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O que faz o administrador da Nasa? – 10/12/2024 – Ciência

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Os líderes da Nasa têm uma posição incômoda. Embora sejam os chefes de uma organização amplamente reconhecida, geralmente não são as pessoas mais famosas da agência. Provavelmente, mais pessoas conhecem os nomes de Butch Wilmore e Suni Williams, os astronautas atualmente “presos” na Estação Espacial Internacional, do que Bill Nelson, o atual administrador da Nasa.

Os astronautas podem ser as pessoas mais intimamente associadas à Nasa, mas os administradores são indiscutivelmente mais essenciais para fazer os programas decolarem.

Como especialista em política espacial, vi o impacto que os líderes individuais da Nasa podem ter no sucesso da agência. Eles desempenham um papel vital na decisão do que a Nasa faz e como faz, e também ajudam a fomentar apoio político para a exploração espacial.

O papel do administrador da Nasa

A Nasa é uma agência governamental independente, o que significa que ela não está subordinada a um dos departamentos do gabinete do presidente (o equivalente aos ministérios do governo federal no Brasil), como o Departamento de Estado. Dessa forma, o líder da Nasa é um administrador, e não um secretário.

Embora o nome seja diferente, um administrador da Nasa tem deveres e responsabilidades semelhantes aos de um secretário de gabinete. Eles ajudam a tomar decisões sobre quais programas e políticas devem ser adotadas e como elas serão executadas. Os administradores da Nasa trabalham com parceiros do setor, inclusive o setor espacial comercial. Eles também representam a Nasa em suas apresentações ao Congresso e nas relações diplomáticas com outros países.

Os administradores da Nasa também são responsáveis perante as autoridades eleitas. Os administradores são nomeados pelo presidente, mas devem ser confirmados pelo Senado. O Congresso tem muito a dizer sobre o orçamento que a Nasa recebe a cada ano. Eles também devem autorizar programas importantes, como o programa Artemis, que tem como objetivo levar os EUA e seus parceiros de volta à Lua.

Embora decisões importantes como essas muitas vezes estejam fora de seu alcance, os administradores da Nasa ainda têm muita influência nos bastidores. James Webb, o segundo administrador da Nasa, que ocupou o cargo entre 1961 e 1968, é frequentemente creditado como parte integrante e fundamental da manutenção do apoio político ao programa Apollo, que primeiro levou pessoas à Lua.

Dan Goldin, o mais duradouro administrador da Nasa, ajudou a salvar a Estação Espacial Internacional do cancelamento no início dos anos 1990, convencendo o governo Clinton a convidar a Rússia para participar do projeto.

Como administrador no início dos anos 2000, Mike Griffin ajudou a impulsionar o setor espacial comercial ao instituir o programa Commercial Orbital Transportation Services (“Serviço Comercial de Transporte Orbital”, em inglês). Esse programa forneceu financiamento para empresas que primeiro enviariam cargas para a Estação Espacial Internacional e, posteriormente, astronautas, como a SpaceX, do bilionário Elon Musk.

Entretanto, nem todos os administradores são tão produtivos quanto Webb, Goldin ou Griffin. Richard Truly foi demitido do cargo por George H.W. Bush em 1992 depois de discordar da proposta do governo de 1989 de levar os EUA de volta à Lua.

Charles Bolden foi alvo de controvérsia quando disse à Al-Jazeera que o presidente Barack Obama o instruiu a tornar a aproximação com os países muçulmanos uma das prioridades da Nasa.

Tanto Truly quanto Bolden foram astronautas antes de se tornarem administradores. Mas isso não significa que ex-astronautas sejam, de alguma forma, piores no cargo do que pessoas de outras origens. Historicamente, os administradores da Nasa têm tido uma grande variedade de formações, incluindo cientistas, engenheiros e até mesmo ex-membros do Congresso.

O atual administrador da Nasa, Bill Nelson, é ex-senador e ex-astronauta, tendo ido ao espaço no ônibus espacial Columbia em janeiro de 1986.

Grandes questões à frente

Independentemente do administrador, os próximos anos trarão grandes decisões para quem for o próximo.

Com o recente anúncio de que a missão ao redor da lua Artemis 2 será atrasada pelo menos até o primeiro semestre de 2026, a Nasa ainda tem muito trabalho a fazer em seu programa Artemis. Ainda há questões importantes a serem resolvidas com o veículo tripulado, incluindo problemas com o escudo térmico e os sistemas eletrônicos da cápsula.

Além disso, o sucesso das empresas espaciais comerciais, como a SpaceX, significa que haverá mais pressão sobre a Nasa para encontrar maneiras de reduzir os custos aproveitando os serviços das empresas comerciais.

De forma mais ampla, muitos outros países estão observando como os EUA estão operando no espaço. Além do que alguns consideram uma nova corrida espacial com a China, questões sobre detritos espaciais, gerenciamento de tráfego espacial e recursos espaciais envolverão cooperação com outros países e exigirão o envolvimento do administrador.

Por fim, o administrador da Nasa terá que lidar com uma questão recorrente: menos recursos. Historicamente, a Nasa tem recebido menos dinheiro do que o necessário para realizar todas as tarefas que lhe são atribuídas.

Essa situação leva a decisões difíceis sobre os tipos de missões a serem apoiadas. A ciência espacial e a exploração robótica normalmente perdem para coisas como voos espaciais tripulados.

Embora o próximo administrador precise tomar decisões difíceis, os próximos anos serão repletos de entusiasmo, pois os EUA e outros países estão buscando metas cada vez mais ambiciosas na exploração espacial.

Este artigo foi publicado no The Conversation Brasil e reproduzido aqui sob a licença Creative Commons. Clique aqui para ler a versão original



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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre

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A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.

LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS

1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR

Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.

Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.



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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.

Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.

“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”

O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”

Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”

Educação básica, pesquisa e projetos

Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”

O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.

A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”

Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.

Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.

 



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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.” 

Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.” 

Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”

Mudanças e gestão documental

Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.

“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.

A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.

Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.

 



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