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Rio Branco começa a vacinar crianças de 10 a 11 anos contra a dengue; veja pontos de imunização
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Vacina é aplicada na Urap Eduardo Assmar, no bairro Quinze, na Policlínica Barral y Barral, no bairro Tangará, e no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), no Centro, das 8h às 16h.
A capital do Acre, Rio Branco, deu o pontapé na imunização contra a dengue nesta sexta-feira (16). A vacina está disponível na Unidade de Referência em Atenção Primária (Urap) Eduardo Assmar, no bairro Quinze, na Policlínica Barral y Barral, no bairro Tangará, e no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), no Centro, das 8h às 16h.
Uma equipe de reportagem da Rede Amazônica Acre esteve nas unidades de saúde para conversar com os pais e crianças que buscaram atendimento. A primeira criança a tomar a vacina foi Francisca Altemira, de 10 anos.
Corajosa e muito tranquila, ela entende bem a importância de ser imunizada contra a doença. Ela contou que a vacina não doeu e que já é acostumada a tomar outros imunizantes. “Acho que é melhor a gente ficar imunizada para não pegar a dengue. Venham para cá tomar a vacina da dengue que vocês vão ficar imunizados”, convidou.
O Acre recebeu 17.810 doses da vacina Qdenga, enviadas pelo Ministério da Saúde, na terça-feira (13). Desse total, mais de 11 mil doses ficaram em Rio Branco para imunizar as crianças.
Além da capital, a vacina foi enviada também para Acrelândia, Bujari, Capixaba, Jordão, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Porto Acre, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Senador Guiomard, no interior do estado.
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Rio Branco ficou com mais de 11 mil doses do carregamento enviado pelo Ministério da Saúde — Foto: Arquivo/Sesacre
A mãe de Francisca, Luciete Rodrigues disse que ficou extremamente satisfeita pela oportunidade de promover mais proteção à filha. “Acho muito importante e achei que seria muitoi difícil conseguir, mas, graças a Deus, deu certo. É importante ela estar imunizada porque é muito perigoso, tem a dengue hemorrágica e tenho muito medo dela pegar. Estou mais tranquila, fiquei muito feliz”, resumiu.
A aposentada Rosenir da Silva também levou a filha Amanda Silva, de 10 anos, para tomar a vacina. Enquanto esperava o atendimento na filha, Rosenir falou sobre a eficácia da vacina, do momento ruim que enfrentou quando pegou dengue e disse que não quer que a filha passe por esse sofrimento.
Por isso, ela contou que trouxe a filha para ser vacinada logo no primeiro dia. “Acredito muito na vacina, é tanto que tomei todas as vacinas e ela tem a carteira completa. Quando ouvi que ia ter, falei [para o marido] que logo cedo iríamos trazer a Amanda porque peguei dengue e achei que ia morrer. Tudo vem do alto e a ciência também. Acredito muito na vacina”, reforçou.
Melhor prevenção
A secretária de Saúde de Rio Branco, Sheila Andrade, destacou que, nesse primeiro momento, o público-alvo são crianças de 10 e 11 anos. Os pais e responsáveis precisam levar a carteira de vacinação, o cartão do SUS e um comprovante de endereço atualizado.
“Estamos agora com a vacina contra dengue, é algo maravilhoso porque muito gente negligencia a dengue e ela mata. Está levando várias pessoas à internação. Iniciamos aqui em Rio Branco e em outras cidades do Acre. O Ministério da Saúde escolheu essa faixa etária porque muita criança de 10 a 14 anos está com dengue grave, então, não podemos deixar nossas crianças a ter dengue e se hospitalizar. Vacinação ainda é nossa melhor prevenção”, explicou.
Ela afirmou que ainda não há previsão de abrir as unidades de saúde nos fins de semana para atender o público. Sheila ressaltou ainda o trabalho de mobilização e conscientização dos pais nesse momento. “Mesmo o Estado não tendo responsabilidade no momento da aplicação do imunizante, que é do município, também abriu um ponto no Crie, que fica ao lado da prefeitura. Estamos avaliando como vai ser a procura e vamos colocar em lugar estratégico, vamos para as escolas, creches e para onde for necessário e buscar as crianças”, concluiu.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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