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O que revelam as novas descobertas do golpe de cannabis JuicyFields? – DW – 03/12/2024
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Em Abril de 2024, centenas de agentes policiais invadiram casas e escritórios em 11 países e prendeu vários indivíduos ligada à JuicyFields, empresa inicialmente sediada em Berlim.
A JuicyFields prometeu enormes retornos para aqueles dispostos a investir em cannabis medicinal através do seu site. Quase 200.000 pessoas fizeram isso e se tornaram vítimas de uma fraude. Os promotores estimam os danos em cerca de 645 milhões de euros (678 milhões de dólares).
DW’s Podcast dos Cowboys da Cannabis foi cedo para investigar o golpe e recebeu vários prêmios desde que o episódio final foi publicado em março de 2023.
Uma rede de jornalistas de investigação em vários países europeus investigou agora o caso. Suas descobertas foram publicadas pela emissora pública dinamarquesa DR, pelo jornal sueco Diário Suecojornal austríaco O padrãoe na Alemanha pela revista O espelhopublicação online Correctiv.org e estação de TV pública ZDF.
Novas descobertas levantam mais questões no caso JuicyFields
A nova pesquisa parece confirmar a história contada pela DW. Também adiciona novas descobertas que tornam a saga JuicyFields ainda mais estranha do que já era.
EP08 – Aldeias Potemkin
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O jornalista Kevin Shakir, da DR, por exemplo, conseguiu entrar em contato com o homem suspeito de ser o mentor do JuicyFields. Sergej B., de nacionalidade russa, foi detido em abril de 2024 na República Dominicana e deverá ser julgado mais tarde em Espanha.
De acordo com a pesquisa de Shakir, uma rede em torno de Sergej B. havia criado dois outros grandes casos de fraude antes da JuicyFields. Um envolvia a reciclagem de resíduos, o outro uma criptomoeda. Cada vez, muitas pessoas perderam muito dinheiro. Shakir conta a história de Sergej B. em “O Fantasma da Rússia”uma série de podcasts em cinco partes em dinamarquês.
“Quando você consegue lançar projetos tão grandes com tanto marketing, quando consegue desaparecer repetidas vezes de supostos golpes, quando consegue movimentar criptomoedas em grandes quantidades e de maneira sofisticada”, disse Shakir à DW. “A questão permanece: esse cara (Sergej B.) está agindo sozinho ou faz parte de algo maior que ele mesmo?
O estado russo estava envolvido?
Gabriela Keller, da publicação investigativa online correctiv.org, ficou intrigada com a mesma pergunta. Muitos especialistas na Rússia dizem que golpes na escala do JuicyFields exigem proteção política.
Keller disse que a investigação não forneceu provas 100% de que o Estado russo estava envolvido. Mas algumas de suas descobertas sugerem que há pelo menos uma conexão.
Por exemplo, um membro russo do círculo íntimo da JuicyFields, Vitaly M., foi registado em Berlim sob o mesmo endereço da embaixada cultural oficial do Estado russo, uma instituição chamada Casa Russa da Ciência e Cultura.
“O fato de ele estar registrado na Casa Russa pode indicar que ele tinha ajudantes lá”, disse Keller à DW. “Porque você precisa de um contrato de aluguel ou de uma confirmação do locador ao registrar seu endereço no cartório.”
A Câmara Russa negou ter qualquer coisa a ver com Vitaly M. e disse que ele deve ter falsificado documentos ou fornecido informações falsas no cartório de registro de residência.
Em abril, Vitaly M. escapou da prisão. Ele agora mora na Rússia, onde parece dirigir uma empresa que fabrica drones, disse Keller à DW. “O site atualmente exibe o brasão do Ministério da Defesa russo, juntamente com o slogan: ‘A vitória será nossa’.” O relatório completo de Keller pode ser encontrado aqui (em alemão).
Um advogado sueco e suas reivindicações
Dois repórteres investigativos em O Diário Sueco concentraram a sua investigação num homem que nunca foi membro da JuicyFields, mas cujo nome está intimamente ligado ao caso: Lars Olofsson, um advogado sueco.
Depois que a JuicyFields faliu no verão de 2022 e milhares de investidores ficaram sem saída, Olofsson anunciou que poderia ajudar as vítimas a recuperar seu dinheiro.
Em vez de esperar que os golpistas por trás do JuicyFields fossem condenados, Olofsson anunciou que abriria ações coletivas contra todos aqueles que tornaram o golpe possível, incluindo o Facebook, onde a empresa anunciava, e os bancos que repassaram o dinheiro dos investidores para o JuicyFields.
Para fazer parte das ações coletivas, os investidores fraudados tiveram que pagar uma taxa a Olofsson. Inicialmente eram 100€, depois 150. Vários milhares de pessoas inscreveram-se.
Frida Svensson e Erik Wisterberg colocaram Lars Olofsson sob o microscópio – com resultados surpreendentes. Eles contam sua história em um podcast de quatro partes chamado “O Salvador”. O podcast está em sueco e um artigo online sobre suas descobertas está disponível Em inglês.
“(Olofsson) se apresenta como um superadvogado com 15 anos de experiência em investigação de fraudes e golpes internacionais. Ele afirma ser um ex-Seal da Marinha e que trabalhou no serviço de inteligência militar sueco”, disse Wisterberg à DW. “Mas nada disso é verdade.”
“Seu passado real envolve cumprir pena na prisão por crimes econômicos. Também envolve este ano ser levado a julgamento novamente – algo que seus clientes nem sabiam”, acrescentou Wisterberg.
Quando os promotores apresentarão acusações?
Os jornalistas suecos disseram que poderiam provar as suas alegações com documentos e que confrontaram Olofsson com as suas conclusões.
A DW também entrou em contato com Olofsson e pediu comentários. Ele respondeu, mas não abordou nenhum dos tópicos sobre os quais foi questionado. Em vez disso, ele escreveu que não se podia confiar em jornalistas e disse que conseguiu muitos novos clientes depois que o podcast “The Salvador” foi lançado na Suécia.
No podcast, Olofsson é retratado como um soldado da fortuna que espera lucrar com uma fraude. Ele arrecadou somas consideráveis em taxas de inscrição de investidores fraudados, enquanto os processos judiciais que iniciou em relação à JuicyFields foram rejeitados pelos tribunais suecos.
Os procuradores públicos de Berlim, Madrid e outros locais estão atualmente a avaliar o material confiscado durante as rusgas de abril de 2024. Ainda não apresentaram queixa.
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Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre
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29 de novembro de 2025As escolas da rede municipal realizam visitas guiadas aos espaços temáticos montados especialmente para o evento. A programação inclui dois planetários, salas ambientadas, mostras de esqueletos de animais, estudos de células, exposição de animais de fazenda, jogos educativos e outras atividades voltadas à popularização da ciência.
A pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino, acompanhou o evento. “O Universo VET evidencia três pilares fundamentais: pesquisa, que é a base do que fazemos; extensão, que leva o conhecimento para além dos muros da Ufac; e inovação, essencial para o avanço das áreas científicas”, afirmou. “Tecnologias como robótica e inteligência artificial mostram como a inovação transforma nossa capacidade de pesquisa e ensino.”
A coordenadora do Universo VET, professora Tamyres Izarelly, destacou o caráter formativo e extensionista da iniciativa. “Estamos na quarta edição e conseguimos atender à comunidade interna e externa, que está bastante engajada no projeto”, afirmou. “Todo o curso de Medicina Veterinária participa, além de colaboradores da Química, Engenharia Elétrica e outras áreas que abraçaram o projeto para complementá-lo.”
Ela também reforçou o compromisso da universidade com a democratização do conhecimento. “Nosso objetivo é proporcionar um dia diferente, com aprendizado, diversão, jogos e experiências que muitos estudantes não têm a oportunidade de vivenciar em sala de aula”, disse. “A extensão é um dos pilares da universidade, e é ela que move nossas ações aqui.”
A programação do Universo VET segue ao longo do dia, com atividades interativas para estudantes e visitantes.
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Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre
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27 de novembro de 2025Doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte) apresentaram, na última quarta-feira, 19, propostas para o primeiro Plano de Prevenção e Ações de Combate a Incêndios voltado ao campus sede e ao Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac). A atividade foi realizada na sala ambiente do PZ, como resultado da disciplina “Fundamentos de Geoinformação e Representação Gráfica para a Análise Ambiental”, ministrada pelo professor Rodrigo Serrano.
Entre os produtos apresentados estão o Mapa de Risco de Fogo, com análise de vegetação, áreas urbanas e tráfego humano, e o Mapa de Rotas e Pontos de Água, com trilhas de evacuação e açudes úteis no combate ao fogo.
O Parque Zoobotânico abriga 345 espécies florestais e 402 de fauna silvestre. As medidas visam garantir a segurança da área, que integra o patrimônio ambiental da universidade.
“É importante registrar essa iniciativa acadêmica voltada à proteção do Campus Sede e do PZ”, disse Harley Araújo da Silva, coordenador do Parque Zoobotânico. Ele destacou “a sensibilidade do professor Rodrigo Serrano ao propor o desenvolvimento do trabalho em uma área da própria universidade, permitindo que os doutorandos apliquem conhecimentos técnicos de forma concreta e contribuam diretamente para a gestão e segurança” do espaço.
Participaram da atividade os doutorandos Alessandro, Francisco Bezerra, Moisés, Norma, Daniela Silva Tamwing Aguilar, David Pedroza Guimarães, Luana Alencar de Lima, Richarlly da Costa Silva e Rodrigo da Gama de Santana. A equipe contou com apoio dos servidores Nilson Alves Brilhante, Plínio Carlos Mitoso e Francisco Félix Amaral.
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Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre
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27 de novembro de 2025Coordenadora geral da Rede Educanorte, a professora Fátima Matos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destacou que o seminário tem como objetivo avaliar as atividades realizadas no semestre e planejar os próximos passos. “A cada semestre, realizamos o seminário em um dos polos do programa. Aqui em Rio Branco, estamos conhecendo de perto a dinâmica do polo da Ufac, aproximando a gestão da Rede da reitoria local e permitindo que professores, coordenadores e alunos compartilhem experiências”, explicou. Para ela, cada edição contribui para consolidar o programa. “É uma forma de dizer à sociedade que temos um doutorado potente em Educação. Cada visita fortalece os polos e amplia o impacto do programa em nossas cidades e na região Norte.”
Durante a cerimônia, o professor Mark Clark Assen de Carvalho, coordenador do polo Rio Branco, reforçou o papel da Ufac na Rede. “Em 2022, nos credenciamos com sete docentes e passamos a ser um polo. Hoje somos dez professores, sendo dois do Campus Floresta, e temos 27 doutorandos em andamento e mais 13 aprovados no edital de 2025. Isso representa um avanço importante na qualificação de pesquisadores da região”, afirmou.
Mark Clark explicou ainda que o seminário é um espaço estratégico. “Esse encontro é uma prática da Rede, realizado semestralmente, para avaliação das atividades e planejamento do que será desenvolvido no próximo quadriênio. A nossa expectativa é ampliar o conceito na Avaliação Quadrienal da Capes, pois esse modelo de doutorado em rede é único no país e tem impacto relevante na formação docente da região norte”, pontuou.
Representando a reitora Guida Aquino, o diretor de pós-graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), Lisandro Juno Soares, destacou o compromisso institucional com os programas em rede. “A Ufac tem se esforçado para estruturar tanto seus programas próprios quanto os consorciados. O Educanorte mostra que é possível, mesmo com limitações orçamentárias, fortalecer a pós-graduação, utilizando estratégias como captação de recursos por emendas parlamentares e parcerias com agências de fomento”, disse.
Lisandro também ressaltou os impactos sociais do programa. “Esses doutores e doutoras retornam às suas comunidades, fortalecem redes de ensino e inspiram novas gerações a seguir na pesquisa. É uma formação que também gera impacto social e econômico.”
A coordenadora regional da Rede Educanorte, professora Ney Cristina Monteiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), lembrou o esforço coletivo na criação do programa e reforçou o protagonismo da região norte. “O PGEDA é hoje o maior programa de pós-graduação da UFPA em número de docentes e discentes. Desde 2020, já formamos mais de 100 doutores. É um orgulho fazer parte dessa rede, que nasceu de uma mobilização conjunta das universidades amazônicas e que precisa ser fortalecida com melhores condições de funcionamento”, afirmou.
Participou também da mesa de abertura o vice-reitor da Ufac, Josimar Batista Ferreira.
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