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PM é acusado de agredir homem a chutes e socos em abordagem no AC: ‘tratado como bandido’

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O autônomo Saulo Chaves afirma ter sido foi agredido a chutes e socos por um policial, além de ser algemado na noite desta quinta-feira (12). A situação ocorreu durante uma abordagem no bairro Adalberto Sena, em Rio Branco, e o autônomo foi levado para a Delegacia de Flagrantes (Defla). Ele fraturou o nariz, teve um dente quebrado e escoriações na cabeça.

O G1 tentou ouvir a Corregedoria da Polícia Militar do Acre (PM-AC), mas o corregedor preferiu se posicionar por meio de nota. A assessoria informou que o caso chegou ao conhecimento da Corregedoria e um procedimento será aberto para apurar os fatos.

A confusão começou quando Chaves parou o carro antes de passar em uma blitz montada na Rodovia AC-10. Como o documento do veículo estava atrasado, Chaves diz que ligou para um sobrinho buscá-lo de motocicleta para que o carro não fosse apreendido.

O carro, conforme ele, ficou no local e os dois seguiram de moto por outra rua. Mais a frente, uma equipe da polícia abordou tio e sobrinho e, segundo Chaves, começaram os desentendimentos.

Moto com restrição de roubo

O autônomo explica que teve a moto dele furtada em fevereiro deste ano, mas foi devolvida após alguns dias. Porém, como ele não foi ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) retirar ocorrência de furto da placa do veículo, a restrição de roubo continuava constando no sistema.

“A moto está no meu nome, pela moto estar no meu nome, automaticamente a delegacia liberou a moto e disse que eu procurasse o Detran, mas não tive tempo de procurar o Detran ainda. Então, questão judiciária, penal, a moto não tem, a não ser questão administrativa em relação ao Detran”, esclarece.

Agressões e equívoco

Chaves diz que tentou desfazer o equívoco e explicar a situação aos policiais, mas não teve chance de se defender.

“Pediram a documentação, nos escoraram na parede, disseram para não olhar pra trás. Tirei o documento pra explicar que essa moto havia sido furtada entre os dias 16 para 17 (fevereiro), e automaticamente não me ouviu, não ouviu meu álibi, só olhou pra placa da moto, pediu auxílio ao Detran”, relembrou.

Mesmo explicando que a moto era dele, Chaves contou que foi agredido a socos e chutes e algemado pelos militares. O sobrinho não sofreu agressões físicas, mas também foi algemado e levado para a delegacia.

“Não tinha como reagir. Nem com palavras, nem com gestos, só tirei a mão da cabeça e disse que ia tirar o documento para esclarecer o equívoco que estava acontecendo, porque a moto de fato foi furtada, mas não por mim, estou sendo pela segunda vez a vítima”, lamentou.

Além das agressões, o autônomo explicou que os militares revistaram o carro dele, e insinuaram que havia droga escondida no veículo. Segundo ele, o que havia no carro era um pacote de guaraná em pó que tinha ganhado.

“Fomos algemados e levados à delegacia, onde ficamos por duas horas e meia mais ou menos. Fomos ouvidos pelo delegado, viram que tinha o boletim de ocorrência na data que falei, apurado o caso lá, e realmente viram que tinha um certo equívoco, tanto que a moto foi liberada, inclusive, estou circulando com ela”, frisou.

Em busca de justiça

Com o rosto machucado e sangrando, Chaves diz que foi orientado na delegacia e lavar o sangue, mas ele se recusou. Nesta sexta-feira (12), ele registrou um boletim de ocorrência pela agressão na Delegacia da 5ª Regional e também procurou a corregedoria da PM-AC para denunciar o caso.

“Quero que os Direitos Humanos me acompanhe nisso, porque, enquanto cidadão, que trabalho, sou autônomo, mas também tenho minha conduta ilibada, não tenho passagem em polícia, quero que seja apurado ao rigor da lei”, pede.

Abalado, Chaves chamou a abordagem da PM-AC de truculenta e deseja que o Ministério Público do Acre (MP-AC) também apure os fatos.

“Foi demais pra mim, a questão emocional está abatida porque você briga por justiça, vê injustiça. Eu como pagador de imposto, sou tratado como bandido na cidade em que nasci. Quero que ele seja responsabilizado e isso sirva de lição para outros que querem fazer essa atividade”, concluiu.

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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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