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Putin pode muito bem conseguir o que quer na Ucrânia | Guerra da Rússia-Ucrânia
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11 meses atrásem
Após o longo telefonema entre o presidente russo Vladimir Putin e o presidente dos EUA, Donald Trump, que se seguiu após as conversas americanas-ucranianas em Jeddah na semana passada, a guerra na Ucrânia parece estar entrando em seus estágios finais.
Moscou e Kiev parecem concordar com a busca de Trump por um acordo de paz, embora os detalhes de suas posições sobre os detalhes permaneçam nebulosos.
Kyiv concordou com a proposta de Washington para um cessar-fogo incondicional de 30 dias, seguido de negociações de paz. Congele o conflito antes de iniciar as negociações de paz não era o que a Ucrânia queria, mas a perspectiva de perder mais território, infraestrutura, vidas humanas e, muito provável – o apoio americano, o trouxe a bordo.
A Rússia, por sua vez, concordou em suspender ataques de mísseis à infraestrutura de energia ucraniana por 30 dias, enquanto continuava discussões para um cessar-fogo completo. Anteriormente, Moscou expressou preocupação não apenas com a logística de implementar o cessar -fogo e garante para evitar violações, mas também sobre o que vem depois.
A cautela se deve ao fato de a Rússia ter uma vantagem no campo de batalha, que não está muito interessado em perder antes que a estrutura de um assentamento seja estabelecida em pedra. De qualquer forma, as autoridades russas pareciam muito otimistas sobre as perspectivas de acordo após o chamado de Trump-Putin.
Se as negociações de cessar-fogo avançarem, a questão que surge é se Putin provavelmente conseguirá tudo o que queria em fevereiro de 2022, quando lançou a brutal invasão total da Ucrânia.
A estrutura aproximada de um assentamento de paz realisticamente atingível já é claro para todos os lados. Moscou afirmou repetidamente que o acordo de paz é seguir o esboço dos acordos de Istambul que foram desenvolvidos pelas delegações russas e ucranianas na primavera de 2022, mas acabaram sendo abandonadas pela Ucrânia sob pressão britânica e americana.
Esses acordos previam a neutralidade militar da Ucrânia, um limite no tamanho de seu exército e medidas para proteger os falantes russos que vivem na Ucrânia.
Após três anos de guerra, Moscou agora quer que Kiev reconheça a perda de quatro regiões ucranianas – Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia – que a Rússia proclamou formalmente seu território, embora ainda não tenha ocupado nenhum deles. É possível, no entanto, que o Kremlin se afaste de sua demanda maximalista de que a Ucrânia se retire das partes desocupadas dessas regiões.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, sinalizaram que as negociações territoriais incluirão o destino da usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente ocupada pela Rússia e está bem perto da linha de frente. Se a Rússia se tornar parte dessa conversa, isso significa que não está mais reivindicando o norte desocupado de Zaporizhia e – por extensão – o território desocupado das outras três regiões.
As discussões sobre a usina nuclear são um bom sinal, porque indicam uma mudança para concessões realisticamente atingíveis que o oeste e a Ucrânia pode extrair da Rússia, em oposição às demandas totalmente irrealistas de botas da OTAN no solo do disfarce de “manutenção da paz”, que o Reino Unido e a França estão em busca.
A chave para entender a lógica de Putin é aceitar que ele não está lutando pelo território. Ele vê a invasão total, que agora resultou na ocupação de um quinto do território ucraniano, pois uma punição para a Ucrânia inviabilizando os acordos de Minsk em 2015-2016, que imaginaram as duas regiões separatistas, Donetsk e Luhansk, permanecendo sob controle formal ucraniano. A anexação da Rússia dessas duas regiões, ao lado de Kherson e Zaporizhia, foi a punição por a Ucrânia se afastar dos acordos de Istambul.
Embora a usina nuclear possa ser trocada viável por algum outro território ou-mais provável-concessões políticas relacionadas aos direitos dos falantes russos e à Igreja Ortodoxa Ucraniana afiliada a Moscou, o que não é desconegável para os países da OTAN é que qualquer retenção de segurança ou influência da segurança ucraniana.
Enraizado na decisão do oeste Nos anos 90, para enfrentar, em vez de integrar a recém-emergida Rússia democrática, esse conflito é realmente sobre desenhar uma linha vermelha grossa além da qual o Ocidente liderado pelos americanos não vai se expandir-pelo menos até o momento em que a conversa sobre a integração para o oeste da Rússia se tornará possível novamente.
Por enquanto, porém, Putin insistirá não apenas na neutralidade da Ucrânia, mas também na remoção do que ele descreve como “infraestrutura da OTAN”, que inclui treinamento militar e instalações logísticas, bem como Estações de audição da CIA ao longo da fronteira russa.
Ele também provavelmente exigirá a des-ocidentalização das estruturas de segurança ucranianas fortemente afiliadas à CIA e ao MI6, como a Diretoria Principal de Inteligência (HUR) e algumas diretorias do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU).
Fundamentalmente, ele insistirá em Kiev e a OTAN renegando a promessa da cúpula da OTAN Bucareste de 2008 de que a Ucrânia se tornaria um membro da Aliança. Esse compromisso, imposto aos aliados europeus pelo presidente dos EUA, George W Bush, desencadeou mudanças tectônicas na política externa russa, levando a conflitos com a Geórgia e posteriormente na Ucrânia.
A julgar pelos sinais que emanam do governo de Trump, todos esses objetivos são atingíveis junto com o levantamento de sanções contra a Rússia – pelo menos pelos próprios EUA. O Kremlin, por sua vez, sinalizou que poderia concordar que os US $ 300 bilhões em ativos russos congelados no Ocidente poderiam ser usados para a reconstrução pós-guerra na Ucrânia. Ele vê esse dinheiro como já perdido e talvez considere que um gesto benevolente como esse poderia ajudá -lo a começar a consertar as relações com o vizinho agora muito hostil.
Se ele conseguir tudo isso, Putin verá sua decisão de se tornar um criminoso de guerra, lançando a agressão brutal contra o vizinho mais próximo da Rússia em termos sociais, étnicos, culturais e econômicos, conforme justificado.
Além de garantir a neutralidade da Ucrânia e empurrar a OTAN ainda mais das fronteiras russas, Putin também parece obrigado a cumprir outro objetivo: a restauração do status de superpotência da Rússia aos olhos de todo o mundo.
Para os líderes ocidentais, o fracasso em controlar na Rússia levará a uma realização tardia: que uma grande potência nuclear, capaz de destruir a humanidade, não pode ser derrotada militarmente. Eles podem então considerar o fato de que Moscou poderia ser influenciado de maneira muito eficaz pelo poder suave – algo que o Ocidente empunhava com muito maior sucesso durante a Guerra Fria.
A Rússia permanecerá cultural e economicamente dependente da Europa, como sempre foi. Isso continuará se considerando parte da comunidade européia, não importa o que a própria comunidade pense sobre a Rússia. Isso cria oportunidades mais estratégicas para o Ocidente diminuir as ameaças que emanam de Moscou do que se envolver no que as autoridades ocidentais estão agora chamando de “guerra por procuração” na Ucrânia.
As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente a postura editorial da Al Jazeera.
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Atlética do Curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
10 de fevereiro de 2026NOME DA ATLÉTICA
A. A. A. DE ENGENHARIA CIVIL – DEVASTADORA
Data de fundação: 04 de novembro de 2014
MEMBROS DA GESTÃO ATUAL
Anderson Campos Lins
Presidente
Beatriz Rocha Evangelista
Vice-Presidente
Kamila Luany Araújo Caldera
Secretária
Nicolas Maia Assad Félix
Vice-Secretário
Déborah Chaves
Tesoureira
Jayane Vitória Furtado da Silva
Vice-Tesoureira
Mateus Souza dos Santos
Diretor de Patrimônio
Kawane Ferreira de Menezes
Vice-Diretora de Patrimônio
Ney Max Gomes Dantas
Diretor de Marketing
Ana Clésia Almeida Borges
Diretora de Marketing
Layana da Silva Dantas
Vice-Diretora de Marketing
Lucas Assis de Souza
Vice-Diretor de Marketing
Sara Emily Mesquita de Oliveira
Diretora de Esportes
Davi Silva Abejdid
Vice-Diretor de Esportes
Dâmares Peres Carneiro
Estagiária da Diretoria de Esportes
Marco Antonio dos Santos Silva
Diretor de Eventos
Cauã Pontes Mendonça
Vice-Diretor de Eventos
Kaemily de Freitas Ferreira
Diretora de Cheerleaders
Cristiele Rafaella Moura Figueiredo
Vice-Diretora Chreerleaders
Bruno Hadad Melo Dinelly
Diretor de Bateria
Maria Clara Mendonça Staff
Vice-Diretora de Bateria
CONTATO
Instagram: @devastadoraufac / @cheers.devasta
Twitter: @DevastadoraUfac
E-mail: devastaufac@gmail.com
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SOBRE A EMPRESA
Nome: Engenhare Júnior
Data de fundação: 08 de abril de 2022
Fundadores: Jefferson Morais de Oliveira, Gerline Lima do Nascimento e Lucas Gomes Ferreira
MEMBROS DA GESTÃO ATUAL
Nicole Costeira de Goés Lima
Diretora-Presidente
Déborah Chaves
Vice-Presidente
Carlos Emanoel Alcides do Nascimento
Diretor Administrativo-Financeiro
CONTATO
Telefone: (68) 9 9205-2270
E-mail: engenharejr@gmail.com
Instagram: @engenharejr
Endereço: Universidade Federal do Acre, Bloco Omar Sabino de Paula (Bloco do Curso de Engenharia Civil) – térreo, localizado na Rodovia BR 364, km 4 – Distrito Industrial – CEP: 69.920-900 – Rio Branco – Acre.
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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
6 de fevereiro de 2026A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.
Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”
Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.
Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.
A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.
Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.
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