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O sonho da casa de veraneio vale o custo? – 11/01/2025 – De Grão em Grão
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Michael Viriato
Você já fez as contas reais de ter um imóvel de veraneio? No imaginário de muitos, é o sonho perfeito: uma casa para reunir a família, curtir finais de semana e aproveitar as férias sem preocupações. Mas, na prática, o que deveria ser descanso frequentemente se transforma em uma lista interminável de tarefas e custos. Assim, a casa dos sonhos pode custar um pesadelo para comprar e manter.
Primeiro, vamos falar dos custos escondidos. Muitos consideram que o gasto de um imóvel se resume à compra. Mas isso seria o mesmo que dizer que o custo de um carro é apenas o preço de adquiri-lo. Assim como no automóvel, há manutenção, seguro, impostos, combustível, e o inevitável gasto com consertos.
No caso do imóvel, há IPTU, taxas de condomínio, segurança, manutenção contínua e reformas ocasionais. O telhado que precisa ser consertado, o encanamento que dá problemas, e aquela pintura que já não resiste ao sal da maresia – tudo isso transforma lazer em obrigação. Em vez de relaxar, você passa os fins de semana supervisionando reparos.
Agora, pense no custo do dinheiro. Imóveis são bens de baixa liquidez. O valor investido em uma casa de praia poderia estar aplicado em renda fixa, gerando rendimentos que pagariam o aluguel de propriedades similares, em diferentes locais, sempre que você desejasse.
Imagine investir o valor de um imóvel em títulos referenciados ao CDI, atualmente em alta, ou em uma carteira diversificada de renda fixa que combine prazos, indexadores e emissores distintos. Você não apenas preservaria o capital, mas teria liberdade para escolher seu destino conforme sua vontade – praia, serra ou até mesmo uma viagem internacional.
Recebi recentemente uma mensagem do leitor Gabriel, que compartilhou uma dúvida interessante. Ele vendeu um imóvel na praia e agora quer continuar juntando a família no fim de ano sem perder o vínculo. Sua ideia é investir o valor em títulos do Tesouro IPCA com juros semestrais, utilizando os rendimentos para financiar as férias. Essa é uma excelente alternativa.
Além disso, ele poderia diversificar parte desse capital em títulos privados isentos de imposto de renda e pós-fixados, que hoje oferecem ótimas oportunidades. Uma carteira de renda fixa bem montada não apenas garantiria os encontros familiares, mas também protegeria o patrimônio de oscilações e do impacto da inflação.
Se você utilizar apenas os juros reais para o aluguel vai ter um patrimônio que sempre sobe com a inflação e que pode ser mais interessante que o imóvel de veraneio.
Outro ponto que poucos consideram é a monotonia. Ter um imóvel fixo pode ser encantador no início, mas com o tempo, a obrigação de ir sempre ao mesmo lugar pode cansar. Alugar, por outro lado, traz flexibilidade. Você pode explorar destinos diferentes, experimentar novas experiências e adaptar as viagens às preferências de cada momento. O lazer se torna uma escolha, não uma obrigação.
Alugando em locais diferentes você ainda pode evitar problemas que eventualmente surjam. Por exemplo, você deve ter acompanhado o surto de virose no litoral paulista neste verão, mais especificamente no Guarujá. Se você tivesse uma casa de praia lá, talvez você não quisesse expor sua família ao risco. Além de não usar, você também perderia a melhor época do ano para alugar para um terceiro por causa do evento sanitário. Logo, o custo da casa fica mais elevado.
Muitas vezes, apenas o valor mensal de manutenção de um imóvel de veraneio já seria suficiente para cobrir pelo menos duas diárias mensais em uma casa de qualidade equivalente. Ou seja, você mantém o benefício e a conveniência sem carregar o peso de ser proprietário. O importante é sempre fazer a conta de equivalência entre o imóvel que se pretende comprar e o alugado.
No final das contas, o sonho da casa de veraneio não precisa ser abandonado – apenas repensado. Ter liberdade para aproveitar diferentes locais, sem os custos e responsabilidades que a propriedade traz, pode ser o verdadeiro caminho para o descanso. E quem sabe, assim, o sonho não se transforma em pesadelo.
Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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