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Quem sucederá Mahamat? – DW – 18/12/2024

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Os candidatos nos próximos eleição para União Africana Os presidentes da Comissão (AUC) são Raila Odinga de QuêniaMahmoud Ali Youssouf de Djibuti e Richard Randriamandrato de Madagáscar.

No dia 13 de Dezembro, os três discutiram as suas visões para o continente num primeiro debate eleitoral transmitido a partir da sede da UA em Adis Abeba, Etiópia.

Todos eles abordaram as questões da segurança em África, da integração económica do continente e das reformas da UA.

Raila Odinga em frente a um edifício com o emblema oficial da África do Sul
Raila Odinga retratada na África do Sul durante a posse do presidente Cyril Ramaphosa em junho de 2024Imagem: PHILL MAGAKOE/AFP

Raila Odinga quer dois assentos permanentes na ONU para África

O líder da oposição queniana e antigo primeiro-ministro comprometeu-se a trabalhar com os líderes africanos para garantir dois assentos permanentes para o continente no Conselho de Segurança da ONU.

Odinga argumenta que a representação africana, completa com poderes de veto, está muito atrasada e é crítica para a justiça no cenário global.

“Se os chefes de estado acharem adequado que eu chefie (a AUC), trabalharei com todos os líderes do continente para garantir que recebamos um tratamento justo na cena internacional”, disse ele durante o Debate Mjadala Afrika da UA. .

Odinga atribuiu a sub-representação de África ao momento da formação do Conselho de Segurança da ONU, quando grande parte do continente estava sob domínio colonial. É inaceitável que o continente de 1,4 mil milhões de pessoas seja excluído enquanto a Europa detém três assentos permanentes, disse ele.

Ele também prometeu dar prioridade à educação, à saúde, ao desenvolvimento de infra-estruturas e ao comércio intra-africano. África, acrescentou, deve financiar a sua própria paz e acabar com a sua dependência de potências estrangeiras.

“O que resta é acção, e o que quero prometer ao povo africano é que liderarei desde a frente para garantir que alcançamos as visões dos pais fundadores do nosso continente”, disse Odinga.

Mahmoud Ali Youssouf
Mahmoud Ali Youssouf retratado na Assembleia Geral da ONU em 2017, quando era ministro das Relações Exteriores do DjibutiImagem: BRYAN R. SMITH/AFP/Getty Images

Mahmoud Ali Youssouf quer uma África unificada responsável pela paz

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Djibuti comprometeu-se a reforçar a segurança regional e a promover a unidade através das divisões linguísticas e culturais em África.

Mahmoud Ali Youssouf argumenta que os africanos devem assumir o controlo da agenda de paz e segurança em África porque o apoio estrangeiro tem impedido o progresso sustentável.

“Temos de ser francos e francos. Tomamos decisões ao nível do Conselho de Paz e Segurança (da UA), mas estas resoluções não são implementadas”, disse Youssouf no debate.

A falta de vontade política é um grande obstáculo para alcançar uma paz duradoura, acrescentou. “O nosso Conselho de Paz e Segurança não é pró-activo. Reage às crises quando elas ocorrem e acontecem. Isto tem de mudar.”

As forças de reserva de África são subutilizadas e, por falta de recursos, forçadas a confiar na União Europeia e outros parceiros estrangeiros. A ONU financia a Missão da UA na Somália desde 2007, acrescentou.

Richard Randriamandrato ao lado de uma imagem da Rainha Elizabeth II da Grã-Bretanha
Richard Randriamandrato retratado em Londres em 2022, quando era ministro das Relações Exteriores de MadagascarImagem: JONATHAN HORDLE/AFP

Richard Randriamandrato quer desbloquear o potencial económico de África

A única vez que o Ministro dos Negócios Estrangeiros malgaxe se comprometeu a tomar medidas graduais em direcção à liberalização total do comércio para garantir um crescimento económico inclusivo.

Richard Randriamandrato afirma que o comércio intra-africano é baixo, apenas 12,6%, ficando significativamente atrás de regiões como a UE.

“Sou economista e especialista em finanças. Em primeiro lugar, para desenvolver a economia a nível continental, precisamos de desenvolver o comércio através da liberalização. Em teoria, o comércio pode efectivamente tornar-se uma fonte de dinamismo económico”, disse Randriamandrato no Debate Mjadala África.

“Precisamos de começar moderadamente para que, lentamente, lentamente, possamos, no final, ver os jovens e as mulheres terem oportunidades de participar no grande mercado continental”.

Randriamandrato também vê a necessidade de capacitar os blocos económicos regionais e reduzir a influência estrangeira nos assuntos de segurança de África.

Conselho de Segurança da ONU: pressão de África por assentos permanentes

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O que os analistas acham dos candidatos

O processo eleitoral da CUA exige que os candidatos garantam uma maioria de dois terços dos 55 Estados-membros da UA, um feito que muitas vezes exige alianças regionais e negociações estratégicas.

O especialista em diplomacia Edgar Githua disse à DW que no debate eleitoral, Youssouf e Odinga surgiram como líderes na corrida para liderar o grupo mais importante de África.

“Ele (Raila Odinga) tentou dar um bom relato de si mesmo, mas é claro que o candidato do Djibuti saiu muito forte, muito persuasivo”, disse Githau à DW.

E, claro, não se esqueça do seu domínio (Youssouf) e do domínio de três línguas estrangeiras – três línguas oficiais que a África utiliza. Isso também foi muito impressionante.”

Githua acredita que factores culturais e religiosos também poderão favorecer Youssouf. “Tudo até agora, seguindo essa dinâmica, tudo está inclinado a favor do candidato do Djibuti.”

Há pouco debate entre os utilizadores das redes sociais em África sobre os três candidatos. Mas numa declaração durante o debate de liderança, Konjit SineGiorgis, o presidente do Painel de Eminentes Africanos da UA, expressou alguma decepção.

“Lamento que o facto do nosso continente não poder ter também uma candidata feminina e colocar a Comissão da UA no lado certo da história. Este é um trabalho de casa sério que temos de levar em consideração”, disse ela.

Como vivem os africanos na diáspora

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Editado por Benita van Eyssen



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



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Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre

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Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Abertura do Processo

I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);

II – Documentos pessoais exigidos:

• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

• Comprovante de residência;

• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

III – Documentos acadêmicos exigidos:

• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;

V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;

Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br

O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:

Arquivo 1 em .PDF:

1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);

2. Documentos pessoais exigidos:

a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

b) Comprovante de residência;

c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

Arquivo 2 em PDF:

1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);

Arquivo 3 em PDF:

1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:

a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).

Arquivo 4 em PDF:

1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Arquivo 5 em PDF:

a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017. 

Fluxo do Processo

VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;

VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;

VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.

a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.

IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.

Formulário Padrão

Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade

_________________________________________________________________________________________________________

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