‘Caramba, já fiz muita coisa ao vivo, mas só de forma pontual’.”

Ela reflete que assumir o compromisso com um programa do tipo “é uma pequena prisão”. “Mas me senti tentada [com a possibilidade]”, admite. “Hoje eu me sinto mais forte, mais preparada para essa segunda fase [da vida]. Não sei o que vai acontecer, mas o desconhecido é bem-vindo.”

O que já é certo é o programa 50 & Uns, que estreia neste domingo (10) no Globoplay e como um quadro no Fantástico —e, posteriormente, será exibido no GNT. A atração é uma espécie de continuação do 50 & Tanto, lançado por ela no ano passado.

A proposta é semelhante. A apresentadora recebe em sua casa um grupo de famosos para discutirem temas diversos. Só que, enquanto na primeira versão ela conversou apenas com mulheres, agora o diálogo será com os homens. A ideia inicial partiu do seu filho mais velho, Joaquim, 19, durante um almoço familiar. Após o sucesso do papo feminino, ele sugeriu: por que não chamar os homens?

Para Angélica, é importante também dar esse espaço para os “homens antenados e espertos” que estão dispostos a expor as suas vulnerabilidades e participar dos debates que vêm sendo puxados pelas mulheres nos últimos anos, como os questionamentos sobre o sistema patriarcal e o machismo que ainda dominam a sociedade.

Na visão de Angélica, é “uma loucura” ver declarações como a do empresário Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi, que disse nas redes sociais em setembro “Deus me livre CEO mulher”. “É o tal do homem que está assustado, meio perdido com esse movimento positivo das mulheres e aí ataca. Parece um pouco criança e adolescente quando está apaixonado e que trata mal a menina para chamar a atenção.”

“Claro que é uma bobagem. Uma mulher falar isso já seria errado. Um homem falar [isso] chega a ser engraçado de tão ridículo”, completa.

No 50 & Uns, ela vai receber nomes como Antonio Fagundes, Lázaro Ramos, Ney Matogrosso e o próprio marido, Luciano Huck. Com o apresentador, a conversa será sobre política. O nome de Huck chegou a ser cogitado para disputar a Presidência da República em 2018 e em 2022. Angélica já disse que não gostaria de ver o marido no cargo, especialmente pelo lado pessoal: os filhos do casal eram menores e ela achava importante uma presença forte do pai em casa.

“Mas eu realmente acho que um cargo majoritário como esse, de presidente, é uma missão, não é uma decisão de um grupinho. É uma vontade que a pessoa tem de mudar a vida das pessoas, não é a minha opinião que vai conseguir impedir isso.”

Para Angélica, Huck é um ser político em tudo que ele faz. “Seja na televisão ou como empreendedor, porque ele gosta de gente. Quando nós viajamos, ele conversa com todo mundo, quer saber a opinião das pessoas, ele tem isso nele. É muito mais forte do que uma opinião minha.”

A apresentadora afirma que se sente pressionada a se manifestar politicamente, mas entende que essa cobrança faz parte por ser uma pessoa pública. Em 2022, ela disse em uma entrevista para a revista Marie Claire que estava com muita dificuldade de tomar uma decisão sobre em quem votar para presidente. Quando a entrevista foi publicada e após receber muitas críticas, Angélica voltou a se manifestar, declarando que votaria em Lula (PT) e que jamais tinha cogitado optar por Jair Bolsonaro (PL).

“Eu não me arrependo [da declaração]. Não posso dizer que estou muito feliz com tudo que está acontecendo no nosso país politicamente, não. Mas eu não me arrependo porque, na minha visão, era a melhor opção naquele momento.” Ela afirma, porém, que não se sente muito à vontade para dar a sua opinião sobre o tema. Não por medo das críticas e dos ataques nas redes, diz. “Isso eu estou acostumada, porque mesmo não falando nada, só o fato de ser artista, você já toma porrada.”

O problema, segundo ela, é a responsabilidade de saber que uma declaração sua pode impactar as pessoas, mesmo que seja um grupo pequeno. Por isso, ela diz só falar sobre o seu voto quando é realmente necessário ou quando tem muita certeza da sua opção.

Para Angélica, política “é uma palavra linda”, mas que virou um palavrão no Brasil. “E não deveria porque a política é a única forma de mudar a vida das pessoas [no macro]”, diz. “E tem muita gente nova, boa que eu olho e falo: Há esperanças no final do túnel”, completa. Ela cita como exemplos positivos as deputadas federais Tabata Amaral (PSB), que foi candidata à Prefeitura de São Paulo, e Erika Hilton (PSOL).

Como está na mídia desde a infância, Angélica diz que se preocupar com a própria imagem é algo que já está enraizado nela, mas que vem tentando desconstruir isso para não virar escrava da beleza. Ela avalia que saiu-se bem ao não ter sucumbido ao longo da vida à pressão estética. “Como eu cuido da minha cabeça, faço análise, e sempre fui uma pessoa mais espiritualizada, meio bruxinha, acho que me segurei. Mas não é fácil. Se eu fosse seguir a cobrança, estaria toda transformada [visualmente]”, afirma.

Não que ela seja contra procedimentos estéticos. Afirma inclusive que nunca fez plástica, mas se um dia achar que é necessário, fará. A sua preocupação maior, no entanto, é com a filha, Eva, de 12 anos, e a geração mais nova que, em sua visão, vem sendo muito pressionada por padrões impostos na internet. “Acho muito cruel para as meninas. Eu vivi isso de outro jeito. Os diretores cobravam, as revistas cobravam, e sei que é muito ruim, muito chato.”

“Mas, por exemplo, maquiagem pra mim era trabalho, e pra ela [a filha] é pra ir pro shoppping. Acho bem ruim, porque como vai ser isso a longo prazo?”, questiona. “E as redes sociais não estão ajudando. Ao mesmo tempo que as nossas meninas estão empoderadas, podem falar sobre assuntos que a gente não podia, elas não podem ser elas mesmas, porque elas são muito cobradas por essa coisa estética das redes.”

Angélica avalia que o mundo ainda está em um momento de revolução tecnológica e de muita indefinição sobre as novas ferramentas que estão surgindo. A inteligência artificial (IA), por exemplo, é algo que a deixa muito temerosa.

“É quase um monstrinho que está ali querendo atacar e a gente não sabe como lidar com ele”, afirma. A apresentadora conta que há meses tenta tirar do ar uma propaganda falsa que usa a imagem e a voz dela. “Ficamos uns três meses para conseguir remover da internet e recentemente recebi o mesmo vídeo de novo, encaminhado por uma amiga.”

Outra preocupação dela é em como as discussões nas redes sociais são muitas vezes rasas. “As pessoas leem o título, ouvem os dez primeiros segundos de um vídeo e já acham que sabem tudo. É muito superficial e isso é um perigo”, opina. “Essa é a minha briga com os meus filhos aqui em casa. Faço uma pergunta, eles respondem, e eu falo: ‘Não, não, não. Elabora [melhor]. Vamos conversar, vamos olhar no olho’.”



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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