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Preços cobrados em supermercados antes e depois da pandemia são analisados pelo MPAC
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6 anos atrásem
Entre os diversos problemas provocados pela pandemia da Covid-19, com a proliferação do novo coronavírus em todos os continentes, o Acre é um dos estados da Região Norte do Brasil que mais tem sofrido com o aumento significativo no preço de produtos alimentícios. Consumidores locais tem chamado constantemente a atenção do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AC) para preços abusivos, principalmente nos supermercados.
O Procon garante que já vem, há cerca de três semanas, em parceria com a Promotoria de Defesa do Consumidor, fazendo um trabalho de fiscalização na tentativa de identificar aumentos abusivos no preço dos alimentos. “Começamos essa fiscalização maciça em todas as redes de supermercados, atacadistas, pequenos mercados, grandes distribuidoras, granjas e laticínios. Todos esses estabelecimentos foram notificados”, diz o diretor-presidente do órgão, Diego Rodrigues.
O Instituto exigiu desses estabelecimentos visitados uma planilha de custos que deveria constar os preços praticados em todos os produtos três meses antes da pandemia do coronavírus e os custos e preços praticados após a pandemia. “A ideia é identificar dentro dessa cadeia comercial onde possa estar havendo abusividade, aumento excessivo de preços. É um trabalho técnico, minucioso”, explica Rodrigues.
Segundo a direção do Procon/AC, as planilhas entregues pelos estabelecimentos notificados foram encaminhados para a Promotoria responsável do Ministério Público Estadual. “A Promotoria já está trabalhando com um núcleo técnico para levantar dados e fazer o cálculo dessas planilhas para ver onde possa estar havendo lucro excessivo”, salienta.
De acordo com o diretor, um dos fatores que podem ter acarretado possíveis aumentos abusivos é pela Região Norte sofrer mais com o efeito da pandemia na cadeia comercial nacional. “Começa lá fora, com as grandes produções, os fabricantes, que podem estar aumentando o preço dos produtos, principalmente paro o Norte, por conta da questão logística que a gente acaba prejudicado e pagando mais caro. Todas essas hipóteses estão sendo trabalhadas”, diz Diego.

Com os dados analisados pela Promotoria, o Procon/AC garante dar um retorno com ações ou sanções. “Pedimos que a população compreenda que esse trabalho vai além do Procon e do Ministério Público. É uma cadeia nacional. O governo federal deveria ter ações em manter o controle de preços praticados, junto ao Ministério da Economia, da Agricultura, a Fazenda Nacional, para ter controle de estocagem de grandes produções de grãos, para que agente possa ter um domínio, começando lá de cima”, explica.
Para o diretor Diego Rodrigues, se as mudanças não ocorrem da esfera federal para estadual, “não temos um resultado efetivo na ponta, e quem sofre é o consumidor”. Para ele, o momento é de perícia e técnica para identificar onde está problema. “Havendo problema, vamos autuar e aplicar sanções, com multas com base no faturamento anual dessas empresas”, finaliza.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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