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Pelo menos 89 pessoas continuam desaparecidas após inundações no leste de Espanha | Espanha

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Reuters in Madrid

Pelo menos 89 pessoas continuam desaparecidas após inundações mortais no leste Espanhaconfirmaram as autoridades judiciais regionais de Valência, já que o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, disse que estava a destinar 10,6 mil milhões de euros (8,9 mil milhões de libras) para ajudar as vítimas.

O número inclui apenas aqueles que foram dados como desaparecidos por familiares que também forneceram informações pessoais e amostras biológicas para permitir a sua identificação, informou o tribunal superior de justiça da região de Valência num comunicado divulgado terça-feira. Acrescentou que poderá haver mais casos de pessoas desaparecidas cujos dados ainda não foram registados.

Mais de 200 pessoas foram confirmadas como mortas depois que fortes chuvas na semana passada causaram o transbordamento de cursos de água, criando inundações repentinas que atingiram os subúrbios ao sul da cidade de Valência, varrendo carros e pontes e inundando propriedades e estacionamentos subterrâneos.

“Ainda há pessoas desaparecidas a serem localizadas, casas e empresas destruídas, soterradas pela lama e muitas pessoas sofrendo grave escassez”, disse Sánchez em entrevista coletiva em Madri na terça-feira. “Temos que continuar trabalhando.”

Pelo menos 217 pessoas morreram em Valência, Castela-La Mancha e Andaluzia, mas apenas 133 foram identificadas até agora.

O tribunal disse que os legistas realizaram 195 autópsias e que 62 corpos ainda aguardavam identificação. A guarda nacional espanhola pediu na terça-feira aos familiares de pessoas desaparecidas que fornecessem amostras de ADN para identificar os corpos.

Um navio de investigação do órgão científico nacional, o Conselho Nacional de Investigação Espanhol (CSIC), chegará a Valência no dia 9 de novembro para ajudar nos esforços de busca, informou o Ministério da Ciência na terça-feira. A embarcação possui tecnologia para obter imagens detalhadas do fundo do mar e explorar áreas de difícil acesso, afirmou. Houve sugestões de que algumas das pessoas desaparecidas poderiam ter sido arrastadas pelos rios e para o mar.

A ajuda incluirá 838 milhões de euros em dinheiro direto para pequenas empresas e trabalhadores independentes afetados pela catástrofe e 5 mil milhões de euros em empréstimos garantidos pelo Estado. O governo nacional financiará 100% dos custos de limpeza incorridos pelos governos locais e metade dos reparos na infraestrutura, disse Sánchez.

Mais de 100 mil carros foram danificados pelas inundações, disse Sonia Luque, coordenadora da REAC, a rede de empresas de assistência rodoviária, enquanto os danos às empresas nas cidades atingidas pelas inundações podem ascender a mais de 10 mil milhões de euros.

Diante das críticas e da raiva pela resposta lenta ao desastre, Sánchez disse que o governo enviou quase 15 mil policiais e militares para ajudar a limpar as áreas afetadas pelas enchentes, juntamente com centenas de funcionários florestais, cientistas forenses, agentes alfandegários e maquinaria pesada para limpar estradas e escombros.

Defendendo a resposta do governo, Sánchez disse que não tinha decretado o estado de emergência, o que teria dado a Madrid o controlo da crise, porque teria sido menos eficiente.

Ele disse que o pessoal estava pronto para ser enviado desde o primeiro minuto, mas exigia a aprovação do governo regional dirigido pelo conservador Partido Popular.

O líder regional de Valência, Carlos Mazón, disse na segunda-feira que o atraso no alerta às pessoas foi causado pela Confederação Hidrográfica de Júcar (CHJ), que mede o fluxo de rios e ravinas do estado, cancelando três vezes um alerta planejado.

O CHJ respondeu que não emite alertas de risco de inundação, que são da responsabilidade dos governos regionais de Espanha.



Leia Mais: The Guardian

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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