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Oscar: na Tijuca, fãs vaiam Oscar e Mikey Madison – 03/03/2025 – Ilustrada

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Oscar: na Tijuca, fãs vaiam Oscar e Mikey Madison - 03/03/2025 - Ilustrada

Igor Soares

Centenas de pessoas lamentaram após Fernanda Torres não levar o Oscar de melhor atriz pela atuação no filme “Ainda Estou Aqui“, de Walter Salles. A premiação ocorreu na noite deste domingo (2) em Los Angeles, nos Estados Unidos.


O público ficou inconsolável com a derrota, vaiando a premiação. O longa também perdeu na categoria de melhor filme, mas fez história ao conquistar o Oscar de melhor filme internacional. É a primeira vez que o Brasil conquista uma estatueta.

Esta é a 97ª edição do Oscar e nenhum brasileiro e a última indicada foi a mãe de Torres, Fernanda Montenegro, que perdeu a estatueta pela atuação no longa Central do Brasil, em 1999. Torres já havia ganhado um Globo de Ouro no início do ano.


O filme se passa no contexto do período da ditadura militar no Brasil e retrata a vida de Eunice Paiva, mulher de Rubens Paiva. Ela dedica 40 anos da vida na busca pela verdade sobre o desaparecimento do marido. A produção é inspirada no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, filho do casal.


Nascida no Jardim Botânico, na zona sul da capital fluminense, a atriz passou boa parte da vida na Tijuca, bairro da zona norte. Na rua Padre Elias Gorayeb ficava o apartamento dos tios paternos, que cuidavam da atriz e de seu irmão, o diretor de cinema Cláudio Torres.


Em entrevista à Folha, ela disse se lembrar de como era sua vida no bairro da zona norte da cidade. “Era um apartamento de três andares no fim da rua, do lado de um rio que marca o limite da ruazinha. A gente brincava na rua, comia no café Palheta, na lanchonete, e ia ver filmes nos cinemas da praça Saenz Peña”, contou a atriz.

Sobre a Tijuca

Antes dos bares, escolas, cinemas e Maracanã, antes mesmo da formação das favelas, a Tijuca era toda uma plantação de café.

“O café chega à Tijuca pelo clima, a água abundante e a disponibilidade de terreno. É um tipo de planta que gosta de relevo alto, e a Tijuca oferecia essas condições. Nobres do império e comerciantes portugueses investem no café usando a mão de obra escravizada”, conta Mário Brum, professor do departamento de história da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).


Na metade do século 19, as árvores da mata atlântica que hoje compõem o maciço da Tijuca já estavam todas cortadas e tinham dado lugar aos cafezais. Um reflorestamento aconteceu a partir de 1850.

“Nessa época, o centro está densamente povoado, abafado e sujeito a epidemias. Uma atmosfera úmida e insalubre. Tijuca e Botafogo se tornam áreas destinadas a uma certa elite da cidade. Famílias abastadas passam a ocupar a Tijuca em palacetes, chácaras, casas com quintal.”


Fábricas ocuparam terrenos da Tijuca na primeira metade do século 20, espalhando pelo bairro vilas operárias e construções sobre os morros, que deram início às favelas. Os morros do Salgueiro, Borel e Turano foram batizados com sobrenomes dos donos das terras da região.


“Herdeiros do Emílio Turano quiseram despejar os moradores nos anos 1950, e eles conseguiram permanecer. O morro passou a se chamar Morro da Liberdade durante um tempo, depois voltou a prevalecer o nome Turano. No Borel, surgiu a União dos Trabalhadores Favelados também por conta de uma resistência.”



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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