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pena de prisão para pais de adolescente responsável por massacre escolar em 2023
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A Sérvia ficou profundamente chocada quando, em 3 de maio de 2023, um rapaz de 13 anos entrou na sua escola em Belgrado, armado com uma pistola que tinha tomado ao pai, para matar a tiro nove estudantes e um agente de segurança.
Segunda-feira, 30 de dezembro, os tribunais condenaram os pais do agressor à prisão. “O acusado (o pai) Vladimir Kecmanovic, é condenado a uma pena única de prisão de catorze anos e seis meses por ter cometido os seguintes crimes: grave perigo para a segurança pública e negligência e abuso de menor. O acusado (a mãe)Miljana Kecmanovic, é condenada a três anos de prisão por negligência e abuso infantil »anunciou o Supremo Tribunal de Justiça de Belgrado.
O tribunal também condenou Nemanja Marinkovic, o instrutor do campo de tiro onde, segundo a acusação, Vladimir Kecmanovic levou o filho para praticar tiro ao alvo, a um ano e três meses de prisão. Este veredicto proferido em primeira instância foi tornado público após um julgamento, que durou onze meses, à porta fechada por decisão do tribunal.
A idade do autor do assassinato no momento dos acontecimentos torna-o criminalmente irresponsável aos olhos da lei sérvia. Ele foi internado em uma instituição psiquiátrica e ouvido como testemunha no julgamento de seus pais.
Acusação e defesa vão recorrer
O procurador-geral, Nenad Stefanovic, que se declarou globalmente satisfeito com o veredicto proferido na segunda-feira, anunciou no entanto que iria recorrer. “Provamos a culpa dos pais e que a negligência flagrante com a criança e o armazenamento inadequado de armas causaram esta tragédia sem precedentes”anunciou a promotoria. Mas pretende pedir penas mais duras ao pai e ao instrutor de tiro, e vai recorrer do indeferimento de parte do indiciamento contra a mãe.
A acusação solicitou uma pena de prisão de doze anos contra Vladimir Kecmanovic por “grave ofensa à segurança pública” e três anos pelo crime de “negligência e abuso de menores”.
Para a mãe do agressor, o promotor havia solicitado a pena de dois anos e meio de prisão por “produção, posse e porte não autorizado de armas”e três anos para “negligência e abuso de menores”. A sua mãe, que foi indiciada depois de o seu ADN ter sido encontrado numa das balas, foi contudo absolvida da acusação relativa ao crime de “produção, posse, porte e tráfico não autorizado de armas”.
Os advogados dos pais do agressor também anunciaram que apelariam da sentença, assim como o advogado do instrutor condenado.
A mãe continua foragida
O representante legal das famílias das crianças mortas, Ognjen Bozovic, disse que do ponto de vista jurídico estão satisfeitos com o veredicto, mas não há punição que lhes possa trazer sentido de justiça porque o agressor não foi condenado. Muito emocionados, os familiares dos estudantes assassinados estavam presentes quando o veredicto foi pronunciado. Um grupo de estudantes depositou flores em frente ao tribunal e guardou dez minutos de silêncio para homenagear a memória das vítimas.
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A mãe de uma das crianças mortas na escola, Ninela Radicevic, disse que esperava um veredicto mais duro e quer responsabilização pelo tiroteio na escola. Os pais das jovens vítimas abriram outras cinco ações civis contra a família Kecmanovic.
Embora o julgamento tenha ocorrido num tribunal regular, o depoimento do agressor foi ouvido numa sala de tribunal de alta segurança, normalmente reservada para casos que envolvem crime organizado e crimes de guerra. Após o veredicto, o tribunal ordenou que o pai do autor do assassinato fosse devolvido à detenção, mas que a mãe permanecesse em liberdade até que o caso fosse finalmente julgado.
Esta tragédia provocou manifestações antigovernamentais que reuniram dezenas de milhares de pessoas exigindo a demissão de alguns funcionários e o fim da glorificação da violência e da cultura mafiosa nos meios de comunicação social. Apesar da elevada taxa de posse de armas, os tiroteios em massa são raros na Sérvia.
O mundo com AFP
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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