POLÍTICA
Povo de hoje não é dos anos 80 e gosta de ser empr…
PUBLICADO
1 ano atrásem
Gustavo Maia
O presidente Lula propôs uma reflexão aos seus ministros sobre uma “nova característica” do povo brasileiro na fala que deu início à reunião do primeiro escalão do seu governo, na manhã desta segunda-feira.
“É importante que cada um de vocês reflita, porque depois eu vou chamar individualmente muita gente pra conversar, que nós somos um grupo de pessoas de formação política diferenciada, de berço diferente, mas na verdade nós temos uma coisa em comum, que é uma causa de recuperar esse país, fazer esse país crescer, se desenvolver, e com esse crescimento e esse desenvolvimento nós queremos melhorar a vida do povo dentro de casa, a educação do povo na escola, a possibilidade de trabalho desse povo”, declarou o petista.
Na sequência, ele ressaltou a importância de todos compreenderem que “o povo que nós estamos trabalhando hoje não é o povo dos anos 80” — quando o próprio Lula, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema (SP), fundou o Partido dos Trabalhadores.
“Não é o povo que queria apenas ter o emprego numa fábrica com carteira profissional assinada, é um povo que está virando empreendedor, e ele gosta de ser empreendedor. E nós precisamos aprender a trabalhar com essa nova característica, com essa nova formação do povo brasileiro”, comentou o presidente aos ministros.
“E é por isso que nós temos que ser muito exigidos. E eu jamais reclamarei pelo fato de o povo nos cobrar. Eu reclamarei se a gente não tiver capacidade de entregar tudo aquilo que nós nos comprometemos”, complementou.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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