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Produção realiza cadastro para atores e figuração do filme ‘Geni e Zeppelin’, que terá Cruzeiro do Sul como cenário

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Eliel Mesquita

Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, foi o cenário escolhido para a produção do filme “Geni e Zeppelin”, que tem a direção da cineasta Anna Muylaert. A produção iniciou o cadastro de atores e figurantes locais na sexta-feira, 4, e seguiu nesta quarta-feira, 9, no Salão Cultural Professora Cordélia Lima, um espaço administrado pelo governo do Estado, por meio da Fundação Elias Mansur (FEM).

Até o momento, cerca de 300 pessoas foram relacionadas. A meta é que cerca de 800 cruzeirenses participem das gravações. “Queremos muito que a história tenha a ‘cara’ de Cruzeiro do Sul e, portanto, da Amazônia. Por isso, abrimos espaço para um expressivo número de pessoas participarem da obra, pois se trata de uma história longa, e sabemos que aqui há descendência de indígenas, nordestinos e árabes, formando uma diversidade cultural, que será muito bonita ver na tela”, destacou o cineasta Sérgio de Carvalho.

Até o momento, cerca de 300 pessoas foram cadastradas. Foto: Diego Silva/Secom

O filme é uma adaptação da música de Chico Buarque, de mesmo título, que retrata um comandante que invade uma cidade, no caso Cruzeiro do Sul, e se apaixona pela Geni, idealizada pela direção da obra como uma mulher amazônica.

A diretora Muylaert, conhecida por obras como “Que Horas Ela Volta?”, escolheu a Amazônia como cenário principal para o longa e, ao conhecer Sérgio de Carvalho, diretor do aclamado filme acreano Noites Alienígenas, decidiu que o Acre seria o local ideal para a realização do projeto. As filmagens serão realizadas entre maio e junho, explorando as belezas naturais e a cultura da segunda maior cidade do Acre.

“O governo acreano está aberto ao diálogo com os realizadores para verificar as melhores possibilidades de apoio. Espaços públicos e governamentais já foram amplamente liberados para uso, de acordo com a agenda e as necessidades da equipe”, afirmou o presidente da FEM, Minoro Kinpara.

Antes, equipe esteve na capital, Rio Branco, buscando parceria com o governo do Acre. Foto: Diego Gurgel/Secom

O filme contará com grandes nomes do cinema nacional no elenco, mas também pretende valorizar talentos locais. A etapa de seletivas no estado promove a integração da comunidade com o projeto cinematográfico.

Legado econômico e cultural

A produção, liderada pela Migdal Filmes — responsável por sucessos como “Minha Mãe é uma Peça” e “Nosso Lar” — promete trazer visibilidade ao Acre e uma significativa injeção na economia local. A expectativa é que hotéis, restaurantes e outros serviços sejam diretamente beneficiados, além da geração de emprego temporário para equipes de apoio e profissionais técnicos.

Além de aquecer a economia, longa vai divulgar a cultura cruzeirense para o Brasil e o mundo. Foto: cedida

“Uma produção cinematográfica, quando chega a uma cidade, traz um aporte financeiro muito expressivo. Estamos falando de milhões que serão investidos em Cruzeiro do Sul, movimentando diversos serviços e aquecendo a economia criativa. Para o sucesso dessa iniciativa, temos o apoio do governo do Estado, que foi muito sensível à proposta, compreendendo a relevância do projeto para a sociedade local, pois, além da injeção na economia, vamos divulgar o Acre para todo Brasil e o mundo”, enfatizou Sérgio de Carvalho.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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