POLÍTICA
O papel de Damares no futuro do Republicanos na di…
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10 meses atrásem
Ricardo Chapola
Ex-ministra do governo Bolsonaro, a senadora Damares Alves (Republicanos) tornou-se uma das principais apostas do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para tentar impedir que o partido dela lance uma candidatura própria ao governo da Capital nas eleições de 2026.
Membros da cúpula do Republicanos foram informados de que o governador pediu ajuda da senadora nessas costuras com a legenda, já que ela também é amiga de Celina Leão (PP), vice-governadora e nome apoiado por Ibaneis para sucedê-lo. Em seu segundo mandato, o governador deve disputar uma vaga no Senado em 2026.
Parte da cúpula do Republicanos defende que, no ano que vem, a legenda tenha um projeto político próprio para o governo do DF. Esses dirigentes acreditam que o partido tem nomes competitivos para a disputa, a exemplo da própria Damares, que, recentemente, já adiantou que vai apoiar Celina. O nome da senadora chegou a ser aventado também por Jair Bolsonaro.
Outra possibilidade cogitada pelo Republicanos seria lançar a candidatura do deputado federal Fred Linhares. Ibaneis Rocha teria pedido a Damares para tentar convencer Linhares a desistir da ideia. “Eu e Damares somos cotados pelos votos que tivemos nas eleições passadas. E isso é natural, caso o Republicanos queira mesmo lançar uma candidatura majoritária. Mas isso ainda não foi decidido pelo partido”, disse Linhares.
O nome do deputado apareceu na dianteira em uma pesquisa feita pelo Republicanos. Nela, Linhares figura como preferido na corrida ao governo do DF, com 26%. Celina apareceu em segundo lugar, com 21%, e Damares registrou 14%.
Existe, no entanto, outra ala do Republicanos que defende uma aliança com a candidata apoiada pelo governador do DF. No fim do ano passado, o presidente nacional da sigla Marcos Pereira participou de uma reunião com Ibaneis Rocha na qual discutiram a possibilidade de o partido indicar o candidato a vice na chapa de Celina Leão no ano que vem.
Essa mesma ala acredita que a legenda deva lançar uma candidatura própria somente em 2030, tendo Damares como uma das favoritas para o posto.
Damares elegeu-se ao Senado em 2022 com mais de 644.000 votos, derrotando, inclusive, a então candidata e também ex-ministra do governo Bolsonaro, Flávia Arruda (PL).
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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