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O que sabemos sobre o novo líder do Hezbollah, Naim Qassem? | Israel ataca o Líbano Notícias

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O novo secretário-geral do Hezbollah é Naim Qassem, o antigo número dois do falecido Hassan Nasrallah, assassinado por Israel em 27 de Setembro.

O Hezbollah anunciou a nomeação na terça-feira através do seu canal Telegram.

Quem é Naim Qassem?

Qassem tem uma longa história no activismo político xiita e é vice-secretário-geral do Hezbollah desde 1991, quando Abbas al-Musawi era secretário-geral.

Al-Musawi também foi assassinado por Israel.

“Ele esperava tornar-se secretário-geral do Hezbollah quando Musawi foi morto em 1992”, disse à Al Jazeera Nicholas Blanford, membro não-residente do programa para o Médio Oriente do Atlantic Council.

“O Conselho Shura elegeu Nasrallah, que era o prodígio de Musawi.”

Qassem nasceu em Kfar Kila, na província de Nabatieh, uma aldeia no sul do Líbano que sofreu muitos ataques israelenses, especialmente desde outubro passado.

Um dos mentores religiosos de Qassem foi o amplamente respeitado Grande Aiatolá Mohammad Hussein Fadlallah, e o próprio Qassem deu aulas religiosas durante décadas em Beirute.

Qassem sempre esteve com o Hezbollah?

Nem sempre.

Na década de 1970, ele se juntou ao Movimento dos Despossuídos do falecido Imam Musa al-Sadr, que eventualmente se tornou parte do Movimento Amal no Líbano.

Ele deixou Amal e ajudou a fundar o Hezbollah em 1982, tornando-se um dos clérigos fundadores do grupo.

Qual tem sido o seu papel no Hezbollah?

A natureza secreta do Hezbollah significa que apenas algumas das funções de Qassem são de conhecimento público.

A certa altura, supervisionou parte da rede educacional do Hezbollah e também esteve envolvido na supervisão das atividades parlamentares do grupo.

Ele desempenhou um importante papel perante o público no Hezbollah ao longo dos anos e também é membro do Conselho Shura do grupo.

Ele publicou um livro famoso chamado Hizbullah, a história de dentro, em 2005, que foi traduzido para vários idiomas.

O novo líder do grupo libanês Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, fala durante uma manifestação de apoio aos palestinos em Gaza, em 13 de outubro de 2023 (Zohra Bensemra/Reuters)

Um líder novo e diferente

Após o assassinato de Nasrallah, alguns especularam que o Conselho Shura do Hezbollah poderia esperar pelo fim da guerra de Israel no Líbano para eleger um novo líder, mas Qassem foi escolhido no meio de uma guerra que pode moldar o futuro do grupo.

Qassem é um rosto conhecido que deu muitas entrevistas. Ele dirigiu-se aos seguidores do Hezbollah após o assassinato de Nasrallah.

Ele usa um turbante branco, ao contrário de Nasrallah e Safieddine, cujos turbantes pretos sinalizavam descendência do profeta.

Imediatamente após o assassinato de Nasrallah, havia dois candidatos para substituí-lo: Qassem e Hashem Safieddine, que chefiava o conselho executivo.

Safieddine foi alvo de ataques poucos dias depois de Israel ter assassinado Nasrallah, mas a sua morte só foi anunciada durante algumas semanas, alegadamente devido ao facto de os ataques militares israelitas terem impedido o processo de resgate.

Grande parte da liderança militar do Hezbollah foi assassinada por Israel em pouco mais de um mês e os seus aliados políticos internos começaram a estabelecer distância entre eles e o grupo.

“Em última análise, ele é uma das últimas figuras permanentes do quadro de liderança política e religiosa elegível para ser eleito secretário-geral”, disse Blanford. “Não estou nem um pouco surpreso. Foi uma decisão clara.”

“Não creio que isso sinalize uma mudança, pelo menos alguma coisa, Qassem é um sinal de continuidade (para o Hezbollah).”



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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