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Polícia aguarda filho que matou pai com tiro acidental se apresentar em delegacia do AC

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O delegado Martin Hessel, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), aguarda que o homem que matou o próprio pai, de 54 anos, com um tiro de espingarda disparado de forma acidental, se apresente até o final desta semana. Segundo Hessel, o inquérito civil por homicídio foi instaurado e as oitivas devem iniciar na terça-feira (9).

O homicídio ocorreu na noite deste sábado (6), no quilômetro 6 da Estrada de Porto Acre, zona rural de Rio Branco. Familiares da vítima estiveram no Instituto Médico Legal (IML), no domingo (7), para aguardar a liberação do corpo, mas preferiram não comentar sobre o caso.

“Ele [filho] ficou de se apresentar na delegacia, segundo a família, mas até o momento não veio. Uma equipe da DHPP chegou a ir ao local do crime e fez alguns levantamentos já. Vamos ouvir as pessoas que estavam no local e finalizar com ele. Além disso, verificar a situação da arma, pedir a comparação balística e, a partir desses resultados, encerrar o inquérito”, disse o delegado.

Hessel afirmou que, caso o filho não se apresente, ele deve fazer o pedido de prisão, se ficar confirmado, a partir dos depoimentos, a participação dele do homicídio.

“A gente vai deixar o espaço para ele se apresentar e fazer os esclarecimentos dele, porque, até o momento, a gente entende que foi um erro da pessoa e que a intenção dele não era matar o pai. Caso ele não se apresente e não tenha nenhum motivo para não se apresentar, a gente vai proceder a tramitação normal, que é fazer o pedido de prisão. Mas, isso é o último caso”, concluiu.

Morte acidental

O comandante da patrulha do 5º Batalhão da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, tenente Moisés Nascimento, contou que o filho da vítima teria atirado acidentalmente após confundir o pai com um homem que o teria ameaçado momentos antes em um evento.

“A informação preliminar é de que trata-se de um homicídio, em que o autor teria participado antes de uma vaquejada e aí foi ameaçado por um terceiro e foi para casa. Chegando em casa, um tempo depois disso, o pai dele foi até o local e ele, temendo essa ameaça, confundiu o pai com um dos autores da ameaça, e, infelizmente, efetuou o disparo e a vítima veio a falecer”, contou Nascimento.

Ainda segundo o tenente, quando a polícia chegou no local, o filho que disparou contra o pai não foi localizado e nem a arma utilizada no crime.

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