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Pai de criança que morreu após ser atropelado no AC diz que motorista foi ‘irresponsável’

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Arthur Freire, de 5 anos, brincava na Rua Santa Catarina, próximo ao Quartel da Polícia Militar, em Cruzeiro do Sul, quando foi atropelado por caminhonete.

Muito abalado, o pai do pequeno Arthur da Silva Freire, de 5 anos, que morreu no final da tarde de quinta-feira (7), após ser atropelado por uma caminhonete, disse que o motorista foi “irresponsável”.

A criança brincava na Rua Santa Catarina, no bairro Floresta, em Cruzeiro do Sul quando foi atropelada. O G1 tentou falar com o motorista da caminhonete, na manhã desta sexta-feira (8), mas ele estava sendo ouvido na delegacia da cidade.

Durante o velório, o vendedor Hamilton Freire, de 24 anos, disse que Arthur era seu filho único e que não sabe como vai viver a partir de agora. Freire pediu Justiça e disse que o motorista do caminhão mentiu ao dizer que seu filho estava no meio da rua

“Eu estou pedindo Justiça num país onde não há. Meu filho estava na frente de casa brincando, vem a pessoa, um irresponsável, dá uma ré num carro cheio de material de trabalho. Como é que ele dá ré e não manda uma pessoa descer e olhar que tem uma criança. A rua não tem saída e é estreita. Meu filho estava sentado no meio-fio”, contou o pai.

O Pelotão de Trânsito do município informou que o veículo esmagou a criança quando o motorista dava ré. O garoto morreu no local, antes de receber ajuda médica. O motorista alegou que não viu a criança no momento do acidente.

Em desespero, o pai lamenta a morte do menino. “Está aí meu filho, o incentivo que eu tinha de trabalhar e ganhar o pão de cada dia. Agora como vai ser? Era meu filho único. Nós estamos hoje aqui para enterrar meu filho, na pior situação. A gente não tem dinheiro nem para enterrar nosso filho, estamos pedindo ajuda de um e de outro”, disse.

O comandante do Pelotão de Trânsito, tenente Antônio Silva de Lima, informou que a polícia levou o motorista para a delegacia. “A família estava um pouco fora de si e a guarnição levou o motorista”, afirmou.

Sobre o motorista ter ido para a delegacia, o pai reclamou. “Covarde. Saiu dizendo que estava com medo de ser linchado, mas tudo mentira dele, que não tem nenhum bandido não, só tem trabalhador e cidadão de bem. É fácil a pessoa sai do canto, mente e acabou”, disse.

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