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PM é acusado de agredir homem a chutes e socos em abordagem no AC: ‘tratado como bandido’
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7 anos atrásem
O autônomo Saulo Chaves afirma ter sido foi agredido a chutes e socos por um policial, além de ser algemado na noite desta quinta-feira (12). A situação ocorreu durante uma abordagem no bairro Adalberto Sena, em Rio Branco, e o autônomo foi levado para a Delegacia de Flagrantes (Defla). Ele fraturou o nariz, teve um dente quebrado e escoriações na cabeça.
O G1 tentou ouvir a Corregedoria da Polícia Militar do Acre (PM-AC), mas o corregedor preferiu se posicionar por meio de nota. A assessoria informou que o caso chegou ao conhecimento da Corregedoria e um procedimento será aberto para apurar os fatos.
A confusão começou quando Chaves parou o carro antes de passar em uma blitz montada na Rodovia AC-10. Como o documento do veículo estava atrasado, Chaves diz que ligou para um sobrinho buscá-lo de motocicleta para que o carro não fosse apreendido.
O carro, conforme ele, ficou no local e os dois seguiram de moto por outra rua. Mais a frente, uma equipe da polícia abordou tio e sobrinho e, segundo Chaves, começaram os desentendimentos.
Moto com restrição de roubo
O autônomo explica que teve a moto dele furtada em fevereiro deste ano, mas foi devolvida após alguns dias. Porém, como ele não foi ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) retirar ocorrência de furto da placa do veículo, a restrição de roubo continuava constando no sistema.
“A moto está no meu nome, pela moto estar no meu nome, automaticamente a delegacia liberou a moto e disse que eu procurasse o Detran, mas não tive tempo de procurar o Detran ainda. Então, questão judiciária, penal, a moto não tem, a não ser questão administrativa em relação ao Detran”, esclarece.
Agressões e equívoco
Chaves diz que tentou desfazer o equívoco e explicar a situação aos policiais, mas não teve chance de se defender.
“Pediram a documentação, nos escoraram na parede, disseram para não olhar pra trás. Tirei o documento pra explicar que essa moto havia sido furtada entre os dias 16 para 17 (fevereiro), e automaticamente não me ouviu, não ouviu meu álibi, só olhou pra placa da moto, pediu auxílio ao Detran”, relembrou.
Mesmo explicando que a moto era dele, Chaves contou que foi agredido a socos e chutes e algemado pelos militares. O sobrinho não sofreu agressões físicas, mas também foi algemado e levado para a delegacia.
“Não tinha como reagir. Nem com palavras, nem com gestos, só tirei a mão da cabeça e disse que ia tirar o documento para esclarecer o equívoco que estava acontecendo, porque a moto de fato foi furtada, mas não por mim, estou sendo pela segunda vez a vítima”, lamentou.
Além das agressões, o autônomo explicou que os militares revistaram o carro dele, e insinuaram que havia droga escondida no veículo. Segundo ele, o que havia no carro era um pacote de guaraná em pó que tinha ganhado.
“Fomos algemados e levados à delegacia, onde ficamos por duas horas e meia mais ou menos. Fomos ouvidos pelo delegado, viram que tinha o boletim de ocorrência na data que falei, apurado o caso lá, e realmente viram que tinha um certo equívoco, tanto que a moto foi liberada, inclusive, estou circulando com ela”, frisou.
Em busca de justiça
Com o rosto machucado e sangrando, Chaves diz que foi orientado na delegacia e lavar o sangue, mas ele se recusou. Nesta sexta-feira (12), ele registrou um boletim de ocorrência pela agressão na Delegacia da 5ª Regional e também procurou a corregedoria da PM-AC para denunciar o caso.
“Quero que os Direitos Humanos me acompanhe nisso, porque, enquanto cidadão, que trabalho, sou autônomo, mas também tenho minha conduta ilibada, não tenho passagem em polícia, quero que seja apurado ao rigor da lei”, pede.
Abalado, Chaves chamou a abordagem da PM-AC de truculenta e deseja que o Ministério Público do Acre (MP-AC) também apure os fatos.
“Foi demais pra mim, a questão emocional está abatida porque você briga por justiça, vê injustiça. Eu como pagador de imposto, sou tratado como bandido na cidade em que nasci. Quero que ele seja responsabilizado e isso sirva de lição para outros que querem fazer essa atividade”, concluiu.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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